quinta-feira, 26 de abril de 2012

A VILA E V E V DE VINGANÇA: DOIS FILMES REFLEXIVOS PARTE 2

“V DE VINGANÇA” E A IDÉIA DA AUTOCRACIA. Quanto à trama de V de Vingança, filme lançando em 2006, que assim como “A Vila”, eu também só havia assistido apenas uma vez, e essa única vez da qual assisti esse filme foi nos cinemas. Um filme também do gênero suspense, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e também pelos Andy e Larry Wachowski, também responsáveis por terem escrito o roteiro do filme, os mesmos que lançaram a trilogia cibernética de Matrix(a primeira lançada em 1999, e a segunda Matrix Reoleaded e a terceira Matrix Revolutions foram ambas lançadas em 2003.) Numa adaptação do herói de quadrinho homônimo lançado na Inglaterra na década de 1980, de autoria de David Lloyd e Alan Moore, cujo nome desse último não aparece creditado pelo fato da adaptação de sua obra ter sido feita sem sua autorização. O filme conta no elenco com Hugo Weaving, no papel de V, cujo rosto em nenhum momento aparece, pois está escondido através de uma máscara de Guy Fawkes, e que pela segunda vez trabalha num filme produzido pelos Irmãos Wachowski, o anterior onde Hugo Weaving havia trabalhado destes fora na trilogia de Matrix, onde fez o papel do vilão-mor da trama, o Agente Smith, perseguidor do Neo(papel de Keanu Reeves), e com Natalie Portman, que no ano passado ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme “Cisne Negro”, interpretando o papel da Evey Hammond, uma funcionária de um canal de televisão, que será uma coadjuvante que simbolizará uma espécie de paixão platônica do herói. A história do filme gira torno de um aspecto politicamente critico, ao idealizar um mundo futurista, onde é regido por um regime autocrático totalitarista, onde inspirados nas ideias nazifascistas, o líder é o que tem o poder absoluto, com controle rígido a vida do cidadão, e com práticas violentas contra as camadas sociais das quais ele consideram como os subversivos. Uma interessante abordagem da qual eu já feito com os dois “A ONDA”. Sobre a minha colocação de futurista, deixe primeiramente esclarecer que a visão de futuro que o filme mostra, não tem nada a ver com aquela ideia de carros voadores, ou mesmo mostrando robôs interagindo com humanos, e sendo tratados por eles como se fosse um bichinho de estimação, como muito filmes com temáticas assim já haviam como por exemplo: a clássica obra-prima do cinema alemão “Metropólis”(1927) de Fritz Lang, ou mesmo “A.I-Inteligencia Artificial”(2001) de Steven Spielberg, ou mesmo outra também de Spielberg “Minority Report-A Nova Lei”(2002), “O Vingador do Futuro”(1989), dirigido por Paul Verhoeven, inspirado num livro de Philip K. Dick, ou quem “Eu, Robô”(2004), dirigido por Alex Proyas, inspirado numa obra de Isaac Asimov, ou mesmo na clássica série animada da Hanna-Barbera dos Jetsons. A visão de futuro retratada em V de Vingança, nos mostra uma ideia um pouco mais próxima da nossa realidade, sem nada desses artifícios dos quais contei. A história do filme começa com um prólogo narrando e reconstituindo sobre o importante evento histórico ocorrido na Inglaterra no dia 05 de Novembro de 1605, dia em que um soldado chamado Guy Fawkes tentou promover a Conspiração da Pólvora, uma tentativa de causar uma explosão no prédio do Parlamento. O curioso foi ter observado que nessa narrativa, havia momentos em que o narrador de uma maneira até parcial se pergunta, se questiona sobre quem seria realmente Guy Fawkes? Como era seu rosto? Como era sua voz? Em todo o momento onde ocorre a reconstituição sobre o acontecimento naquela importante data, a narradora chega a descrever que muitas vezes as pessoas só lembram das ideias sobre criadas por essa pessoa, mas nunca do homem por trás dela, em um momento da cena em que Guy Fawkes e condenado a forca, a narradora faz uma comparação entre as ideias, e os homens por trás delas, ela justifica que ao contrário de uma ideia, que ás vezes pode se tornar infalível, um homem que a cria pode até fracassar, ao ponto dele ser preso, morto e esquecido. No momento seguinte da narrativa, a narradora explica de forma até parcial sobre o conceito de uma ideia, que ela sempre, podem-se passar décadas, séculos, ou mesmo milênios de distancia, mas ela sempre vai sobreviver, ao contrário das pessoas que as criam, ou mesmo as defendem, e nesse momento a própria relata que chegou a ver pessoalmente muita gente morrendo, perdendo a vida defendo-as. No momento da cena do enforcamento de Guy Fawkes, a narradora termina o prólogo fazendo o seguinte questionamento a respeito do abstracionismo de uma ideia, como ela pode não ser concreta dependo da situação: “Mas você não pode beijar uma ideia. Você não pode toca-la ou abraça-la. Ideias não sangram não dor, não amam. Não é de uma ideia que eu sinto falta. É de um homem.” A narradora termina o prólogo, explicando que foi através desse homem, que foi responsável por fazê-la lembrar do 5 de Novembro, a importante desse acontecimento na história política inglesa, será o elo para no momento da presente realidade inglesa, regida sob um regime totalitário, e completamente esquecida da data desse momento acabará se recordando através de um misterioso paladino mascarado. Depois desse prólogo, o filme vai sendo desenvolvido a partir do momento presente, mostrando uma Londres sendo regida pelo governo autocrático do Chanceler Adam Sutler( Adam Sutller), é durante uma noite em que toda a população inglesa assisti pela TV, o discurso de Lewis Prothero(Roger Allan), o homem mais importante do Governo, também definido como “ A Voz de Londres”, fazendo seu diário discurso de cunho autoritário, fundamentalista, e se referindo aos EUA como a colônia que foi arrasada, mostrando os seus ideais de intolerância social, no mesmo momento é nos apresentado um misterioso homem colocando a máscara de Guy Fawkes, enquanto isso Evey Hammond em sua casa se prepara para sair. Assim que Evey sai de casa depois de terminar de assistir ao discurso de Prothero, onde termina o seu discurso na TV falando o lema do partido: “Força através da união, união através da fé”. Preocupada quando olha o relógio, ela então sai para passear na noite deserta de Londres, ficando bastante temeroso, a razão da qual ela tinha para esse temor era porque depois de uma determinada hora da noite, o Governo mandava agentes que eles denominavam “Homens-Dedos” , ficarem vigiando as ruas, e assim que observarem o movimento de qualquer pessoa andando pelas ruas a noite depois da hora estipulada, eles abordavam a pessoa suspeita, e se preciso fosse mandavam além de revistar, violentavam fisicamente, psicologicamente e moralmente a pessoa para deixar a pessoa completamente submissa a eles, e isso inevitavelmente acaba acontecendo com Evey, no momento em que caminhava pelas ruas da cidade e foi abordada pelos “Homens-Dedos”, quase sendo ameaçada de ser violentada por eles, Evey acaba sendo salva pelo homem mascarado chamado apenas de V, que mostraria a que veio fazendo citações filosóficas, com golpes inacreditáveis, e habilidades com lanças, que o tornam um espadachim inabalável, depois de acabar com cada um dos “Homens-Dedos”, V ao apresentar a primeira vez para Evey, deixa o símbolo em frente ao cartaz com o lema do partido Fogo Nórdico. Responsável por levar Sutler ao poder, e ao salvá-la do perigo V, a convida para prestigiar ele orquestrando em cima de um prédio vizinho ao Old Bailey, uma das famosas obras-primas do maestro russo Pyotry Ilich Tchaikovsky, denominado de “Abertura 1812”, a música favorita do herói, que foi responsável por causar a explosão no prédio do Old Bailey, no dia seguinte, o episódio da explosão vira manchete nos noticiários televisivos, como a BTN,(British Television Network), por exemplo, emissora onde Evey é funcionária queridinha do seu patrão Gordon Deitrich(Stephen Fly), que apresenta um programa de humor nessa emissora. No mesmo momento onde ocorre os noticiários na emissora sobre a explosão do Old Bailey na noite passada. Aparece V, invadindo o prédio da emissora, rende todos os seguranças e todo corpo de funcionários, e será lá que ele vai tentar convencer para transmitir a toda a população londrina mostrando a que veio, ao mostrar suas ideias filosóficas de livre pensamento, e fazendo eles se recordarem da data do 5 de Novembro, data que lembra quando Guy Fawkes tentou explodir o Prédio do Parlamento Britânico, pensando nas suas filosofias de liberdade, depois de terminado o seu discurso, onde termina falando assim para o povo, “Se vocês pensam como eu penso, e sentem o que eu sinto, então vamos todos nos unir pela liberdade”. Nesse momento onde ele finaliza seu discurso na Tv, todos os guardas, a policia inteira tenta em vão fechar o cerco para tentar prendê-lo, mas ele habilidoso e esperto consegue se livrar deles com muita facilidade, em uma cena onde acontece de V ser rendido por um policial, mas acaba sendo salvo por Evey, que no entanto ela acaba levando uma pancada na cabeça, e V acaba dando um fim nele com um soco. O caso desse tal misterioso herói, faz com que os intrigados detetives Eric Finch(Stephen Rea) e Dominic Rupert Graves), quebrem a cabeça para decifrar todo o enigma dessas ações misteriosas ações praticadas por esse paladino mascarado que apareceu do nada, antes disso os dois haviam investigado misterioso passado de Evey, onde o que os chamaram a atenção deles além de terem descoberto que ela era filha de ativistas políticos, ela também teve passagem por um reformatório juvenil, depois da prisão dos seus pais, o que gera mais um quebra-cabeça de um segredo envolvendo um outro personagem importante no filme, que no caso é coadjuvante Evey Hammond. Acordar na mansão de V, Evey fica impressionada com o lugar muito espaçoso, e ainda cheio de objetos de arte raríssimas, e observando o próprio V preparando o seu café da manhã, onde nesse momento ela fica observando ele sem as suas luvas, com as suas mãos avermelhadas, dando sinais de que ele teria sofrido alguma queimadura, e ao ouvir esse comentário de Evey, V explica para ela de forma enigmática que isso aconteceu com ele faz muitos anos atrás num incêndio, mas não esclarece para ela onde ocorreu, de que maneira aconteceu e como foi causado esse tal incêndio, criando mais um quebra cabeça sobre a provável origem de quem seria a pessoa por trás daquela máscara, qual seria a verdadeira identidade de V? No decorrer do filme vai se mostrando aos pedaços, quando ele vai atrás de cada uma das pessoas ligadas ao seu passado, e matando cada uma delas em série, deixando uma rosa vermelha batizada de Scarlet Carson, como algo personalizado. Ao mesmo tempo acontece de Evey contar para V sobre sua família, e um pouco sobre ela também, entre essas revelações está o fato dela quando criança já ter frequentado um curso de teatro, e que no dia que o irmão dela morreu, os seus pais resolveram virar ativistas políticos, e terminaram presos, quanto que ela terminou num centro de detenção juvenil. A primeira das pessoas que V resolve eliminar é Lewis Prothero, sujeito que discursa toda noite na TV de Londres, e que faz discursos de puro autoritarismo, fazendo duras criticas quanto a invasão de V na emissora, chega a denominá-lo de terrorista, no momento em que Prothero estava observando o seu discurso tomando um banho quente, V entra em sua casa utilizando a identidade de Evey da BTN, para poder ter livre acesso, no momento que terminou de ver seu discurso na TV, Prothero se assusta ao observar o próprio V, que se refere a ele como Comandante. E Prothero surpreso pergunta como ele sabia de sua antiga patente militar, explicando em enigmas V diz que era como ele se chamava quando num centro de detenção, num incêndio, e aparece então em cena de flashback a cena do então Comandante Lewis Prothero no Centro de Detenção de Larkhill, mandando maltratar de forma covarde, desumana e selvagem as pessoas consideradas subversivas do novo governo imposto na Inglaterra, e quando Prothero se dar conta logo lembra de quem era a pessoa por trás daquela máscaras, o único sobrevivente do antigo Centro de Detenção de Larkhill. V por ironia se autodenomina numa clara referencia a uma famosa obra literária de Charles Dickens, “Um Conto de Natal”, de que “Sou o Fantasma dos Natais Passados”. Depois de Lewis Prothero, foi a vez do Padre Lilyman( John Starding), uma importante autoridade clerical, que por trás da batina, não tinha nada de santo, e a prova disso, é quando V utiliza Evey como isca para seu plano, pedindo para quê ela se vestisse de menina, com jeito de boneca, para atraí-lo em sua armadilha, pelo fato de justamente saber que o Padre Lilyman era pedofilo. Então de repente aparece V para matá-lo, outra pessoa também ligada ao misterioso passado de V, também tinha participado do Centro de Detenção de Larkhill, e que agora estava promovido para Bispo. Enquanto que nesse mesmo momento Evey foge e vai para casa de seu patrão Gordon Deitrich para não ser perseguida e presa pelos Homens-Dedos. Na casa de Deitrich, Evey descobre alguns segredos revelados pelo próprio Deitrich, como forma de acalmá-la, caso os Homens-Dedos, forem a casa dele a procura dela, ela seria a coisa menos importante para eles, isso porque na casa de Deitrich havia escondido uma versão do alcorão, livro sagrado islâmico do século 14, uma foto do Chanceler Sutler sendo ridicularizado com o lema “E Deus salve a Rainha” e umas fotos proibidas de erotismo. Enquanto que os agentes Finch e Dominic tentam decifrar mais um enigma relacionado ao paladino mascarado V, descobrem que Lewis Prothero, havia sido um importante empresário acionista de uma empresa farmacêutica chamada Viadox, e ficam surpreso ao vasculharem a ficha militar de Prothero e ao descobrirem que no currículo havia participações dele em combate no Iraque, Curdistão entre outros países, e mais surpresos ao descobrirem sua participação no comando no Centro de Detenção Larkhill, indo mais a fundo n a investigação, descobrem que o local tinha sido desativado há muitos anos depois de um incêndio, e com informações muito vagas, eles tentam decifrar que ligação tinha Prothero com V a Larkill, até finalmente acharem no arquivo público o dossiê sobre Larkhill, e lá descobrem mais duas pessoas, o Padre Lilyman, já morto por V e uma médica responsável pelas medicações dos detentos de Larkhill, essa tal era doutora Diana Staton, que eles nem imaginavam estarem o tempo todo perto delas, pois era a responsável pela autopsia do Padre Lilyman, usando uma nova identidade, a Doutora Della Suridge(Sinead Cursack), dos quais eles descobrem tarde demais, no momento que chegavam ela já estava morta no seu quarto pelo V, com a rosa vermelha Scarlett Carson, e ao vasculharem a casa dela, Finch e Dominic descobrem um diário contando os segredos e todo o relatório da rotina dela no Centro de Detenção Larkihill, contando como acontecia a vinda de cada novo individuo, como eram tratados de forma desumana, como recebiam as dosagens de vacinas aplicadas por eles, para eles servirem de cobaias para o desenvolvimento de arma biológica altamente poderosa, como todos morreram e foram enterrados, e chegava até a relatar o próprio desprezo que ela mesma sentia por aqueles indivíduos, vistos como os subversivos pelo então imposto novo governo do atual Chanceler, pessoas que representavam a camada dos negros, dos judeus e dos homossexuais, e o mais impressionante nisso tudo é eles descobrirem que a respeito de um paciente de Larkhill, que tinha adquirido uma força descomunal com a medicação injetada por ela, esse tal paciente do qual ela se refere apenas como Paciente do Quarto 5, cujo numeral da cela era identificado como V, numeral do algarismo romano, sendo daí a origem para seu nome, onde relata que foi esse paciente que num certo dia 5 de Novembro, com sua tremenda força descomunal que chegando ao ponto de fugir ao controle de todos de Larkhill, provocou a destruição total do local, causando o incêndio, onde chega até a descrever que chegou a observar os seus olhares cheios de amargor, e que naquele incêndio o deixou todo o seu corpo queimado. E nesse diário Stanton termina com um lamento descrevendo assim: “O que foi que eu fiz”. É nisso se descobre qual a misteriosa origem do mascarado V e de onde ele tirou esse codinome. Enquanto que Evey, ainda vivendo abrigada na casa de seu patrão Deitrich, fica espantada ao ver junto com ele na televisão, o programa que ele havia produzido ridicularizando o Chanceler Adam Sutler sendo perseguido pelo mascarado V, em rede nacional, fazendo toda a população londrina pela primeira vez ter o direito de ter a liberdade de poder debochar do Chanceler, naquela mesma noite em que o programa foi ar, apareceram os Homens-Dedos, comandados por Perter Creedy( Tim Pigot-Smith), que o acabam rendendo e prendendo, e Creedy faz até o comentário irônico: “E teve graça agora?”