Estou publicando de novo a postagem do filme da qual já havia publicado em Fevereiro de 2010.
A palavra Avatar, do sânscrito Aval, significa aquele que descende de Deus, uma espécie de manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, que pode também ser caracterizado por um Ser Supremo. É nesse sentido que também segue o filme de maior bilheteria de todos os tempos "AVATAR". Um filme com um enredo muito bem elaborado, que consegue prender do inicio ao fim, fez uma grande revolução tecnológica que pode se dizer que ela entrará para como um dos melhores filmes do século 21.
Avatar, é um filme que serve para se fazer um ótimo estudo antropológico sobre o modo de vida de algumas culturas afastadas, distantes que praticam alguns rituais que na nossa visão moderna futurista seria algo que não existe, que foi eliminado, mas que na verdade continua sim senhor, a principal caracteriza que o filme carrega de um estudo dos seres Na'Vi, é que eles seriam bem umas alegorias ao modo de vida aldeão, característicos de povos que nunca tiveram contato com as civilizações como algumas tribos indígenas aqui do Brasil, aldeias da África, Oceania, Ásia e alguns arquipélagos poucos conhecidos.
Os povos Na´Vi, habitantes da constelação Pandora, tem as características de terem a crendice e venenarem uma deusa chamada Ewya, a quem eles sempre fazem uma devoção principalmente na hora do perigo, algo bem característico das civilizações rústicas antigas e dessas mais isoladas, um outro ponto em comum é o feito deles serem liderados por um chefe patriarca, um homem que ajuda a tribo a preparar para se defender militarmente de invasões, entre esses invasores estavam os humanos, algo também característico das civilizações fechadas, e principalmente das primeiras civilizações que viviam em aldeias, como os Hunos, os Vikings, caracterizados como bárbaros.
Mas o que chama mesmo a atenção no filme, é a mensagem sobre a preservação do meio ambiente, e uma interessante alegoria ao fato dos gananciosos seres humanos nesse filme serem mostrados como uma espécie de arquétipo dos colonizadores brancos, que na época expansão marítima, que os levaram a conhecer mundos fora da Europa, conhecendo civilizações que para eles eram muito exóticas, muito atrasadas, eles conseguiram facilmente dominarem causando a extinção das tribos, maltratando também o meio ambiente.
Bom é mais ou menos esse o meu raciocínio, e minha visão sobre esse filme espetacular.
Um filme com gastos bem milionários, que bem poderiam serem compensados com um Oscar, James Cameron depois do estrondoso sucesso de Titanic, simplesmente arrasou com Avatar.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
DIVULGAÇÃO DO BLOG ESPAÇO AUTISTA
Aqui faço a divulgação do blog de Nataly Lima Pessoa, o link é: http://espacoautista.blogspot.com.br.
Uma jovem ortadora da Síndrome de Asperger e estudante de Direito - UNI-RN. Este blog foi criado com a finalidade de trabalhar e divulgar assuntos vinculados ao espectro autista. Espero que gostem desse blog dela, uma maneira de nós em nossa condição termos o nosso espaço para expressar nossas idéias.
domingo, 24 de junho de 2012
ARTIGO: 50 ANOS DO HOMEM-ARANHA
INTRODUÇÃO.
Pessoalmente tenho andado numa grande expectativa pela estreia no dia 06 de Julho de 2012, do novo filme da franquia do herói aracnídeo Homem-Aranha, que nesse ano completa 50 anos, mantendo a boa forma para continuar combatendo os grandes vilões que usam as fantasias mais ridículas, e com as ideias mais megalomaníacas do mundo para tentar dominar a humanidade. E para lembrar esse momento, e antes da estreia do filme, preparei esse artigo para contar suas primeiras trajetórias nas HQs, nas séries animadas, no cinema, na Broadway, os seus diferentes vilões, um rápido comentário sobre o novo filme da franquia, sua primeira namorada Gwen Stacy, e a sua alegoria a Guerra Fria.
O NASCIMENTO DO ARANHA.