. Já Evey tenta fugir, escondida, mas acaba sendo pega, e mandada para a detenção, sendo torturada, fisicamente e psicologicamente para tentar dar informações para os agentes sobre o que ela sabia de V, teve até a cabeça raspada, e no meio de todo essa situação ela acaba achando na sua cela, dentro de um buraquinho onde entrava um ratinho, um pedacinho de papel higiênico onde estava escrito a mensagem de uma mulher de nome Valerie, uma prisioneira morta no Centro de Detenção de Larkhill, e que na mensagem ela contava todo o drama que passou antes de ser mandada para lá, na mensagem ela descreve onde nasceu, que foi em Nottigham no ano de 1985, que do pouco que lembrava de sua infância, lembrava da fazendo de sua avô e que quando chovia sua avô dizia que “Deus estava na chuva”, descreve de seu tempo de colégio, relata que quando foi aprovada para o curso secundário, lá havia conhecido Sarah, a sua primeira namoradinha, já apresentando sinais de interesse por meninas e não por meninos. Valerie também relata na mensagem que o namoro dela por Sarah no colégio, teve de ser interrompido porque o diretor havia dito que isso era só uma fase e que elas superariam. Foi o primeiro sinal de preconceito que ela teve de lidar quando descobriu sua opção sexual, mais para frente ela relata que na adolescência quando chegou para os pais e teve a coragem de apresentar sua então namorada Christina, a reação dos pais não podia esperar por outra coisa a não ser de repulsa, de nojo, com aquele tipo de situação vendo a queridinha deles que eles carregaram ainda bebê virar uma mulher amando outra mulher, e com isso os pais a mandaram para fora de casa. O mais curioso disso tudo foi quando ela relatou que já adulta, ao virar atriz durante as filmagens de “Sal de Prata”, foi lá que ela conheceu sua última parceira Ruth. Na mensagem Valerie descreve que Ruth, foi sua grande parceira que passou a dividir o apartamento e junto com ela colheram flores Scarlett Carson e toda uma rotina da qual elas passaram a adquirem juntas e felizes, até chegar o momento em que quando elas acompanharam pela TV, a subida ao poder de Adam Sutler, as ideias de intolerâncias sociais, propagadas pelo Fogo Nórdico, passaram a viverem assustadas, e relatou que no dia em que a Ruth estava na rua, fazendo a feira, e de repente foi pega pelos Homens-Dedos, ela chorou muito, e pouco tempo depois foi a vez dela dentro de sua casa, e a mensagem de Valerie termina com relato de sua sofrida rotina no Centro de Detenção de Larkhill, de onde ela passaria seus últimos momentos de vida, sendo torturada, violentada, espancada, recebendo altas dosagens de substancias e de quando achou dentro de uma privada um papel de higiênico de onde decidiu relatar a sua única autobiografia. E então dias depois Evey já exausta de tanto ser torturada acaba se surpreendendo ao se liberada, e então a medida que caminha livremente pelos corredores sem ser abordada pelo Guarda, e quando se aproxima e vê que ela era apenas de borracha, e ao passar na porta e de repente se deparar na mansão de V, ela então fica bastante indignada e horrorizada, ao notar que tudo aquilo do qual ela havia passado era tudo uma farsa, plantada por ele, mas depois se sentindo grata resolve entregar a tal mensagem de Valerie que ela teria imaginado que fosse uma coisa inventada por ele, então V decide mostrar uma coisa para provar que tudo aquilo era verdade, e ela fica convencida no momento em que observa pendurada na parede da sala, o cartaz do filme “Sal de Prata”. V justifica que fez isso fazendo com que ela sentisse um pouco na pele, o que ele passou em Larkhill, e do que resultou para que ele se transformasse daquele jeito, citando o principio básico de que toda ação gera uma reação. Então V mostra para Evey a chuva no telhado de sua mansão, e ela então lembra do que Valerie escreveu: “Deus estava na chuva”. Então aos poucos os quebra-cabeças vão desenvolvendo todo o desenrolar do filme, principalmente no momento em que Finch e Dominic vão atrás de um tal de Roockwood, último sobrevivente do Vírus da Escola de St. Marys, o mesmo onde o irmão de Evey havia morrido em consequência desse vírus, eles encontram esse tal sujeito no memorial dedicado às vitimas do incidente, onde de uma forma enigmática da ligação daquele incidente, com a contaminação da água em Three Waters, uma bomba na estação de trem de Londres, rebelião no King´s Hospital, e juntando a cura financiada por Lewis Prothero, que ajudou a levar Adam Sutler a comandar o país, eles nem imaginam que esse tal de Roocwood era na verdade V, e quando descobrem já era tarde, muito depois de constatar que o verdadeiro estava morto. E nisso Finch acaba chegando a conclusão que tudo isso que ele estava planejando fazer é com o intuito de gerar o caos. E é justamente isso o que acontece no momento em que todos recebem em suas casas, a encomenda das máscaras de Guy Fawkes, usadas pelo V, há até um momento em que um assaltante numa conveniência chega a falar: “Anarquia no Reino Unido”. E vai ser nessa situação caótica que V botará em prática o seu plano de dar fim ao regime totalitarista do Chanceler Adam Sutler, pedindo para que Creedy, mandasse os seus Homens-Dedos, levar até ele o próprio Chanceler para matá-lo no esgoto, enquanto o Chanceler discursa na TV em rede nacional, e ninguém, praticamente ninguém assiste, e nesse momento era levado acabado e ensanguentado, V então dá os seus últimos golpes, e é próprio quem dá um fim no Chanceler, depois disso Creedy manda os seus Homens-Dedos atirarem sem parar em V, ele em nenhum momento em que recebe os tiros reage, então acontece o inesperado, depois de ter sido atingido pelos tiros, V ainda utiliza forças para praticar os seus últimos golpes de artes marciais e enfiando suas facas em cada um dos Homens-Dedos, até que no final quando só restou Creedy, que tentando desesperadamente eliminá-lo dando muitos tiros, e chega ao cúmulo de gritar falando: “Porque você não morre?” Então V se aproxima dele e o enfia sua faca em Creedy dando fim então a ele e ao sistema totalitarista que há anos vinha governando a Inglaterra, e ao mesmo tempo acabado, ainda utiliza as últimas forças para chegar até o trem cheio de explosivos de nitrogênio, que seguirá em direção para o Big Ben, ele então pede para que Evey se incumbisse dessa missão final sua, ao mesmo tempo a população inteira de Londres, utilizando da fantasia de V, anda em plena noite em direção ao Big Ben, o exercito chega a ficar de guarda para ficarem atentos a qualquer sinal de proximidades, mas eles acabam sem terem como agirem pois não conseguiam terem contato nem com o Chanceler, e muito menos com Creedy. E dessa forma sem ter como reagirem, eles acabam deixando todas as pessoas passarem tranquilamente sem receberem sequer um tiro, e dessa forma que o general, responsável pelo comando das tropas, completamente sem acreditar no que estava vendo fala assim: “Pelo sangue de Jesus Cristo”. Enquanto isso, Evey se prepara para ligar o motor do trem, com V deitado sem vida, acompanhado de muita dinamite, no momento em que pega na alavanca, ela chega a ser interrompida por Finch, aparece tentando rende-la impedido que ela prosseguisse com o plano de V, mas determinada a cumprir ela então desobedece às ordens de Finch, e liga a alavanca do trem. O trem parte em direção ao Big Ben, tocando a “Abertura 1812”, famosa obra-prima de Tchaikovsky, que era sua música preferida chegando até o Prédio gerando com todos ali em frente naquela marcante noite de 5 de Novembro, onde para todos ali será para sempre lembrada como o dia em que eles se libertaram de uma tirania, foi nessa cena final que Finch pergunta então para Evey sobre quem era ele, e Evey responde a pergunta de Finch o definindo em diferentes aspectos: “Ele era Edmound Dantes(personagem principal de “O Conde de Monte Cristo” seu filme favorito), Era meu pai, minha mãe, minha irmão, era eu, era você(Evey se referindo a Finch), ele era todos nós”. E nesse mesmo momento o filme com Evey fazendo a seguinte narrativa: “Ninguém jamais esquecerá aquela noite e o seu significado para o pais. Mas eu nunca me esquecerei do homem e do que ele significou para mim”. E pronto acabou o filme. V de Vingança que faz uma interessante abordagem a respeito do que uma pessoa é capaz de fazer quando sofre uma injustiça, ao ser levado pelo sentimento do ódio, até que ponto podemos justiça com as nossas próprias mãos. Como é o caso do próprio herói mascarado, se for fazer uma comparação dele com outros heróis dos quadrinhos, como as editoras americanas de Marvel e DC, ele tem como diferencial o fato de ser um sujeito muito cheio de mistérios, ele se encaixa como um exemplo de ser social, que pela circunstancia em que passou esqueceu-se de suas próprias origens, o mistério sobre suas origens ocultas, o fato de não saber qual sua verdadeira identidade, de onde nasceu, que idade aproximada ele teria, quem seriam os seus pais, ou que levou ele para ser preso no Centro de Detenção de Larkhill, para ser cobaia de um experimento cientifico, que o fez adquirir uma força e habilidade descomunal, a ponto de se tornar um importante um paladino mascarado com o objetivo de acabar com o sistema político autocrático imposto numa Inglaterra do futuro. A ideia como eles colocaram essa Inglaterra futurista, como o enredo do filme satiriza a ideia de regime autocrático tem uma livre inspiração no romance “1984” de George Orwell. A ideia dos segredos é o que torna “V de Vingança” até certo ponto semelhante com “A Vila”, onde o principal segredo desse consistia no mistério da figura demoníaca que amedrontava o povo daquele vilarejo que aparentemente vivia um modo de vida do século 19, mas na verdade eles viviam na contemporaneidade, e os únicos que sabiam desse segredo eram os próprios anciões fundadores do lugar, onde pela única foto que eles carregaram num baú, mostrando uma foto deles trajando roupas contemporâneas, em frente a um centro de ajuda,e lá encontraram uma maneira de viverem sob um modo de vida mais sossegado e procurando a inocência junto com a ignorância, até o momento em que ocorre o incidente de Lucius Hunt ser atingido por uma faca pelo Noah Percy, ficando entre a vida e a morte. V de Vingança em carrega muitas referencias a muitas obras literárias famosas, como por exemplo cita “Machbeth”, importante obra teatral de William Shakespeare ao falar assim: “Faço tudo que faz um homem. Quem faz mais deixa de sê-lo”. Ou mesmo se referindo a” Um conto de Natal “de Charles Dickens, o seu herói preferido Edmond Dantes de “O Conde de Monte Cristo”, livro do francês Alexandre Dumas, também há uma citação de “Fausto” de Goethe com sua frase em latim com iniciais que estavam escritas assim: “Viveris Veniversum Vicius Vici”, frase que estava escrita em seu espelho, que Evey lê no momento em que estava fazendo uma limpeza e o próprio V traduz assim: “Através da verdade, enquanto vivi, eu conquistei o universo”. Isso é um dos fatores que torna o filme bom para se assistir de diferentes maneiras, sobre diferentes aspectos, sobre diferentes óticas, para assim se poder analisar e refletir sobre diferentes questões abordadas no filme, e o foco está na questão política autocrática botada em prática, se como abordei anteriormente em “A Onda”, mostrava como ela poderia surgir, V mostrou como ela pode acontecer de uma maneira muito pior como já aconteceu na História, como o fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, do qual esse faz uma clara alusão, o Chanceler Sutler é praticamente uma sátira a Hilter, assim como o seu partido Fogo Nórdico ser uma sátira ao nazismo, implantado na Alemanha a partir do começo da década 1930, perdurando até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, com a morte de Hitler. Em resumo, pode-se dizer que a ideia transposta pelo filme, utilizando até de muitas licenças poéticas, é justamente de como é possível acontecer ainda em uma época futura como bem idealiza o filme, a imposição de um sistema político de autocracia, de que maneira pode surgir, e quais argumentos e quais situações podem levá-lo a ser colocado na prática. E sendo num mundo futurista que remete muito a obra de Orwell, 1984, onde o Chanceler Sutler, mas parece fazer uma referencia ao Grande Irmão, e a forma como eles controlam os passos dos cidadãos. E ainda por cima o filme também traz a reflexão de como e até onde uma pessoa seria capaz de chegar ao seu objetivo de querer fazer justiça com as próprias mãos? Até onde você chegaria? O próprio personagem no filme tem interessantes frases reflexivas como, por exemplo: “Você tanto uma mascara que acaba esquecendo de quem você é.” “A Anarquia ostenta duas faces. A de destruidores e a de Criadores. Os Destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os Criadores erguem mundos melhores.” “Não existe coincidência, apenas a ilusão da coincidência.” “O povo não deve temer seu Estado. O Estado deve temer seu povo.” “Por baixo dessa carne existe um ideal, e as ideias nunca morrem.” "Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua idéia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos." "Ainda que nossa integridade valesse pouco, era tudo o que tínhamos" "Suas bombas não matam nossa fome, mas alimentam nossa desgraça." “Igualdade, justiça e liberdade são mais que palavras; são perspectivas!" “Os artistas usam a mentira para revelar a verdade, enquanto os políticos usam a mentira para esconde-la.” FONTE: http://pensador.uol.com.br/v_de_vinganca_frases/ Bom com isso que encerro a minha descrição sobre esses dois importantes filmes, recomendando para quem nunca assistiu, e para quem já tinha assistido ambos, que assistem porque as tramas deles valem a gente poder olhar diversos olhares reflexivos. E ainda mais carregando belíssimas trilhas instrumentais que dão a emoção em cada um dos filmes. “A Vila”, carrega uma bela trilha composta por James Newton Howard que tem toda uma atmosfera e suspense que dão o tom do filme, e em “V de Vingança” o destaque é a bela ópera de Tchaikovsky, que se encaixa bem ao perfil, a essência e aos ideais que o herói mascarado carrega, e não é só ele, como também cada um de nós.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A VILA E V E V DE VINGANÇA: DOIS FILMES REFLEXIVOS PARTE 1