Surgido à primeira vez, na edição número 15 da revista Amazing Fantasy em Agosto de 1962, o famoso herói escalador de paredes, arremessador de teias e com um sexto sentido para lhe informar dos perigos que estejam por perto, o alter ego do fotografo freelancer do Jornal Clarim Diário, Peter Parker, a quem muitos dos leitores assíduos das suas HQs, nutrem um grande fascínio, admiração, ou mesmo uma forte identificação, a quem esses os consideram o mais humano de todos os super-heróis, mesmo tendo super poderes de uma aranha geneticamente modificada do qual ele foi picado, é um exemplo de estar mais próximo da realidade, mais do que até mesmo do Batman, da DC Comics, concorrente da Marvel Comics, da qual o Homem-Aranha é um filhote, o que não há como negar, porque mesmo o Batman, sendo um paladino mascarado combatente do crime, sem uso de super poderes, mas de agilidades e muita inteligência, o que para muitos leitores ele ainda vive distante da realidade, pelo fato dele ser representado por um homem muito refinado, que simboliza a elite como o milionário Bruce Wayne, o criador do alter ego Batman, que também tem um filme com data marcada para ser lançada em Julho, mais na última sexta-feira, dia 27, com “Batman-O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, mas esse é um tema para outra postagem, quanto que ao contrário do Bruce Wayne, o Peter Parker e seu alter ego do Homem Aranha, representam um retrato mais próximo da realidade por ele não simbolizar a elite, representa uma típica pessoa comum, vivendo uma vida simples, morando de aluguel, cuidando de sua Tia May Paker, uma senhora que simboliza para Peter uma figura materna, cuja saúde é um tanto frágil, e ainda mais depois que ficou viúva de seu marido Benjamim “Ben” Parker. Criado por Stan Lee e seu parceiro Steve Dikto, o Homem-Aranha é de todos os heróis do Universo Marvel, foi o que mais conseguiu gerar maior rentabilidade, não só nas publicações como também nos marketing em outras mídias como as mais diferentes séries animadas, em marcas de produtos licenciados e algumas séries televisivas, em 1978 inspirou uma serie de TV no Japão, produzida pela Toei Company, a mesma responsável por produzir super heróis que foram exibidos na TV brasileira entre o final dos anos 1980 e inicio dos anos 1990, que marcaram a infância de quem hoje é assim como eu com mais de 20 a 25 anos que assistiam muito na extinta Manchete a Jaspion, Changeman, Flashman, Spielvan, Jiraya ou mesmo Jiban, pois é essa mesma de quem estou falando. Onde nessa história japonesa o personagem usava um robô gigante, denominado também de mecha, que é muito comum nos gêneros Super Sentais, quem ainda acompanha aquelas versões genéricas americanas de Power Rangers deve bem saber do que estou falando. Pois é, mais nada se compara ao estrondoso sucesso que o herói chegou indo para as telas do cinema em 2002, sendo estrelado pelo então desconhecido Tobey Maguire, que enfrentou como vilão o Duende Verde vivido por Willian Dafoe, Maguire ainda repetiria o papel nas sequencias em Homem-Aranha 2(2004), onde o vilão foi o Dr. Octopus interpretado por Alfred Molina e em Homem-Aranha 3(2007), cujo vilão eram dois, Homem Areia vivido por Thomas Haden Church e Venom vivido por Topher Grace, estes foram ambos dirigidos por Sam Raimi. Chegando até a um espetáculo da Broadway, que ainda não chegou a ser concretizado devido a problemas da produção com certos incidentes envolvendo técnicos e dublês.
Bom, mas contando um pouco sobre a saga do super herói aracnídeo, vamos fazer uma retrospectiva de toda a sua trajetória nas páginas das HQs.
OS PRIMEIROS PASSOS DO ARANHA.
Na primeira vez em que o personagem nasceu na edição número 15 da Amazing Fantasy, o herói era representado por um rapaz muito tímido, mas extremamente inteligente, era criado pelos seus tios Ben e May Parker, depois que ficou órfão dos seus pais, Richard e Mary Parker, do qual nunca havia ficado claro sobre em quais circunstancias eles haviam morrido, e nem muito menos qual era a profissão deles, e nem muito menos mostram como era a convivência de Peter com estes, nas poucas publicações das quais tive a oportunidade ler, e nem quando acompanhei algumas das séries animadas inspiradas no herói, e nem a trilogia cinematográfica dirigia por Raimi, foi mostrado como era Peter Parker convivendo com os seu pai Richard e sua mãe Mary, e que nesse novo filme com direção de Marc Webb, e estrelado por Andrew Garfield, pelo que andei conferindo no trailer pela internet, vai nos proporcionar o passado oculto de Peter, nos mostrando ele em sua infância e nos apresentando pela primeira vez que eram os seus pais. Vai contar uma nova saga do Homem-Aranha, que muita gente não conhece até mesmo alguns fãs de carteirinha do atirador de teias. Na mesma linha de outros heróis de quadrinhos cujas sagas cinematográficas, tiveram um prequel, histórias antecedentes, como por exemplo, já aconteceu com o defensor de Gothan City em Batman Begins(2005), e com o mutantes liderados por Charles Xavier em X-Men: Primeira Classe(2011). Outra verdade também oculta do passado de Peter Parker, é que antes morrer de amores por sua vizinha Mary Jane Watson, uma bela ruiva aspirante à atriz, Peter já havia em seus tempos de escola se apaixonado por outra garota, Gwen Stacy, que era da mesma turma dele.
GWEN STACY A PRIMEIRA PAIXÃO DO ARANHA.