Durante duas semanas, fiquei exaustivamente assistindo dois interessantes filmes em casa em DVD, emprestado por um amigo do Pilates, cujos enredos carregam diferentes abordagens, mas em comum carregam toda uma atmosfera cheia de segredos, ambos não são produções recentes e ambas em diferentes momentos, eu havia assistido apenas uma vez, estou falando de “A VILA” e “V DE VINGANÇA.”




A VILA E A ANTROPOLOGIA.
O filme “A Vila”, uma produção norte-americana do gênero suspense dirigida, produzida e roteirizada por M. Nigth Shyamalan, o mesmo responsável por “O Sexto Sentido”(1999), filme que representou um marco importante para sua carreira, pois ele foi como posso descrever, um divisor de águas, a partir dele que o diretor passou a firmar seu nome em Hollywood, isso porque ele arrancou uma ótima bilheteria, foi a segunda maior bilheteria nos Estados Unidos, onde contava a incrível saga do psicólogo infantil Malcom Crowe, papel de Bruce Willis, que um ano depois protagonizaria outro filme do diretor, o mediano “Corpo Fechado”(2000), se envolve, quer dizer mais do que se envolve resolve abraçar com dedicação o caso do garoto de 8 anos Cole Sear, papel de Haley Joel Osment, cujo bom desempenho no papel, rendeu para o filme uma situação até inusitada, isso porque Haley Joel Osment se tornou digamos assim, então com apenas 11 anos o ator mais jovem a concorrer a estatueta de melhor ator. Não era para menos, até porque o menino soube desempenhar o papel do perturbado menino que apresenta dificuldades em seu entrosamento de convívio escolar e sofre constantes perturbações por ver os mortos, usando sempre a famosa fase que dava medo para qualquer um: “Eu vejo gente morta”, representou um marco importante para o diretor, ele nesse filme começou a mostrar a que veio, com um estilo de suspense muito peculiar.






Bom, mas voltando a falar de “A Vila”, lançado nos cinemas em 2004, esse interessante filme, do qual eu pessoalmente só tinha assistido apenas uma vez, durante uma aula em minha Universidade, quando paguei a disciplina de Antropologia Cultural, graduando o curso de História, no Segundo Semestre de 2006. Quando esse meu amigo me emprestou esse filme para eu poder apreciar, eu assim fiquei bastante lisonjeado, em ter o privilegio de assistir de novo e observar momentos e cenas das quais eu pouco lembrava. Foi algo fascinante observar nesse filme que carrega um elenco brilhantemente de peso: Sigoruney Weaver, ( a eterna Tenente Ripley do clássico terror mesclado com ficção cientifica “Alien-O Oitavo Passageiro” em 1979, no papel de Alice Hunt), William Hurt(Ganhador do Oscar de melhor ator por “O Beijo da Mulher-Aranha” em 1985, no papel de Edward Walker), Joaquin Phoenix( que para mim sempre será lembrado como o inescrupuloso Imperador Romano Cômodus de “Gladiador” em 2000, no papel do ferreiro Lucius Hunt, filho de Alice Hunt), em seu segundo filme dirigido por M. Night Shymalan, o primeiro fora em “Sinais”(2002) e Adrien Brody(Ganhador do Oscar de melhor ator pelo seu bom desempenho interpretando Wlajslav Spilzman, o pianista polonês em sua difícil trajetória durante a Segunda Guerra Mundial, em uma Polônia devastada, em “O Pianista”em 2002, no papel de Noah Percy, um rapaz que sofre de sérios transtornos mentais.)



A Vila tem uma interessante característica, onde como eu já havia explicado antes, além de girar em torno da atmosfera dos muitos segredos, também gira em torno da ideia de “As Aparências Enganam”. Como assim, primeiramente que a história do filme do começo ao fim, aparentemente gira em torno da característica de mostrar um povoado da Pensilvânia, vivendo de uma maneira como era no século 19, mostrando como é eles viverem nesse vilarejo completamente isolado das coisas da modernidade, onde eles não usavam de dinheiro, sobreviviam apenas da terra e da criação de animais, aparentemente a trama do filme parece girar em torno de ser ambientado em uma época do século 19, pela forma das vestimentas simplistas que o povo camponês desse vilarejo se veste e também pelas ideias conservadoras de preservarem a inocência através da ignorância, o modo de vida deles nesse lugar era tão conservador, que eles nunca deixam as pessoas saírem de seus limites, a quem eles se referem como as outras cidades. O local é administrado por conselheiros, entre eles está Edward Walker(Willian Hurt), pai de Kitty e Ivy, uma jovem cega, que nutre um amor pelo ferreiro Lucius Hunt(Joaquin Phoenix), filho de Alice Hunt(Sigourney Weaver), uma das conselheiras da vila, que no primeiro momento do filme ele passa pela inusitada situação de ser pedido em casamento por Kitty(Judy Greer), mas acaba se recusando, quando o seu coração bati forte a era por Ivy(Bryce Dalla-Howard). Ivy e Lucius são os únicos nessa vila que se interagem com Noah Percy(Adrien Brody), um sujeito que sofre de um desequilíbrio mental, e que sente uma forte atração platônica por Ivy. Em todo o contexto envolvendo os personagens da trama também ocorre o pânico de todo o povoado em decorrência das estranhas aparições de animais multilados, eles estariam todos ligados à figura de uma horrenda criatura demoníaca da qual todos ali tem o maior pavor, essa tal criatura se trata de ninguém mais, ninguém menos do que “Aqueles que não Mencionamos”, ele é como se fosse um Lobisomem, com capa vermelha e com garras, que é o responsável por apavorar todos desse povoado, que me faz remeter ao Chupa-Cabra, uma misteriosa criatura cujos relatos ocorreram em meados dos anos 1990, em vários países do continente americano, Estados Unidos, Brasil, México,Nicarágua, Chile e cujo primeiro ataque registrado aconteceu em Porto Rico, em Março de 1995. Criatura lendária, que assim como “Aqueles que Não Mencionamos”, também atacava vários animais de regiões rurais, entre esses animais mortos estavam na maioria as cabras com as marcas de dentadas no pescoço e com seu sangue alegadamente drenado, daí ter inspirado o nome da lendária figura de “Chupa-Cabra”, daí o porque eu fiz essa comparação com o “Aquele que não Mencionamos”. O medo que todos têm por essa tal criatura demoníaca é tamanha, que toda que eles olham alguma coisa de cor vermelha, fica logo com medo, achando que podia ser a presença de “Aqueles que não Mencionamos”, é tanto que numa cena mostrando duas mulheres passando a vassoura na varanda da casa delas, ao verem uma rosa vermelha bem próxima da casa dela, a arranca da terra e resolve enterra-la. Em contrapartida, os habitantes do lugar ao vagarem pela floresta de folhas secas próximas da vila, usando capas de cor amarela, numa bela brincadeira de cores que o filme faz entre essas duas cores que simbolizam tudo ligado as cores quentes. A criatura responsável por amedrontar todos na vila, denominada de “Aqueles que não mencionamos”, é um dos quebra-cabeças que enchem toda a atmosfera cheia de segredos envolvendo todo o enredo de “A Vila”. O filme apresenta cada momento curioso que apresenta um quebra-cabeça atrás do outro, para que o espectador fique tentando decifrar os muitos enigmas dos segredos escondidos em cada membro daquele povoado, e principalmente em se tratando da lendária figura demoníaca dos “Aqueles que Não Mencionamos”, os animais, a maioria morta e sem suas lãs. Outro momento do filme que também é cheio de quebra-cabeças, é quando o ferreiro Lucius Hunt, ao observar Noar carregar em sua mão, uma fruta vermelha, cor da qual naquele lugar não é permitido olhar por simbolizar a demoníaca criatura com capa vermelha, e achando estranho o fato daquele tipo de fruta não ser comum lá dentro, ele resolve então perguntar para Noah de onde ele achou, e Noah responde que o encontrou fora dos limites do povoado, então Lucius resolve investigar e vai até a inóspita Floresta de Corvinton, e lá fica intrigado ao ver no local onde estão colhidas as frutas vermelhas, tem um desenho muito estranho, simbolizando alguma coisa que foi criada por “Aquele que não Mencionamos”, e resolve tenta várias vezes em vão pedir permissão aos Conselheiros da Vila, para ir ao que eles denominam de as outras cidades para descobrir tudo de mais estranho naquele local, que antes daqueles acontecimentos era tranquilo e harmonioso. Em outro momento do filme, o espectador fica sabendo de outro quebra-cabeça, que é quando a Senhorita Clark, uma das Conselheiras da Vila, no momento em que estava sentada junto com Ivy, no jardim da vila, na espera pela cerimônia do casamento de Kitty Walker, irmã mais velha de Ivy, ela então ouvi a Senhora Clark lhe contar o segredo que a irmã dela havia assassinada quando tinha 23 anos. Horas depois já depois já na hora da cerimônia do casamento de Kitty, enquanto que todos ali estavam felizes, dançando alegremente, acontece o inesperado, que é quando todos ouvem o barulho do vulto, um uivo que dava sinal de que o “Aquele que não Mencionamos” estava ali presente, o pavor é tamanho, quando todos saem da cerimônia ficam pasmos ao verem as todas às ovelhas completamente multiladas, provavelmente pela criatura a quem todos no vilarejo morrem de medo. Em paralelo, a todos esses acontecimentos, Lucius Hunt e Ivy Walker, acabam declarando-se um para o outro, e resolvem então anunciar para todos na vila que iriam se casar, é nesse momento que a irmã de Ivy, Kitty chega para ela e conformada com a situação, abre o jogo sobre os seus sentimentos por Lucius, e sem guardar mágoa por ter sido recusada por Lucius, e vê ele se casar com Ivy, resolve desejar felicidade para irmã, quanto que Lucius, recebe em sua casa, a visita de Noah Percy, que inconformado com a noticia do casamento dele com Ivy, resolve matá-lo enfiando uma faca em Lucius, que o coloca entre a vida e a morte. É a partir desse momento que dá inicio ao momento mais tenso do filme, onde no momento em que todos no vilarejo ficam pavorosos ao saber que Noah tinha esfaqueado alguém, mas não disse quem era Ivy começa a deduzir que era Lucius, e ela então resolve correr em direção a casa dele numa bonita cena bem enquadrada e cheia de emoção. E ao chegar lá e sentir ele caído no chão, Ivy vai então até a casa de Noah, onde ele então vivia enclausurado desde o momento do fatídico acontecimento, e indignada, dá uns tapas na cara dele, e a partir desse acontecimento que se dá inicio ao desenrolar de toda a trama, onde Ivy resolve em nome do seu forte sentimento de amor por Lucius pedir permissão aos Conselheiros, para ir as outras cidades e buscar uma medicação para só assim poder recuperar a vida dele, todos se mostram contrários, menos o seu pai Edward Walker, que resolve também revelar para Ivy, todos os segredos envolvendo eles e todos que fundaram a vila, é partir daí que vai se montando todos os quebra-cabeças, que gira em torno do filme, um deles é quando Edward ao levar Ivy para uma cabana abandonada, e ela então ao tocar numa figura com garras, entra em pânico ao pressentir que só podia ser “Aqueles que Não Mencionamos”, é nesse momento que o pai dela a revela que aquilo não é real, a figura daquela foi uma criação dos Conselheiros, como forma de impedir que todos saíssem da vila, Edward já tinha ouvido da lenda dessa tal criatura na época em que lecionava História na Faculdade da Pensilvânia, e dessa maneira ele então esclarece para Ivy como surgiu a ideia dessa criatura para o povoado. E também revela que os acontecimentos das mutilações dos animais foram feitas por eles para assim colocar mais pavor em todos do povoado. Ao ouvir todas essas revelações, Ivy fica indignada ao saber que tudo ali não passava de uma farsa.




E assim dá-se inicio a jornada dela para entrar na inóspita floresta, cheia de galhos e folhas secas, o que já dava uma pura atmosfera de medo, para assim poder cruzar a fronteira e pegar a medicação para Lucius, enquanto que Edward leva a maior bronca dos outros Conselheiros da Vila, por ter permitido aquele tipo. Ivy na sua jornada caminhando pela apavorante floresta, começa a sentir a sensação de estar sendo perseguida por “Aquele que Não Mencionamos”, a perseguição dele por Ivy gera o momento do filme marcado por longas cenas de pura emoção, perseguição, suspense, pânico, medo e tensão, que termina no momento em Ivy ao sentir que estava próxima do mesmo buraco onde havia caído anteriormente, fica parada até a hora em que ao sentir a aproximação da criatura se afasta do buraco e deixa essa criatura cair no buraco, e então o espectador acaba sabendo que a pessoa por trás daquela fantasia era Noah, que adquiriu ao saber que debaixo de sua casa havia uma fantasia dessa criatura, e a usou para botar medo e perseguir, enquanto, vai continuando sua jornada atrás da medicação para salvar a vida de seu amado Lucius, nesse mesmo momento, o espectador fica sabendo a revelação de um outro segredo envolvendo todos os membros do Conselho do Vilarejo, é quando Edward e outra companheira do Conselho, fecham a porta de sua casa, mexem numa caixa, que escondia como segredo uma foto com ele e todos os membros do Conselho do Vilarejo, aparecem em frente a um Centro de Ajuda, trajando roupas contemporâneas, fica claro que foi onde todos haviam se conhecido quando tinham passado cada um por dramas difíceis, como por exemplo, a Senhorita Clark, ter tido uma irmã morta assassinada, Edward vê o pai morrer por causa do dinheiro, entre os mais diversos exemplos, fica claro que a história aparentemente ambientado no século 19 é na verdade contemporâneo , é a prova disso, é no momento onde Ivy consegue pular o muro que a leva para as outras cidades, e nesse mesmo momento ela é parada por um Guarda Florestal , que dirigia um carro que tinha o curioso nome de Reserva Florestal Walker, com muita insistência ela consegue convencer o guarda que precisava de uma medicação para levar para Lucius e termina o filme mostrando ela finalmente conseguindo levar a medicação até o seu amado Lucius. Pode-se dizer no contexto geral a respeito do filme, que como eu já havia descrito desde o começo, as aparências enganam, por trás de toda essa atmosfera sobrenatural, por trás do modo dos figurinos de época, o filme guarda toda uma atmosfera cheia de muitos mistérios, muitos segredos. Pode-se avaliar pelo ponto de vista antropológico, o filme passa uma interessante ideia de retratar como que ainda em pleno século 21, existem povos em diferentes países que vivem longe de todos os recursos da modernidade, como os mostrados no filme, e dentro de um país de primeiro mundo como os Estados Unidos, ainda existem povoados que ainda vivem dessa maneira antiga, vestindo roupas do século 19, e vivendo sobre um modo de vida puritanista, conservador, paternalista, como retratado no filme. Um povo, que gosta de viver uma vida pacata, harmoniosa, preservando a inocência através da ignorância, num ponto de vista mais antropológico. O filme tecnicamente é brilhante, principalmente no aspecto visual, numa brincadeira entre o vermelho e o amarelo, a paisagem da floresta sem vida, cheia de lama, com galhos e as folhas secas, carrega no filme um aspecto visual de uma característica de filme assombroso, o que torna junto com a criatura sobrenatural, que na verdade era uma pura invenção dos Conselheiros, a ideia de um suspense apavorante. É no aspecto do ponto de vista do enredo, ele também é ótimo, principalmente na ideia de mostrar como o amor não tem barreiras, sentimento que é bem mostrado no ferreiro Lucius Hunt, pela jovem cega Ivy Walker, e o que mais me admira no filme, foi ver como a própria Ivy, mesmo sendo cega, soube mostrar coragem enfrentar qualquer obstáculo em nome do seu amado Lucius. Um filme bacana, que merece ser visto e revisto. Bom é isso o que posso colocar sobre a minha impressão de “A Vila”.

domingo, 25 de dezembro de 2011

20 ANOS DO FIM DA UNIÃO SOVIÉTICA

Hoje faz 20 anos que num dia de Natal, o mundo inteiro assistia estarrecido o triste fim de um decadente império, saindo de cena de forma discreta, e completamente esquecido, com o seu lider fazendo um pronuciamento curto, e que teve a reação fria de seu do seu povo, e cuja bandeira que já foi simbolo de temor, e idolatria saia de no completo esquecimento, ou como descreve Pedro Bial em cobertura joranlistica: "Na penumbra, sem hino, sem cerimonia, sem homenagem" assim é como ocorreu o fim da União Soviética. E cumprindo minha função de historiador, me senti na obrigação de preparar um texto em forma de artigo para lembrarmos uma data como essa que não pode deixar de ser esquecida nunca. E mais abaixo tem um video com a reportagem ao vivo exibida pela Rede Globo no dia 25/12/1991, contando de que forma aconteceu o trágico fim da União Soviética.
Espero gostem, pois fiz com muito carinho.