Gwen foi sua primeira paixão antes do posto pertencer a Mary Jane. A história que também vai ser mostrada nesse novo filme do Homem-Aranha, cuja personagem será vivida por Emma Stone, e que chegou a aparecer brevemente em Homem-Aranha 3, interpreta por Bryce Dallas Howard. Ela era uma jovem muito bonita a mais popular da universidade, era filha de um policial, o Capitão George Stacy. Gwen foi a primeira a quem Peter amava de verdade, e teve a sua primeira aparição na edição The Amazing Spider Man #31, publicada em Dezembro de 1965, nesse primeiro momento em que apareceu ela chegou a ser malvista pelos leitores, achando que ela poderia ser da “turma do mal”, pelo fato de sempre ficar na companhia de Flash Thompson, Harry Osborn, um jovem rico, filho do industrial Norman Osborn, que viraria o inimigo número um do Homem-Aranha, Duende Verde. Que gostavam de implicar com Peter na escola. Pois é, foi assim dessa maneira que surgiu a primeira namorada pouco conhecida dos leitores assíduos e apreciadores das histórias do Homem-Aranha. E seria o Duende Verde, o grande responsável por assassinar o primeiro grande amor do herói ocorrido na edição de The Amazing Spider Man # 21, publicada em Junho de 1973, ao jogá-la de uma ponte no Brooklin. Vai ser a partir da morte de Gwen que Peter passará a namorar sua vizinha Mary Jane. É muito conhecida a história de como um jovem sem graça, inteligente e tímido, que vivia sendo zoado pelos colegas de escola e faculdade, vitima de bulying, com uma simples picada de uma aranha que antes era definida como radioativa, e de uns tempos para cá passou a ser denominada de geneticamente modificada tenha motivado a ele adquirir super poderes inspirados nela, e também de que maneira ele levou a sério uma frase que seu Tio Ben Parker lhe disse uma vez, horas antes de morrer, que “Com grandes poderes, trazem grandes responsabilidades”, e ele ignorou naquele momento, e só percebeu depois que se deparou quando o viu morto no chã com um tiro de um assaltante, quando ele foi atrás desse sujeito, descobriu ser o mesmo que horas antes ele tinha se encontrado quando estava no vestiário de uma luta livre onde tinha participado utilizando pela primeira vez o uniforme do Homem-Aranha, e quando se deparou com esse cara resolveu não enfrentá-lo porque estava inconformado com o responsável pela organização do evento, que não queria lhe pagar a quantia prometida depois dele ter vencido um adversário no ringue, e quando esse assaltante apareceu o mesmo homem chegou a pedir para ele ir atrás e impedi-lo, mas o ignorou, argumentando que não era problema dele, e poucas horas depois, ao se deparar com o homem que ele ignorou impedir no vestiário, e vê-lo de perto como o responsável por ter assassinado seu Tio Ben Parker, foi então a partir dai ele se deu conta da responsabilidade que seria lidar com aqueles super poderes, foi a partir desse sentimento de culpa de Peter, que ele passou a adotar o alter ego de combatente do crime da cidade de Nova York, escalador de paredes e arremessador de teias, Homem-Aranha.
OS VILÕES.
A partir desse momento ele passa o combater os mais diferentes criminosos perigosos de Nova York, que tentam utilizar as mais diferentes artimanhas e usando de fantasias ridículas, que fazem parecer o combate ao crime na cidade, um dia das bruxas, ou mesmo um carnaval, para aterrorizar a população nova yorkina, tipos como além do Duende Verde, também enfrentaria Venom, Dr. Octopus, Mistério, Duende Macabro, Escorpião, Camaleão, Lagarto, que será o primeiro vilão que ele irá enfrentar nesse novo filme, Morbius, Rino, Carnificina, Shocker, Homem Areia, Abutre, Kraven e também o gordão Wilson Fisk, conhecido pela alcunha de Rei do Crime, que também é adversários de outros heróis da Marvel Comics, como Demolidor e o Justiceiro. Entre outros diversos adversários do aracnídeo.
Ao longo de sua trajetória nas HQs, ele além de enfrentar os mais diferentes e perigosos vilões, lida também com difíceis situações rotineiras como aguentar um chefe casca-grossa como J. Jonah Jameson, dono do Clarim Diário, do qual Peter é um fotoagrafo freelancer, que teve sua primeira aparição em The Amazing Spider Man #1 publicado em Março de 1963, é o que mais implica com o herói, e quer fazer de tudo para acabar com sua reputação. Mostrava as diferentes fases com que ele teve de lidar como, por exemplo, com um hospedeiro alienígena simbiótico que fez mudar sua personalidade, ficando acima do bem e do mal, e em muitos momentos chegando a ficar agressiva e não tendo consequências de seus atos como aconteceu com o Venom, a primeira vez que ele precisou adotar este tipo de uniforme foi numa publicação de 1984, nas HQs chegou até a mostrar ele se casando com Mary Jane, numa publicação de 1987, enfrentou uma batalha contra seus diversos clones, chegou a lutar ao lado de outros heróis do Universo Marvel, e integrou a equipe dos Vingadores.