RESUMO
A data do dia 25 de Dezembro de 1991, não seria marcado apenas como um dia comum de comemoração do Natal, naquele exato momento acontecia algo muito importante que marcaria para sempre aquele histórico dia de Natal para o mundo inteiro, além não ser só apenas marcado como uma data típica de festa natalina, de reunião em família ou mesmo de entrega de presentes, situação muito comum numa data de celebração cristã que lembra o nascimento do Menino Jesus, aquele Natal de 1991, seria marcado e testemunhado por muita gente por uma situação bastante atípica, isso porque foi exatamente nessa data que o então Presidente da enfraquecida União Soviética, Mikhail Gorbachev, anunciava pela televisão para todo mundo do planeta ver e ouvir o seu discurso de renuncia, discursando rapidamente com duração de menos de 12 minutos , sem transparecer amargura, comentou o seu não arrependimento pela criação da Glasnot(Transparência) e da Perestroika(Reconstrução), dois planos de aberturas do governo soviético que tinham como objetivo criar a liberdade econômica e política para o pais, planos que acabaram se mostrando desastrosos, ocasionando um enfraquecimento ainda maior do sistema comunista no pais, que ficou ainda mais fraco depois da Queda do Muro de Berlim em 1989, naquele momento Gorbachev também comentou as razões do seu discurso de renuncia, o seu argumento usado por ele foi o seguinte: “Diante da criação da Comunidade de Estados Independentes que substituiu o espaço geopolítico da União Soviética, ele não tinha outra alternativa a não ser renunciar.”(Trecho da cobertura de reportagem de Pedro Bial para a Rede Globo em 25/12/1991.)


INTRODUÇÃO.
Naquele mesmo dia assumia o poder na nova Rússia, Boris Yeltsin, aquele momento marcaria para sempre o fim de um longo ciclo, de um potente governo comunista ateu, que era o único capaz de se enfrentar por igualdade com um pais capitalista protestante, os Estados Unidos, marcada por uma guerra que nunca chegou a ocorrer derreamento de sangue de fato, mas que tinha objetivos econômicos, políticos, militares e principalmente no que dizia respeito ao investimento nas corridas espaciais, onde nesse quesito os russos foram os pioneiros em mandarem para o primeiro homem ao espaço, um camponês chamado Yuri Gagarin. O seu povo naquele momento reagia com muita frieza, isso porque ele era visto como um grande vilão, com altos índices de rejeição e baixa popularidade, ao mesmo tempo que era odiado pelo seu próprio povo, ele também era admirado no mundo inteiro “por ter interrompido a Guerra Fria, e por ter afastado a hipótese de uma Guerra Nuclear”(Trecho de reportagem de Pedro Bial para a Rede Globo no dia 25/12/1991). Foi dessa maneira discreta, que saia de cena o último líder soviético, de uma nação que no começo do século XX, foi a grande responsável por uma das maiores revoluções proletárias responsável por destroçar do poder o último líder czar da Rússia, Nicolau II, tirando a vida dele e toda sua família , formada por sua esposa Alexandra, e os cinco filhos: as Princesas Maria, Anastásia, Olga, Tatiana e o Pequeno Príncipe Alexei, ou seja, essa revolução foi a grande responsável pela dizimação da Dinastia dos Romanov, a última família monárquica do extinto império czarista, o fim do longo ciclo do Império Czarista, que já teve como principais lideres, homens tiranos como Ivan, O Terrível, e também homens competentes como Alexandre I, responsável pela idéia de defender a Rússia da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte, usando da estratégia climática, e também armando uma armadilha inusitada, que foi pedir para o seu povo destruir todas as suas casas, queimar tudo, para na hora das tropas napoleônicas chegarem ficarem surpresos com a falta de resistência, e ficando todos enfraquecidos pela neve, esfomeados e mortos de frio e fome, foi dessa maneira que Napoleão Bonaparte, o maior general, e maior líder político da França pós-Revolução de 1789, que do mesmo modo como aconteceu na Rússia em 1917, essa revolução francesa inspirada nos ideais iluministas de Voltaire, Montesquieu e Diderot, foi a grande responsável por destroçar uma monarquia, cujo rei Luis XVI, e sua esposa Maria Antonieta foram degolados pela guilhotina, a mesma também responsável posteriormente por degolar a cabeça dos lideres-icones do movimento: Danton e Robespierre, foi derrotado. Esse importante episódio da resistência russa contra as tropas de Napoleão Bonaparte, inspirou uma bela obra-prima do maestro Piotr Ilitch Tchaikovsky, com a sua “Abertura 1812”, que em alguns momentos há sons que reproduzem os tiros dos soldados russos as tropas de Napoleão. Foi por esse mesmo climático o grande responsável por enfraquecer as tropas alemãs nazistas na Segunda Guerra Mundial.


Aquele dia histórico do Natal de 1991, marcaria para sempre o fim do ciclo do Império Comunista, liderado por Lenin, em 1917 inspirados nos ideais comunistas de Karl Marx em favor da classe operária, e que a partir de 1922 passaria a se chamar de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas ou também pela sigla URSS, que no alfabeto cirílico é CCCP ( nome Soviético é originado dos sovietes, no original cobét, que como se denominava os Conselhos Operários, colegiados deliberativos, constituído por operários ou membros da classe trabalhadora que regulam e organizam a produção material de um determinado território, ou mesmo industria. Este termo é comumente usado para descrever trabalhadores governando a si mesmo, sem patrões, em regime de autogestão. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselhos_oper%C3%A1rios.)



FASES DO GOVERNO SOVIÉTICO.
Nos 74 anos de Governo Comunista Soviético, a Rússia fez uma imensa expansão de seus blocos políticos, dos idéias inspirados em Karl Marx, passou pela Segunda Guerra Mundial, invadida pelos alemães nazistas durante o regime de Stalin, passou pela fase de Nikita Kruschev, Leonid Brejnev até finalizar com Mikhail Gorbachev, naquele mesmo dia que Gorbachev anunciava sua renúncia para TV Russa, aconteceu também de muitas televisões de todas as partes do planeta mostrar uma imagem que deixou todo muito perplexos ao observarem “ no mastro principal do Kremlin, em Moscou a bandeira soviética era recolhida pela última vez e substituída pela bandeira russa”(Fonte: Revista História Viva. Ed.Duetto. Dez/2011. Texto: Diogo Carvalho.)Aquele momento foi o grande responsável por simbolizar o fim total dessa nação, onde a tradicional bandeira vermelha com a foice e o martelo , símbolos da luta proletária, e com uma estrela dourada em cima, era retirado do mastro pela última vez, e foi retirado de uma maneira a deixando completamente no esquecimento , sem direito a hino, sem direito a cerimônia, sem direito a discurso, e muito menos sem direito a uma homenagem, e dessa maneira também discreta como aconteceu a retirada daquele símbolo do comunismo, que já representou medo e ao mesmo tempo admiração, a partir daquele momento, aquela bandeira da que foi símbolo da maior nação potente do mundo, que já foi vista como símbolo do “Império do Mal”, ou mesmo símbolo de idolatria e admiração nas lutas sindicais, seria apenas objeto de museu, naquele dia essa antiga bandeira seria trocada pela bandeira branca., azul e vermelha da atual nação russa.



INFLUENCIA CINEMATOGRÁFICAS: DA ARTE DE VANGARDA DA DÉCADA DE 1920, PASSANDO DO CINEMA SATIRICO DA DÉCADA DE 1980 ATÉ AS INFLUENCIAS HOLLYWOODIANAS.
Durante aqueles primeiros anos de Governo Comunista Soviético, a Rússia vivia um momento áureo na arte de vanguarda com os cinemas de Serguei Eisenstein, Dziga Vertov, Lev Kuleshov, Vsevolod Pudovkin e Aleksandr Medvedkin, entre todos estes Eisenstein foi o principal responsável por propagandear os ideais do regime soviético, inclusive ele até chegou a produzir um filme sobre a história da Revolução Russa no filme “Outubro”(1927), mas o filme de maior referência desse diretor é “O Encouraçado Potemki “(1925), retratando outro evento histórico importante no pais que foi a revolta dos marinheiros do Potemki, por maus tratos e péssima qualidade de alimentação e higiene, esse episódio ocorreu no ano de 1905, quando o pais era regido pelo Czar Nicolau II, mas durante o regime totalitário stalinista a arte do cinema soviético foi perdendo um pouco rumo em decorrência da censura imposta pelo governo, só depois que Stalin morreu foi que a arte cinematográfica pode aos poucos retomar uma certa liberdade maior de expressão, ocorrida principalmente a partir da década de 1980 com filmes críticos satirizando o momento em que a já enfraquecida União Soviética estava passando, como por exemplo: Kin-Dza-Dza(1986) do diretor Georgi Danelyia, o enredo do filme conta a história de” dois cidadãos soviéticos, Vladimir Nikolaevich e o músico Gedevan, são tele transportados para o Planeta Plyuk, na galáxia de Kin-Dza-Dza, onde a posição social dos habitantes é definida pela cor da calça que usam. Os Pliyukianos vivem em condições paupérrimas, e tudo é escasso no planeta, o que é explicitado pela paisagem desértica na qual a narrativa é ambientada. O caráter critico da obra salta aos olhos : a situação do planeta Plyuk é uma referencia direta a incapacidade soviética em suprir as necessidades básicas de sua população na época devido á oferta insuficiente de bens de consumo não duráveis . Por isso, grande parte do enredo do filme gira em torno da disputa por palitos de fósforo, artigos considerados pelos nativos do planeta uma espécie de moeda em um contexto de escassez. Diante desse panorama, os personagens soviéticos tem sorte, pois um deles, Nikolaevich, que é fumante, tem muitas caixas de fósforos . Os palitos lhes permitem comprar dos extraterrestres um aparelho que os manda de volta á Terra. Em nenhum momento do filme os habitantes do Planeta Plyuk oferecem a Nikolaevich e Gedevan a oportunidade de voltar de graça. Na maioria das vezes em que tentam negociar a compra da passagem de volta, a dupla não conta sequer com a boa vontade dos plyukianos. Muito pelo contrário: os soviéticos são roubados em diversas negociações. O comportamento dos extraterrestres no filme é uma clara alusão a burocracia soviética. Na década de 1980, diante da escassez gerada pela baixa produtividade da industria leve do pais , os funcionários do Estado criaram um mercado negro de produtos negociados por meio de suborno, propinas e outras práticas ilegais.”(Fonte: Revista História Viva. Editora Duetto. Texto: Diogo Carvalho.Ed. Dez/2011)