HOMEM-ARANHA E A GUERRA FRIA.
No começo de uma conturbada década, como os anos 1960, marcado pelo pavor da Guerra Fria, uma guerra ideológica, política, econômica, e também cientifica pela corrida espacial, entre capitalistas protestantes americanos e comunistas ateus soviéticos, e onde nesse contexto histórico havia a divisão de alguns países seguindo regimes totalitários, como a Cortina de Ferro no Leste Europeu, e muitos Golpes de Estados em países da Sul-Americanos. Situação essa que inspirou e muito a criatividade de roteiristas de cinema, de séries de televisão e mesmo dos quadrinhos, para satirizarem e criarem uma alegoria critica desse momento, e criando uma lendária simbolização do típico herói americano de bom caráter salvador do mundo e bonito que nem um príncipe encantado para salvar as donzelas indefesas, e ao russo a típica simbolização do sujeito carrancudo, feio, mau-caráter, prepotente que tenta de todos artifícios prováveis ou mesmo improváveis para tentar destruir os americanos, com atentados terroristas por exemplo, eram como se eles fossem uma espécie de Lobo-Maus, ou mesmo ETs invadindo o território americano, que aliás foi dessa maneira inclusive que em 1951, foi lançada o filme “O DIA EM QUE A TERRA PAROU”, dirigido por Robert Wise(1914-2005), que com recursos tecnológicos escassos para época, produziu um dos melhores filmes, que foi um dos pioneiros em explorar a ideia dessa fixação, esse fascínio dos americanos por vidas em outros planetas, quatro anos depois do primeiro registro de uma caso de uma provável visita alienígena, ocorrida na cidade de Roswell, localizado no Novo México em Julho de 1947. E que fez uma primeira alegoria desse momento em que o Senador americano Joseph Mcarthy usaria um plano de caça aos comunistas. Bom, mas voltando ao foco do aracnídeo, ele como contemporâneo desse momento, também não deixaria escapar de participar desse movimento, afinal em suas HQs, entre os diversos vilões que ele enfrenta, há três que fazem uma boa referencia, aludindo justamente à visão caricata dos americanos bonzinhos, contra os soviéticos mauzinhos, o que me remete a um velho folclore que nossos bisavôs diziam para nossos avôs quando eram menores, de que: “Os comunistas comem criancinhas”, e os americanos souberam muito bem como aproveitarem desse folclore, desse mito dos comunistas comerem criancinhas para retratarem bem essa típica alegoria, que décadas antes eles denominaram propriamente como “Caça ás bruxas”, logo de uma potencia inimiga comunista, como era a União Soviética. Esse três de quem estou referindo são: Rino, Camaleão e Kraven, O Caçador. Rino, codinome de Aleksei Mikhailovich Sytsevich, vilão que teve sua primeira aparição na HQ, do aracnídeo em The Amazing Spider-Man # 41, publicada em Outubro de 1966, no período historicamente denominado de Era de Prata das publicações do Aranha, cuja trajetória de como ele virou um dos seus mais famosos vilões, e pelo que me lembro na série animada The Spider-Man Animatede Series, produzida entre 1994-1998, o Rino é visto como um dos capangas do Rei do Crime. A história de Aleksei é bem interessante, imigrante russo pobre, que quando entrou nos EUA, foi justamente parar no mundo do crime onde passou a sobreviver para tentar ajudar sua família para vim morar com ele em solo americano, tinha um porte físico que atraiu os agentes do Governo Soviético, para participar do Programa do Super Soldado Soviético, lhe oferecendo uma grande soma de dinheiro em troca de participar dos testes. Este teste consistiu com um traje feito de tecido artificial semelhante à pele de um rinoceronte, com o diferencial de ser mais resistente, e que com o passar do tempo, esse material passou a ficar fixo em Aleksei, adotando então o codinome de Rino. Já o Camaleão, outro vilão do Aranha, que também simboliza a alegoria a Guerra Fria, faz parte da primeira leva de vilões que surgiu nas primeiras publicações, portanto é considerado como o seu inimigo mais antigo, pois sua primeira aparição nas páginas do Homem-Aranha aconteceu na edição The Amazing Spider Man, publicada em Março de 1963. Camaleão é o codinome de Dimitri Smerdyakov, que cedo saiu da União Soviética para imigrar nos Estados Unidos, sujeito careca, de rosto pálido e de feições carrancudas, com excelentes habilidades e genialidade para disfarces, ele usará disso como meio para prestar um serviço de mercenário para quem lhe pagar melhor como espião industrial, mestre em disfarces nas primeiras atuações nas paginas das HQs mostram ele participando das missões, ele utiliza os disfarces de maneira convencional, com máscaras, roupas e maquiagem, e usando de várias identidades falsas, para