Essa história de filmes críticos sobre o sistema político comunista soviético, já serviu de inspiração principalmente no auge da Guerra Fria aos cinemas hollywoodianos produzirem um monte de filmes que faziam criticas tanto diretas quanto indiretas ao sistema totalitário soviético, não tem como esquecer as mais diferentes imagens de como os americanos já retrataram os russos das mais diferentes maneiras como seus bandidos, seus lobos-maus,seja de forma direta desde a imagem sensual da espiã da KGB, Major Anya Amasova/Agente TriploX(Barbara Bach) no filme “007-O Espião que me Amava”(1977), um dos filmes da franquia do sedutor agente britânico, o único que tem licença para matar o “Bond, James Bond”, que também já passou pela figura carrancuda do gigante boxeador Ivan Drago(Dolphen Lundgren), adversário de Rock Balboa no filme “Rock IV”(1985), dos soldados malvados matando civis na Tailândia, Vietnam e Afeganistão nos filmes “Rambo II-A Missão”(1985) e Rambo III(1987), passando pelos tipos bizarros, com fantasias ridículas nas histórias em quadrinhos como o Ômega Vermelho nos quadrinhos dos X-men, ao Camaleão do Homem-Aranha, ou até mesmo indiretamente como no filme “O Dia em que a Terra Parou”(1951), um clássico filme da ficção científica, que em 2008 ganhou uma refilmagem, contando a história do pânico da população de Washington DC, quando uma nave extraterrestre aterrissa, trazendo o alienígena Kaatu e seu companheiro robótico chamado Gort, uma critica indireta ao momento em que a sociedade americana vivia o pavor das perseguições marcathistas, contra os comunistas dentro do território americano, a critica ao sistema totalitarista soviético também serviu de inspiração para que um dos maiores autores do século XX, George Orwell publicasse um livro intitulado “1984”, uma publicação do final da década de 1940, cuja obra-de-ficção se ambientava num distante ano de 1984, onde essa obra futurista mostrava o protagonista Winston, vivendo amarguradamente numa fictícia ilha da Oceania, vivendo uma vida de prisioneiro e escravo nesse lugar junto com outros companheiros sobre um regime opressor, que fiscaliza de maneira indireta através das tele telas, que eram telões, como se fossem telas de cinema, que era o único meio que eles tinham de contato com o seu líder, denominado de Grande Irmão. o Grande Irmão( era uma clara alusão ao líder tirânico Josef Stalin.) funcionava ali como uma espécie de o olho que tudo vê, ficava espionando e fiscalizando cada passo que os habitantes desse lugar , principalmente os subversivos, como Winston, faziam, principalmente se tentavam planejar algum plano de conspiração contra o governo, esse “Grande Irmão “ do romance de Orwell, foi a inspiração para o surgimento do famoso reality show vendido para o mundo inteiro, o Big Brother, a idéia dele segue praticamente todo o conceito do livro de Orwell, isso porque os participantes formados por pessoas que nunca tinham se visto antes, eram desconhecidas umas das outras participam de um jogo que testam todos os limites de suas convivências, dentro dessa casa eles não tem nenhum contato com o mundo exterior, assim como no livro de Orwell, e assim como no livro de Orwell, em que o único meio de contato dos habitantes da Oceania era através do Grande Irmão que aparecia na tele tela, a mesma coisa também acontece aos que participam deste jogo, pois o único meio contato que eles tem com o mundo exterior é através do apresentador da atração, que no caso é Pedro Bial, que aparece para eles numa tela de Tv de plasma. Um dos pontos mais interessante do livro de Orwell é o lema do partido, que faz uma clara alusão a prática de mão-de-ferro do sistema totalitário do Partido Comunista Soviético:


“Guerra é paz,
Liberdade e escravidão,
Ignorância é força.”


AS POLICIAS SECRETAS DA TCHEKA PASSANDO PARA A NKVD ATÉ CHEGAR A TEMIDA KGB.
Foi durante os longos anos do ciclo da Guerra Fria, que o Ocidente capitalista tinha um imenso temor ao ouvir falar da temida KGB, sigla russa em alfabeto cirílico do Komitet Gosudarstvennoi Bezopasnosti(Comitê de Segurança de Estado), a KGB tem raízes na Tcheka( primeira policia secreta do governo comunista russo surgida na Revolução de 1917) e da NKVD(Comissariado do povo para assuntos internos.) A KGB nasceu depois do fim da Segunda Guerra Mundial, era temida por ser a agencia que mandava muitos espiões se infiltrarem em diferentes meios políticos dos mais diferentes países do mundo, ouvindo conversas ultra-secretas para assim colherem muitas informações sigilosas, existe uma lenda a respeito de a KGB, mandava executar qualquer opositor do governo com cartas cheias de um pó venenoso mortal, verdade ou não pode-se dizer que de tudo o que fosse relacionado as práticas da KGB e ao governo comunista soviético foram capazes de fazer as atitudes mais desumanas para eliminar opositores do governo, até mesmo mandarem para trabalhar nas Gulags, campos de concentração de trabalhos para presos políticos e criminosos, que chegavam a morrerem com tamanha exaustão por serem mau-alimentados, morrerem de frio, e sem condições de higiene alguma. As gulags começaram a funcionar em 1918, e duraram até 1956, não existe uma estática concreta de quantas pessoas tenham morrido nessas gulags, os poucos “dados de quantos soviéticos morreram no gulag 1 053 829 pessoas entre 1934 e 1953, excluindo mortos em colônias de trabalho”(FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag.)


RELAÇÃO CONFLITUOSA COM A CHECHÊNIA.
Passados duas décadas depois do fim do regime soviético, a Rússia de hoje não viveu uma forte evolução política e nem muito menos econômica, nos primeiros anos depois da dissolução da URSS, a Rússia, assim como a maioria dos países do Leste Europeu que formavam o bloco comunista ou também denominado de “Cortina de Ferro”, como a Iugoslávia, Bosnia-Herzegozina, nações que seguiam os seus ideais comunistas entrou em conflito sangrento, a Bósnia passou entre os anos mde 1992-1995 vivendo num cenário de conflito armados com grupos separatistas cujas razões envolviam brigas por território e delicada sociais, assim como a Iugoslávia também passaria durante o ano de 1999 , a Rússia também passou por isso quando teve de brigar para re-anexar a conturbada Chechênia , tudo isso ocorreu assim que houve a fragmentação da URSS, a Chechênia como a maioria dos países bálticos que formavam o bloco soviético como a Lituânia, a Geórgia e a Letônia, decidiram se tornarem independente, a Chechênia seguiu o mesmo caminho desses outros, no mesmo momento que Mikhail Gorbachev anunciava o fim da URSS, o representante da República Nacionalista da Chechênia , Djokhar Dudaiev anunciava a independência do território, mas não demoraria muito para que o novo governo da Rússia pós-URSS, regida por Boris Yeltsin mandaria três anos depois, mais precisamente em 1994, suas tropas para reivindicar esse território rico em petróleo, o conturbado relacionamento dos russos com os chechenos já era antiga, esse território havia se anexado a Rússia, em 1859, ou seja, muito antes da Rússia virar URSS, ainda na época do Império Czarista, mas foi durante o Governo Soviético, principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, que o primeiro sinal da relacionamento conturbado da Rússia com Chechênia daria uma idéia de que a convivência estava longe de ser pacifica, isso porque o Governo Soviético nessa época mandou perseguir cidadãos chechenos acusados de colaborar com governo nazista durante a Segunda Guerra Mundial, onde muitos desses cidadão chechenos sofreram deportações de genocídio. Mas foi depois de anunciado o fim da URSS, que a relação entre os chechenos, com o Governo Russo, ficaram ainda mais delicadas, e o estopim para isso ocorreu principalmente quando a Rússia decidiu exigir de volta esse território de economia forte como o petróleo, isso irritou grupos separatistas como os liderados por Djokar Dudaiev, que começaram a praticarem os atos terroristas dentro do território, entre os anos de 1994-1996, foi o período marcado pela Primeira Guerra da Chechenia, que terminou em Agosto 1996 , quando o então Presidente Boris Ieltsin, concordou com os cessar-fogo com o lideres chechenos, naquele mesmo ano de 1996, morria o líder checheno Djokar Dudaiev , responsável pela declaração de independência da Rússia em 1991, Dudaiev morria numa operação das tropas russas, que haviam rastreado sua posição exata ao analisarem os sinais de seu celular, o tratado de paz do Governo Russo com os chechenos foi assinado formalmente em Maio de 1997, mas não demoraria muito para ocorrer outro conflito que se iniciaria dois anos depois, em Setembro de 1999, denominada de “Segunda Guerra da Chechênia”, e essa relação conturbada dos russos com os chechenos aumentaria ainda mais , quando em Junho de 2000, entra no governo Vladimir Putin, que declara que vai por diretamente a Chechênia sob administração direta da Federação Russa, isso acaba gerando um descontentamento de membros de grupos separatistas armados, que nos anos seguintes passam a praticarem atentados terroristas, como em Outubro de 2002, onde grupos terroristas chechenos entraram num teatro , renderam todo mundo, iriam explodir o local, mas foram impedidos pelo gás mortal, matando além dos terrorista, matou também espectadores inocentes. Mas nada se compara ao triste episódio ocorrendo em Setembro de 2004, na Escola de Beslan, na Odéssia do Norte, esse chocou o mundo inteiro pela brutalidade como os terroristas mantiveram as inocentes crianças como reféns, as deixando esfomeadas, ao ponto de mandarem elas se alimentarem da própria urina. Muito se especula que esses atentados tenham ligações com a famosa rede terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama Bin Laden, que morreu em Maio desse ano durante uma operação do exercito americano no Paquistão.



RETROCESSO ECONOMICO, MUDANÇA SOCIAL E INFLUENCIA DA MAFIA.
Além desse grande problema interno com relação a questão da Chechênia, a Rússia também vive outros problemas internos maiores, depois de duas décadas de fim de comunismo, a transição para o sistema capitalista, não ocorreu de uma maneira como bem se esperava, tornando o pais mais produtivo e mais desenvolvido, o que ela passou a viver depois foi um grande retrocesso, ela se empobreceu bastante depois da grande crise econômica de 1998, que gerou um efeito dominó no mundo inteiro, Boris Ieltsin, o primeiro governante russo pós-URSS, não conseguiu durante os setes anos de comando entre os anos 1991-1999 , mostrar competência para tentar reverter a situação econômica do pais, e recebeu um alto índice de rejeição, um dos fatores que fez empobrecer ainda mais o pais depois do fim da URSS, foi o aumento da criminalidade, a máfia é quem passou a dominar toda economia russa, que antes era só do governo, a questão social também foi bastante afetada, principalmente na questão familiar, houve um grande aumento de casais separados, a população feminina, uma boa parte das mulheres russas tem preferido encontrar parceiro conjugais vindo do Ocidente, principalmente americanos, o que se deve em decorrência do maior grau de mortalidade da população masculina, em decorrência de muitos tenderem ao vicio do alcoolismo, ou mesmo em decorrência de muitos entrarem no mundo do crime, e também no número menor de natalidade. A população russa em si, acabou se deixando influenciar pelo consumismo de produtos importados da modernidade do Ocidente, marcas de roupas importas, brinquedos, fast-food, coisa que até 1991 não era possivel. E na política o negócio é que não mudou muito, Vladimir Putin nos dez anos em que ocupou de Presidente do Pais(1999-2008), e agora atual Primeiro-Ministro desde 2008, sendo sucedido pelo atual Presidente Dmitri Medvedev, seguiu no sistema da mão-de-ferro da extinta URSS, não era para menos, isso porque ele já foi diretor de assuntos extremos da KGB, e com a economia russa dominada pela máfia, a política do pais virou uma referencia em práticas de corrupção. E a tensa situação política é ainda hoje vivida com as recentes eleições parlamentares, onde se investiga casos de fraudes e gerando manifestações populares em protesto a essa prática corrupta.


REFERNCIAS:
REVISTA HISTÓRIA VIVA. ARTIGO DE DIOGO CARVALHO. ED.DUETTO. DEZ/2011.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Protestos_na_R%C3%BAssia_em_2011
TRECHO DE REPORTAGEM DE PEDRO BIAL PARA REDE GLOBO NO DIA 25/12/1991.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2004/12/29/ult2643u35.jhtm
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI376387-EI294,00-Entenda+o+conflito+na+Chechenia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Chech%C3%AAnia
ORWELL, GEORGE. 1984, COMPANHIA DAS LETRAS, SÃO PAULO, SP, 2011.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sovi%C3%A9tico
http://brennandherculano.blogspot.com/2010/08/era-napoleonica-e-o-congresso-de-viena.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin
http://pt.wikipedia.org/wiki/Boris_I%C3%A9ltsin
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Russa_de_1905
HOBSBAWN,Eric, O Breve século XX(1914-1991) , Companhia das Letras, São Paulo, SP, 2008
LEWIN, Morshe, O Século Soviético-Da Revolução de 1917 ao colapso da URSS, Record, Rio de Janeiro, RJ, 2007.















































Trecho da reportagem de Pedro Bial diretamente de Moscou, exibida no dia 25/12/1991, descrevendo como foi anuciado o fim da União Soviética.

terça-feira, 28 de junho de 2011

NO MEIO DO CAMINHO-CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.

Aqui meu poema preferido de Carlos Drummond de Andrade.