tentar roubar planos militares secretos norte-americanos, até o momento em que ficando mais sofisticado, passou a adquirir um equipamento com capacidade de criar disfarces instantâneos através de hologramas. Não é a toa que ele adotou que ele adotou o codinome de Camaleão, pois assim como o ser reptil, que na floresta para escarpar dos predadores, passa por uma metamorfose, mudando a cor da sua pele para se disfarçar o mesmo ele faz para cometer o crime. Esse Camaleão é um verdadeiro homem das mil faces. E por fim, Kraven, O Caçador, também é o outro exemplo de vilão do Homem-Aranha que faz uma alegoria referente ao período histórico da Guerra Fria, a trajetória de Kraven também é muito curiosa, porque ele parece ser descrito como meio-irmão do Camaleão, nascido numa família rica que vivia bem confortavelmente na antiga Rússia Czarista, que depois que em 1917, houve a Revolução Bolchevique, que criou uma mudança muito radical no país, e transformaria a antiga Rússia Czarista, em União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou simplesmente União Soviética, ou também conhecida pela sigla de URSS, Sergei Kravinoff e toda sua família precisou se refugiar para a América e ao refugiarem por aqui, Sergei decidiu utilizar da fortuna que sua família tinha levado para viverem na América, depois que fugiram da Rússia, para fazer fama como caçador, e foi dessa maneira que ele foi partir para a África, e foi durante uma expedição sua convivendo com uma tribo, que vivia doente, que ele passou a adquirir um comportamento e instinto animal, e veio a pedido de seu meio-irmão Camaleão para derrotar uma grande presa, o Homem-Aranha, uma presa que daria muito trabalho para ele caçar, ao contrário dos bichos das savanas africanas. O Caçador Kraven, teve sua aparição nas páginas das HQs em The Amazing Spider-Man # 15 publicado em Agosto de 1964.
LAGARTO O VILÃO DO NOVO FILME.
Como já havia descrito anteriormente, nesse mais novo filme do aracnídeo, depois do Duende Verde no primeiro filme, Dr. Octopus no segundo, Homem-Areia e Venom no terceiro, o vilão da vez nesse quarto filme da nova franquia, será o monstruoso reptil verde Lagarto, que é nada mais, nada menos do que o resultado de uma experiência mal sucedida, que o Dr. Curt Connors, um brilhante e respeitado cientista, que utilizou-se de cobaia num perigoso experimento para trazer seu direito de volta, que era o seu maior sonho e desejo, depois que teve este componente importante do seu corpo amputado depois de travar um combate pelo exercito americano durante a Guerra do Vietnã. Desde esse incidente Curt passou a ter como determinação o objetivo de ter o seu braço direito de volta, para isso resolveu largar o exercito, e se dedicar a carreira cientifica, e focado no estudo da capacidade de regeneração dos répteis, passou a se dedicar exaustivamente a criar uma formula química, que o fizesse recuperar o membro perdido de seu corpo. Tanta investigação, estudo, pesquisa e dedicação o fizeram chegar a criação de um soro de répteis, e depois de tanta dedicação, e testes com animais que geraram resultados positivos, chega o momento dele fazer experimento do soro nele mesmo, depois de injetado, a experiência no primeiro momento ocorre bem sucedida, logo o seu tão sonhado braço direito que ele perdeu depois de um combate aparece milagrosamente, mas não demoraria muito para apresentar com isso o efeito colateral dessa experiência, que o transformaria num ser humanoide com aparência asquerosa de reptil. Passando assim a ser denominado de Lagarto, de todos os vilões que o Aranha combate, ele é visto como o mais difícil do Aranha enfrentar, pelo fato de que Peter tem um forte sentimento de amizade pelo Dr. Curt Connors, de quem ele inclusive já foi aluno na faculdade. A todo o momento na hora em que trava um combate com o Lagarto ele fica com receio de fazer mal ao Doutor Connors, principalmente da esposa dele Marta, e do filho Billy. Para quem já assistiu Homem-Aranha 2(2004), e Homem-Aranha 3 (2007), as duas partes da trilogia cinematográfica de Raimi, deve saber bem do que estou me referindo, nesses dois filmes o Dr. Connors foi interpretado por Dylan Blake, e nesse mais novo filme do aracnídeo caberá ao galés Rhys Ifans fazer o Dr. Connors e desta vez completo, com o seu monstruoso alter ego reptil Lagarto, a sua primeira aparição nas HQs do Homem-Aranha foi The Amazing Spider-Man # 6.
FINALIZAÇÃO.
Pois é Homem-Aranha, que você tenha muitos anos de vida pela frente para continuar combatendo muitos criminosos que aparecerem. E se Deus quiser eu possa acompanhá-lo chegando aos 100 anos, mantendo a boa forma para continuar combatendo gente perigosa. Feliz 50 ANOS.
FONTE:
http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/02/19/homem-aranha-comemora-50-anos-da-primeira-publicacao.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Parker
http://omelete.uol.com.br/quadrinhos/os-viloes-do-homem-aranha-parte-i/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rino_%28Marvel_Comics%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Homem-Aranha:_a_s%C3%A9rie_animada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Camale%C3%A3o_(Marvel_Comics)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kraven
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lagarto_(Marvel_Comics)
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Amazing_Spider-Man_(filme_de_2012)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dylan_Baker
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rhys_Ifans
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Dia_em_que_a_Terra_Parou_%281951%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Roswell
O NASCIMENTO DO ARANHA.
Surgido à primeira vez, na edição número 15 da revista Amazing Fantasy em Agosto de 1962, o famoso herói escalador de paredes, arremessador de teias e com um sexto sentido para lhe informar dos perigos que estejam por perto, o alter ego do fotografo freelancer do Jornal Clarim Diário, Peter Parker, a quem muitos dos leitores assíduos das suas HQs, nutrem um grande fascínio, admiração, ou mesmo uma forte identificação, a quem esses os consideram o mais humano de todos os super-heróis, mesmo tendo super poderes de uma aranha geneticamente modificada do qual ele foi picado, é um exemplo de estar mais próximo da realidade, mais do que até mesmo do Batman, da DC Comics, concorrente da Marvel Comics, da qual o Homem-Aranha é um filhote, o que não há como negar, porque mesmo o Batman, sendo um paladino mascarado combatente do crime, sem uso de super poderes, mas de agilidades e muita inteligência, o que para muitos leitores ele ainda vive distante da realidade, pelo fato dele ser representado por um homem muito refinado, que simboliza a elite como o milionário Bruce Wayne, o criador do alter ego Batman, que também tem um filme com data marcada para ser lançada em Julho, mais na última sexta-feira, dia 27, com “Batman-O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, mas esse é um tema para outra postagem, quanto que ao contrário do Bruce Wayne, o Peter Parker e seu alter ego do Homem Aranha, representam um retrato mais próximo da realidade por ele não simbolizar a elite, representa uma típica pessoa comum, vivendo uma vida simples, morando de aluguel, cuidando de sua Tia May Paker, uma senhora que simboliza para Peter uma figura materna, cuja saúde é um tanto frágil, e ainda mais depois que ficou viúva de seu marido Benjamim “Ben” Parker. Criado por Stan Lee e seu parceiro Steve Dikto, o Homem-Aranha é de todos os heróis do Universo Marvel, foi o que mais conseguiu gerar maior rentabilidade, não só nas publicações como também nos marketing em outras mídias como as mais diferentes séries animadas, em marcas de produtos licenciados e algumas séries televisivas, em 1978 inspirou uma serie de TV no Japão, produzida pela Toei Company, a mesma responsável por produzir super heróis que foram exibidos na TV brasileira entre o final dos anos 1980 e inicio dos anos 1990, que marcaram a infância de quem hoje é assim como eu com mais de 20 a 25 anos que assistiam muito na extinta Manchete a Jaspion, Changeman, Flashman, Spielvan, Jiraya ou mesmo Jiban, pois é essa mesma de quem estou falando. Onde nessa história japonesa o personagem usava um robô gigante, denominado também de mecha, que é muito comum nos gêneros Super Sentais, quem ainda acompanha aquelas versões genéricas americanas de Power Rangers deve bem saber do que estou falando. Pois é, mais nada se compara ao estrondoso sucesso que o herói chegou indo para as telas do cinema em 2002, sendo estrelado pelo então desconhecido Tobey Maguire, que enfrentou como vilão o Duende Verde vivido por Willian Dafoe, Maguire ainda repetiria o papel nas sequencias em Homem-Aranha 2(2004), onde o vilão foi o Dr. Octopus interpretado por Alfred Molina e em Homem-Aranha 3(2007), cujo vilão eram dois, Homem Areia vivido por Thomas Haden Church e Venom vivido por Topher Grace, estes foram ambos dirigidos por Sam Raimi. Chegando até a um espetáculo da Broadway, que ainda não chegou a ser concretizado devido a problemas da produção com certos incidentes envolvendo técnicos e dublês.
Bom, mas contando um pouco sobre a saga do super herói aracnídeo, vamos fazer uma retrospectiva de toda a sua trajetória nas páginas das HQs.
OS PRIMEIROS PASSOS DO ARANHA.