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

X-MEN PRIMEIRA CLASSE-COMO TUDO COMEÇOU PARTE 1

Ontem, Quinta-Feira, 16 de Junho de 2011, fui assistir uma sessão do mais recente filme da franquia dos heróis dos quadrinhos da Marvel, “X-MEN-PRIMEIRA CLASSE”, eu confesso que pessoalmente eles são os meus heróis preferidos , porque na minha concepção, eu vejo entre todos os heróis individuais tanto os da Marvel quanto os da concorrente DC, eles são os que mais estão próximos da realidade, fazendo uma comparação com o Batman(herói pertencente a concorrente DC) por exemplo, ele aparentemente seria próximo de uma realidade por ser um herói sem super poderes, eu chego a compará-lo ao Ulisses da Odisséia, porque de todos os mais importantes heróis da Mitologia Grega, Ulisses é único que é um ser mortal, quanto que outros heróis Hércules, Perseu, Teseu e Áquiles são seres imortais ou também chamado de semi-deuses( filho de um deus com uma mortal), o Batman é um simples combatente mascarado contra o crime na fictícia Gothan City, um paladino da justiça que enfrenta criminosos surreais, que usam fantasias ridículas, fazendo da prática do crime um verdadeiro circo dos horrores, que são a maioria formado por sujeitos que tem sérios desequilíbrios mentais, lunáticos, senis, psicopatas, ou simplesmente sujeitos malucos, sem noção, como Coringa, Duas-Caras, Pingüim, Charada, Espantalho, ou mesmo Chapeleiro Louco, usando da inteligência, assim como o grego da Odisséia, que na passagem dele na Caverna do Ciclope, um monstrengo gigante carnívoro de um olho só, ele consegue usar da inteligência se identificando como Ninguém, e no momento em que Ulisses feriu seu olho e o Ciclope foi chamar seus irmãos para ajudá-lo, Ciclope diz: “Irmãos, Ninguém cegou meu olho.” E nenhum dos seus irmãos foi socorrê-lo, porque ele disse Ninguém, e eles haviam interpretado nenhuma pessoa havia cegado seu olho, que ele estava inventando, e Ulisses conseguiu fugir da Ilha dos Ciclopes, mas no entanto ele cometeu o erro de se identificar para o Ciclope em que já estava no barco, e o Ciclope mandou ao seu pai Poseidon(Deus dos mares) a amaldiçoar a embarcação de Ulisses, que algumas fontes o chamam de Odisseu, o que tenho escutado muito em grupos de discussão sobre heróis dos quadrinhos, é que a verdadeira pessoa por trás da máscara do Homem Morcego, é representado por um sujeito frio da elite, o milionário Bruce Wayne, um homem sisudo, que vive solitário numa mansão onde é lá a sua base de operações , e convive só com o seu Mordomo Alfred, que é como se fosse uma figura paterna para Bruce, depois que ele teve os pais mortos durante um trágico assalto. Quanto ao Homem-Aranha, que assim como os X-MEN, pertence ao mesmo Universo Marvel, onde muitos fazem a inevitável comparação entre ele e o Batman, porque assim como o Batman ele também é um paladino mascarado da justiça, a diferença é que ele tem super-poderes de um aracnídeo, depois que o jovem Peter Parker foi picado por uma aranha geneticamente modificada, ele passou a adquirir as habilidades de subir nas paredes, de pular de forma descomunal, de lançar teias, e de adquirir um sexto sentido que o pressentia do perigo, ele por ter super-poderes aparentemente estaria fugindo da realidade, mas muitos leitores tem uma forte identificação com ele, o porque das razões está em: Ao contrário do Bruce Wayne, a pessoa por trás da máscara do Batman, que é um sujeito elitizado, o Peter Parker a verdadeira pessoa por trás da máscara do aracnídeo é um homem simples, comum, que vive situações que o aproximam mais da realidade, além de estar preocupado em combater o crime, ele enfrenta problemas pessoais rotineiros que todo mundo passa, do tipo ajudar sua Tia May Parker, uma senhora idosa, de saúde frágil, que simboliza para Peter um figura materna , depois que ele ficou órfão ainda criança , ela e seu falecido marido Ben Parker passaram cuidar de Peter como se ele fosse seu filho natural, além disso, ele trabalha num emprego complicado de freelancer num jornal, onde tem de aturar e engolir os desaforos de um chefe casca-grossa como o Senhor J.J.Jameson, ou mesmo viver um conturbado namoro com sua vizinha Mary Jane Watson, e além do que a cidade onde ele ajuda a combater o crime ao contrário do Batman, que é na fictícia Gothan City, o Homem-Aranha combate o crime numa cidade real, que é nada mais, nada menos do que a maior metrópole do mundo: Nova York.
Apesar dessas diferenças que esses dois heróis que pertencem a duas editoras concorrentes, o Batman da DC, e o Homem-Aranha da Marvel, e as diferenças que envolvem uso de habilidades de super-poderes e de simples estratégias, ou mesmo de pertencerem a classes sociais diferentes, os dois carregam como grande semelhança o fato de além de seguirem o padrão comum, ou mesmo clichês de todos os heróis dos quadrinhos tanto do Universo da Marvel, quanto dos da DC, que são fato da maioria dos heróis serem órfãos desde a infância, e usarem de uniformes bizarros para combaterem o crime em suas cidades, cujos criminosos mais perigosos assim como os heróis, também são seres que usam fantasias para esconderem o rosto, os lunáticos disfarçados como citei os exemplos dos vilões do Batman, o Homem-Aranha tem como vilões o Duende Verde, o Dr.Octopus, Venom, Camaleão, Rino, entre muitos outros. Além disso, tem o fato de o Batman e Homem-Aranha usam uniformes inspirados em animais como o Morcego e a Aranha, outra principal semelhança é que nos quadrinhos eles aparecem como celebridades, sendo queridos, ovacionados ou mesmo tietados, pelas populações das cidades onde eles combatem o crime. Isso é algo que não acontece nos quadrinhos de X-Men, porque eles ao contrário desses dois que eu aqui citei, eles tem como principal diferença, além do fato de serem um dos poucos quadrinhos pertencente ao Universo das duas fortes editoras concorrentes no ramo mercadológico americano de quadrinhos de super-heróis, cuja história gira em torno de heróis coletivos, ou seja, de heróis formado por grupos, além dos X-men, os poucos heróis coletivos que a Marvel tem são o Quarteto Fantástico e os Vingadores, quanto que da concorrente DC, o único que me vem agora a mente é a Liga da Justiça. Outro grande diferencial dos X-Men, é que eles lidam com uma temática que outros heróis individuais não exploram muito, o preconceito.
E esse preconceito se deve ao fato de eles adquirem super-poderes mutantes, seres geneticamente modificados que começam adquirirem esses dons especiais ainda na infância, os que os tornam vistos como aberrações da natureza, perigosas para o convívio social.

X-MEN:PRIMEIRA CLASSE:COMO TUDO COMEÇOU PARTE 2

Esse mais recente filme , considerada a quinta produção da franquia dos heróis, sendo não considerado uma seqüência dos quatro filmes anteriores, já que esse se remota a contar a origem de como originou a primeira formação do X-men, ou seja, os eventos anteriores ao quatro filmes. principalmente ao mostrar pela ótica da inusitada união dos dois mais importantes mutantes, onde depois se tornariam símbolos pela luta da causa social dos mutantes, os mentores de duas organizações mutantes, que lutam pela mesma causa, mas de forma diferente, esses dois são: Charles Xavier /Professor X, mutante com habilidade telepática, mentor dos X-men, e Eric Lehnsherr/Magneto, mutante com habilidade de entorta objetos metálicos, mentor da Irmandade dos Mutantes. Esse mais novo filme começa de uma forma parecida como o primeiro filme dos heróis mutantes exibido há 10 anos, intitulado “X-MEN-O FILME”(2000), onde inclusive isso me recordar de quando eu assisti esse filme na época numa antiga sala de cinema de um shopping daqui de Natal, essa antiga sala de cinema fechou e hoje no lugar dela funciona um parque de diversões, foi lá que vivenciei uma cômica situação em que eu havia comprado o ingresso faltando pouco tempo para o começo da sessão do filme, porque foi quando eu havia combinado com meu pai de ao me pegar da minha aula de pintura onde eu fazia nos sábados a tarde num ateliê nessa época, de naquele sábado 12 de Agosto de 2000 ,eu assistir a sessão do filme, e assim que entrei na sessão do filme a sala estava escura, já estava passando o último trailer antes do inicio da sessão filme, e eu não achava cadeira para mim sentar, pois estavam todos lotados, então não tive outra escolha a não ser assistir o filme de pé num corredor que dava acesso as entradas e saídas do cinema, e também aos toaletes masculinos e femininos, mas por sorte apareceram as lanterninhas que ao me verem me chamaram pois tinham uma cadeira para mim, então eu sentei e assisti ao filme tranquilamente, e não me esqueço que dias depois desse episódio, um dia no Colégio, nessa época eu estava na antiga Sexta Série do Fundamental, minha professora de português estava passando uma atividade de português para a gente redigir uma redação em forma de crônica, que pedia para a gente relatar qual o fato e o assunto da crônica, quando ela ocorreu e quais foram suas reações e por fim o titulo, e mais ou menos me lembro que a professora explicou que a gente podia descrever situações que nós mesmo vivenciamos, então escolhi descrever sobre esse fato. Posso dizer que esse primeiro filme foi realmente marcante demais para mim, pois me proporcionou esse momento único em minha vida. Pois é, como o tempo voa. Bom depois dessa baboseira sentimental, voltando ao foco do filme “X-Men-Primeira Classe”, como falei a primeira passagem passa primeiro na Polônia em 1944, no momento da Segunda Guerra Mundial, mostrando os soldados nazistas prendendo os judeus, entre esses judeus um menino se recusando a entrar, quando ele a grade se fechando com a sua mãe lá dentro, ele bem que tenta os seus poderes mentais para tentar entortar o metal da grade, mas é impedido pelos soldados nazistas, esse menino judeu, que estava começando a ter contato com seus dons mutantes, tratava-se de nada mais, nada menos que Eric Lehnsherr/Magneto quando criança, no primeiro filme da franquia essa passagem é vista de forma passageira, nesse mais novo filme dos heróis mutantes ele ao contrário é visto de forma bem explorada, porque paralelamente, em outro lugar numa mansão dos Estados Unidos, mora um garoto chamado Charles Xavier, que também começa a ter contato com os poderes telepáticos de ler o pensamento das pessoas, ele ao descer da escada da sua mansão, carregando um taco de beisebol, ouvindo um movimento muito estranho na casa, é então que ele se depara com a mãe, mas ele percebe que aquela senhora não era sua mãe de verdade por ter lido a mente dela, e ao observar algumas coisas na qual ela falou que eram contraditórias ao perfil da mãe , ele pede para se apresentar, é então que a intrusa apresenta como Raven , e metamorfosear mostrando sua verdadeira pessoa, uma menina de pele azul, e cabelo ruivo, que vivia solitária no mundo , e passaria a viver na mansão onde cresceu junto com Charles Xavier, como se fosse uma espécie de irmã adotiva, e será com Xavier vai formar a primeira equipe dos X-Men, sobre o codinome de Mística, e que depois que se aliou a Magneto formou a primeira Irmandade de Mutantes, enquanto Charles Xavier ficava em seu bem bom de sua mansão, o pequeno Eric sofria as torturas físicas e psicológica dos nazistas, os seus dons mutantes chegam a despertar o interesse do inescrupuloso Dr. Robert Shaw, para fazer um experimento com ele, manda ele tentar mover a moeda, ele bem que se esforça mas não consegue, então ele manda os guarda chamarem sua mãe, para ver se dessa forma ele iria despertar os seus poderes magnéticos apelando para a sua tortura sentimental, e é no momento que Shaw atira na sua mãe e vê morrendo, que Eric movido pela dor mostraria os seus dons para ele. Na passagem de tempo de 18 anos, mais precisamente em 1962, onde Charles, Raven e Eric, agora adultos, antes de terem seus destinos cruzados , Eric já tendo um pouco mais de controle sobre os seus poderes de controlar os metais, vive uma vida errante de justiceiro solitário, a procura dos assassinos de sua mãe, primeiro na Suíça, depois na Argentina, até finalmente chegar aos Estados Unidos, quanto a Charles agora um brilhante e conceituado estudioso da genética, usa de seus poderes telepáticos para dar cantadas nas garotas, mostrando um jeito mais irreverente, ao contrário da sua imagem séria como mentor dos X-men, mas muitas vezes é atrapalhado por sua amiga Raven, agora uma linda mulher. Charles e Eric terão os seus caminhos cruzados, a partir do momento em que aparece uma importante agente da CIA, Moira MacTargget, que nas páginas dos quadrinhos chega a aparecer como a paixão de Charles Xavier, onde chegou inclusive a pedir em casamento, ela consegue se infiltrar secretamente numa gangue formada por Emma Frost, Azazel e Janos Quedad cujo mentor era Robert Shaw, onde eles mostram cada um os seus poderes assustadores, no momento em que eles estavam em negociação com chefe militar, e onde ouve os seus planos diabólicos de usarem armamento bélico pesado, para destruir as maiores potências mundiais Estados Unidos, o primeiro momento em que Charles e Eric se encontram é quando Xavier dentro do navio sente a presença de Eric dentro do mar, usando seus poderes para submergir o navio em que Robert Shaw e sua gangue, estavam abrigados , mas Eric acaba por ser interferido por Charles que mergulha salvando do perigo, e é a partir daí que começa a saga deles unidos pela primeira vez, para acabar com o lançamento de mísseis atômicos, esse filme se ambienta bem numa realidade que o mundo vivenciava durante o período da Guerra Fria , mas precisamente no começo da década de 1960, o auge da tensão entre uma nação capitalista(EUA) e uma comunista(URSS), e a quase Terceira Guerra Mundial armada entre os americanos e os soviéticos. Os dois vão então para uma base ultra-secreta a mando de um certo Homem de Terno Preto, que manda Charles e Eric irem a busca de jovens mutantes para serem recrutados, e é numa sala equipada especialmente para Charles ler a mente de mutantes que ele e Eric procuram o jovens, o filme chega a mostrar umas imagens de alguns membros da nova futura equipe do quando eram ainda crianças como Tempestade, Ciclope, Jean Grey , por exemplo, mas quem ele acabam recrutando são o Dr. Hank Mackcoy, um importante cientista mostra a pequena mutação que tem dos pés deformados, no filme ele e Raven tendo uma certa afinidade, como se dessem a impressão de haver um clima romântico entre os dois, Raven chega a se interessar pela vacina que ele estava tentando produzir cura a mutação, mas depois ela é convencida por Eric, a assumir sua verdadeira forma e não ficar sempre escondida sobre um disfarce humano, há uma inclusive uma aparição de Wolverine estando num bar, quando de repente aparece Charles e Eric, Wolverine onde esse resiste , se recusa a participar ,o que faz com que Charles e Eric, não resolvessem forçá-lo, e eles acabam por conseguirem recrutar entre os jovens com poderes mutantes, Darwin, um mutante peixe, Angel, mutante com asas de borboleta que cospe fogo, Alex mutante que gera anéis de fogo, e Sean mutante que emite sons de altíssima frequência. Eles acabam sendo mandados para um local ultra-secreto, onde ficam isolados, como eles são um pouco imaturos , acabam fazendo uma algazarra no lugar, ficando então de castigos, no momento em Charles, Eric e Moira estavam ausentes numa missão .Robert Shaw, aparece na base deles e destrói todo o lugar com os seus comparsas, e ai começam as primeiras baixas, que foi a morte de Darwin, e a entrada de Angel na equipe de Shaw, então com isso Charles resolve mandar os que ainda sobraram de recrutas para treinarem em uma antiga mansão, para quê assim eles estejam prontos para impedir uma Terceira Guerra Mundial provocada por Shaw, é nesse lugar onde Charles instrui Eric, a ter mais comando emocional sobre seus poderes, é também onde Eric consegue convencer indiretamente Raven a lutar no seu lado, e Hank MacCoy ao preparar o soro da cura da mutação, ele chega a injetar nele mesmo, mas acaba sentido um efeito colateral, adquirindo uma pele azul, ganhando um pouco mais de massa muscular, ficando uma aparência de gorila, ele passar a denominado pelos seus companheiros mutantes de Fera, e assim então começa a primeira jornada, a primeira missão da primeira saga da luta da primeira formação dos X-Men, contra a ganância de Robert Shaw de promover uma Terceira Guerra Mundial, e a partir do fim dessa missão terminando com Eric prestando suas contas com Shaw, que ao aproveitar em que este estava paralitico, com a ajuda de Charles, então Eric resolve mover a mesma moeda que ele havia mandado ele mover na sala de interrogatório e acaba entrando na sua cabeça. Eric passa então a usar o famoso capacete cúbico que Shaw usava para bloquear a comunicação telepática de Charles, e para também conseguir absorver mais energia, depois disso, as tropas americanas e soviéticas resolvem atirar seus mísseis em direção aos mutantes, mas Eric consegue impedir e dirigi os mísseis de volta para eles, então é partir daí, que começa o conflito da distinção de posição entre eles, Eric passa a mostrar sua posição de desprezo e extermínio a raça humana, quanto que Charles mostrarem contrário e faz do possível ao impossível para impedir Eric de deixar explodirem nos navios americanos e soviéticos e matar pessoas inocentes, e nisso acontece de Moira sacar arma em direção para Eric, e ele com seu poder magnético, conseguir desviar deixando atingir em Charles pelas costas, na região do fêmur, isso faz com que Charles Xavier ficasse paralitico, e então com isso Eric, agora assumindo o codinome Magneto, se despede de Charles, se juntando aos membros restantes da quadrilha de Shaw, chamando Raven, agora assumindo o codinome Mística a formarem um grupo de mutantes cujo objetivo é exterminar os seres humanos, quanto que Charles Xavier, desta vez assumindo o codinome de Professor X, passa então a dirigir junto com Moira, uma escola para mutantes, e assim passa a formar um grupo denominado de X-Men, cujo objetivo e idéia é defender a convivência pacífica entre os humanos e os mutantes. A temática dos quadrinhos de X-men sobre o preconceito, é uma boa alusão ao período em que o quadrinho teve sua primeira publicação em 1963, época em que esse mais recente filme se ambienta, pois nessa época em que a sociedade americana sentia o medo constante da Guerra Fria, e os movimentos sociais de grupos que se sentiam excluídos, como os negros, homossexuais, e também as mulheres que estavam manifestando, formando carreatas, para exigirem seus direitos de igualdade de cidadania, foi meio que a base para um enredo de uma obra-de-ficção, que sendo surreal, tratava-se também de uma realidade, não é só como nós brasileiros, que rotineiramente ao assistirmos e vemos em nossas telenovelas um sujeito aproveitador enganando todo mundo para se dar bem, e a gente ao ficar vendo aquilo espantado diz assim: “Minha nossa, mas que sujeito canalha. Mas o pior é que tipos como esses existem. “

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE-COMO TUDO COMEÇOU PARTE 3

O filme atual de X-Men, mostra que por trás de duas importantes autoridades que simbolizam a luta pelos direitos civis dos Mutantes, entre Professor X e Magneto, e mesmo sendo de posições e concepções totalmente opostas esconde-se uma relação ambígua, e ainda mais que complexo do que essa ligação entre eles, é o fato de Magneto ser o tipo de vilão mais complexo das histórias em quadrinho, pela minha ótica, pela minha visão, de todos os vilões dos quadrinhos ele é o que tem um perfil, uma essência um tanto atípica, fora do comum assim como os próprios X-Men, que o fato de não ser um tipo cem por cento mau-caráter, ou de não ser sujeito que sofre de um transtorno mental como é característico de alguns famosos vilões dos heróis do Universo Marvel e DC, tipo característico como o Coringa do Batman ou mesmo como sujeito ganancioso, prepotente, tipo como o Lex Luthor do Superman, ele é um tipo de vilão de quadrinho fora do comum, assim como os próprios X-Men, são do tipo fora do comum, por mais que não justifique suas atitudes, ele também foi vitima do menosprezo de uma sociedade que o maltratou primeiro por ser judeu, e depois com a descoberta de suas habilidades mutantes, ao contrário do Professor X que viveu uma infância feliz, sem ser menosprezado pela sociedade, Magneto vivenciou esse desprezo ao ser mandado para um Campo de Concentração, onde lá viu sua mãe morrer covardemente .A essência do Professor X e Magneto chegam a serem comparado a dois importantes lideres negros americanos, que assim como eles também defendiam a causa dos negros, mas com posições diferentes, do mesmo jeito como é na história dos X-Men, existem estudiosos que comparam o Professor X a Martin Luther King, pelo fato de assim como o Professor X nos quadrinhos ser defensor dos direitos dos mutantes de forma pacífica, Martin Luther King este mesmo tipo de pensamento do Professor X, queria defender os direitos dos negros, mas convivendo harmonicamente com os brancos, quanto que Magneto é comparado a Malcom X, porque do mesmo modo que Magneto queria ser o defensor dos mutantes, sendo que para isso teria que eliminar os humanos, Malcom X em relação aos negros partilhava da mesma posição de Magneto tem com os mutantes, assim como Martin Luther King ele defendia a causa pelo direito dos negros, mas sua posição era bastante radical, queria usar de armas para exterminar os brancos, ou seja, assim como Magneto, Malcom X queria fazer vitimas, já Martin Luther King, assim como o Professor X, tinha uma posição pacifista.
Ao assistir lembrei da coluna do Jornal de Hoje, escrita pelo jornalista e critico de cinema Newton Ramalho de quem eu sou leitor assíduo, como tenho contato com ele por e-mail, ele me envia por anexo, onde toda sexta-feira noticia o lançamento dos filmes do dia , e faz uma critica aos filme que estão em cartaz a uma semana, e nessa coluna critica que ele publicou na edição do JH de 10 de Junho de 2011, onde ela começa colocando assim: “Nos últimos anos tem sido frequentes as adaptações de histórias em quadrinhos para o cinema. Algumas são deploráveis, muitas ficam na média, e poucas conseguem atingir os dois públicos-alvos, os fãs daqueles personagens e os espectadores em geral. Sem
sombra de dúvida, “X-Men: Primeira Classe” vai merecer essa difícil façanha, de agradar
gregos e troianos. Dentre as adaptações mais recentes, apenas Batman conseguiu um número maior
de filmes, embora só os dois últimos tenham sido mais aplaudidos. O mesmo aconteceu
com Superman, que teve algumas sequências fajutas. Mas, a saga X-Men, iniciada em 2000
com “X-Men: O Filme”, tem merecido o
aplauso dos fãs em todos os filmes da série
.

Após o primeiro, vieram “X-Men 2”
(2003), “X-Men – O Confronto Final” (2006),
e “X-Men Origens: Wolverine”(2009).
Embora os três primeiros filmes mantivessem
uma sequência na história, o filme de
Wolverine mostra a história do herói numa
época anterior.”

Uma coisa que se deve deixar claro nesse comentário que Newton Ramalho fez, é fazer uma certa distinção entre dois diferentes meios de entretenimento, onde um envolve leitura visual que é de uma revista em quadrinho, e outro envolve a atuação pelicular, que no caso é o cinema, as duas tem linguagem muito diferente, mas apesar disso se não fosse o cinema, adaptar histórias de outras fontes como clássicos literários ou mesmo de obras de teatro, e atrair a um novo públicos para assim continuarem vivos no imaginário das pessoas. Cinema é cinema, quadrinho é quadrinho, mas de todo jeito eles também servem para nos entreter, de nos fazer, rir, chorar ou mesmo de nos fazer torcer pelo mocinho, sentir raiva pelo bandido.

Bom é isso.