Na primeira vez em que o personagem nasceu na edição número 15 da Amazing Fantasy, o herói era representado por um rapaz muito tímido, mas extremamente inteligente, era criado pelos seus tios Ben e May Parker, depois que ficou órfão dos seus pais, Richard e Mary Parker, do qual nunca havia ficado claro sobre em quais circunstancias eles haviam morrido, e nem muito menos qual era a profissão deles, e nem muito menos mostram como era a convivência de Peter com estes, nas poucas publicações das quais tive a oportunidade ler, e nem quando acompanhei algumas das séries animadas inspiradas no herói, e nem a trilogia cinematográfica dirigia por Raimi, foi mostrado como era Peter Parker convivendo com os seu pai Richard e sua mãe Mary, e que nesse novo filme com direção de Marc Webb, e estrelado por Andrew Garfield, pelo que andei conferindo no trailer pela internet, vai nos proporcionar o passado oculto de Peter, nos mostrando ele em sua infância e nos apresentando pela primeira vez que eram os seus pais. Vai contar uma nova saga do Homem-Aranha, que muita gente não conhece até mesmo alguns fãs de carteirinha do atirador de teias. Na mesma linha de outros heróis de quadrinhos cujas sagas cinematográficas, tiveram um prequel, histórias antecedentes, como por exemplo, já aconteceu com o defensor de Gothan City em Batman Begins(2005), e com o mutantes liderados por Charles Xavier em X-Men: Primeira Classe(2011). Outra verdade também oculta do passado de Peter Parker, é que antes morrer de amores por sua vizinha Mary Jane Watson, uma bela ruiva aspirante à atriz, Peter já havia em seus tempos de escola se apaixonado por outra garota, Gwen Stacy, que era da mesma turma dele.
GWEN STACY A PRIMEIRA PAIXÃO DO ARANHA.
Gwen foi sua primeira paixão antes do posto pertencer a Mary Jane. A história que também vai ser mostrada nesse novo filme do Homem-Aranha, cuja personagem será vivida por Emma Stone, e que chegou a aparecer brevemente em Homem-Aranha 3, interpreta por Bryce Dallas Howard. Ela era uma jovem muito bonita a mais popular da universidade, era filha de um policial, o Capitão George Stacy. Gwen foi a primeira a quem Peter amava de verdade, e teve a sua primeira aparição na edição The Amazing Spider Man #31, publicada em Dezembro de 1965, nesse primeiro momento em que apareceu ela chegou a ser malvista pelos leitores, achando que ela poderia ser da “turma do mal”, pelo fato de sempre ficar na companhia de Flash Thompson, Harry Osborn, um jovem rico, filho do industrial Norman Osborn, que viraria o inimigo número um do Homem-Aranha, Duende Verde. Que gostavam de implicar com Peter na escola. Pois é, foi assim dessa maneira que surgiu a primeira namorada pouco conhecida dos leitores assíduos e apreciadores das histórias do Homem-Aranha. E seria o Duende Verde, o grande responsável por assassinar o primeiro grande amor do herói ocorrido na edição de The Amazing Spider Man # 21, publicada em Junho de 1973, ao jogá-la de uma ponte no Brooklin. Vai ser a partir da morte de Gwen que Peter passará a namorar sua vizinha Mary Jane. É muito conhecida a história de como um jovem sem graça, inteligente e tímido, que vivia sendo zoado pelos colegas de escola e faculdade, vitima de bulying, com uma simples picada de uma aranha que antes era definida como radioativa, e de uns tempos para cá passou a ser denominada de geneticamente modificada tenha motivado a ele adquirir super poderes inspirados nela, e também de que maneira ele levou a sério uma frase que seu Tio Ben Parker lhe disse uma vez, horas antes de morrer, que “Com grandes poderes, trazem grandes responsabilidades”, e ele ignorou naquele momento, e só percebeu depois que se deparou quando o viu morto no chã com um tiro de um assaltante, quando ele foi atrás desse sujeito, descobriu ser o mesmo que horas antes ele tinha se encontrado quando estava no vestiário de uma luta livre onde tinha participado utilizando pela primeira vez o uniforme do Homem-Aranha, e quando se deparou com esse cara resolveu não enfrentá-lo porque estava inconformado com o responsável pela organização do evento, que não queria lhe pagar a quantia prometida depois dele ter vencido um adversário no ringue, e quando esse assaltante apareceu o mesmo homem chegou a pedir para ele ir atrás e impedi-lo, mas o ignorou, argumentando que não era problema dele, e poucas horas depois, ao se deparar com o homem que ele ignorou impedir no vestiário, e vê-lo de perto como o responsável por ter assassinado seu Tio Ben Parker, foi então a partir dai ele se deu conta da responsabilidade que seria lidar com aqueles super poderes, foi a partir desse sentimento de culpa de Peter, que ele passou a adotar o alter ego de combatente do crime da cidade de Nova York, escalador de paredes e arremessador de teias, Homem-Aranha.
OS VILÕES.
A partir desse momento ele passa o combater os mais diferentes criminosos perigosos de Nova York, que tentam utilizar as mais diferentes artimanhas e usando de fantasias ridículas, que fazem parecer o combate ao crime na cidade, um dia das bruxas, ou mesmo um carnaval, para aterrorizar a população nova yorkina, tipos como além do Duende Verde, também enfrentaria Venom, Dr. Octopus, Mistério, Duende Macabro, Escorpião, Camaleão, Lagarto, que será o primeiro vilão que ele irá enfrentar nesse novo filme, Morbius, Rino, Carnificina, Shocker, Homem Areia, Abutre, Kraven e também o gordão Wilson Fisk, conhecido pela alcunha de Rei do Crime, que também é adversários de outros heróis da Marvel Comics, como Demolidor e o Justiceiro. Entre outros diversos adversários do aracnídeo.
Ao longo de sua trajetória nas HQs, ele além de enfrentar os mais diferentes e perigosos vilões, lida também com difíceis situações rotineiras como aguentar um chefe casca-grossa como J. Jonah Jameson, dono do Clarim Diário, do qual Peter é um fotoagrafo freelancer, que teve sua primeira aparição em The Amazing Spider Man #1 publicado em Março de 1963, é o que mais implica com o herói, e quer fazer de tudo para acabar com sua reputação. Mostrava as diferentes fases com que ele teve de lidar como, por exemplo, com um hospedeiro alienígena simbiótico que fez mudar sua personalidade, ficando acima do bem e do mal, e em muitos momentos chegando a ficar agressiva e não tendo consequências de seus atos como aconteceu com o Venom, a primeira vez que ele precisou adotar este tipo de uniforme foi numa publicação de 1984, nas HQs chegou até a mostrar ele se casando com Mary Jane, numa publicação de 1987, enfrentou uma batalha contra seus diversos clones, chegou a lutar ao lado de outros heróis do Universo Marvel, e integrou a equipe dos Vingadores.
HOMEM-ARANHA E A GUERRA FRIA.
No começo de uma conturbada década, como os anos 1960, marcado pelo pavor da Guerra Fria, uma guerra ideológica, política, econômica, e também cientifica pela corrida espacial, entre capitalistas protestantes americanos e comunistas ateus soviéticos, e onde nesse contexto histórico havia a divisão de alguns países seguindo regimes totalitários, como a Cortina de Ferro no Leste Europeu, e muitos Golpes de Estados em países da Sul-Americanos. Situação essa que inspirou e muito a criatividade de roteiristas de cinema, de séries de televisão e mesmo dos quadrinhos, para satirizarem e criarem uma alegoria critica desse momento, e criando uma lendária simbolização do típico herói americano de bom caráter salvador do mundo e bonito que nem um príncipe encantado para salvar as donzelas indefesas, e ao russo a típica simbolização do sujeito carrancudo, feio, mau-caráter, prepotente que tenta de todos artifícios prováveis ou mesmo improváveis para tentar destruir os americanos, com atentados terroristas por exemplo, eram como se eles fossem uma espécie de Lobo-Maus, ou mesmo ETs invadindo o território americano, que aliás foi dessa maneira inclusive que em 1951, foi lançada o filme “O DIA EM QUE A TERRA PAROU”, dirigido por Robert Wise(1914-2005), que com recursos tecnológicos escassos para época, produziu um dos melhores filmes, que foi um dos pioneiros em explorar a ideia dessa fixação, esse fascínio dos americanos por vidas em outros planetas, quatro anos depois do primeiro registro de uma caso de uma provável visita alienígena, ocorrida na cidade de Roswell, localizado no Novo México em Julho de 1947. E que fez uma primeira alegoria desse momento em que o Senador americano Joseph Mcarthy usaria um plano de caça aos comunistas. Bom, mas voltando ao foco do aracnídeo, ele como contemporâneo desse momento, também não deixaria escapar de participar desse movimento, afinal em suas HQs, entre os diversos vilões que ele enfrenta, há três que fazem uma boa referencia, aludindo justamente à visão caricata dos americanos bonzinhos, contra os soviéticos mauzinhos, o que me remete a um velho folclore que nossos bisavôs diziam para nossos avôs quando eram menores, de que: “Os comunistas comem criancinhas”, e os americanos souberam muito bem como aproveitarem desse folclore, desse mito dos comunistas comerem criancinhas para retratarem bem essa típica alegoria, que décadas antes eles denominaram propriamente como “Caça ás bruxas”, logo de uma potencia inimiga comunista, como era a União Soviética. Esse três de quem estou referindo são: Rino, Camaleão e Kraven, O Caçador. Rino, codinome de Aleksei Mikhailovich Sytsevich, vilão que teve sua primeira aparição na HQ, do aracnídeo em The Amazing Spider-Man # 41, publicada em Outubro de 1966, no período historicamente denominado de Era de Prata das publicações do Aranha, cuja trajetória de como ele virou um dos seus mais famosos vilões, e pelo que me lembro na série animada The Spider-Man Animatede Series, produzida entre 1994-1998, o Rino é visto como um dos capangas do Rei do Crime. A história de Aleksei é bem interessante, imigrante russo pobre, que quando entrou nos EUA, foi justamente parar no mundo do crime onde passou a sobreviver para tentar ajudar sua família para vim morar com ele em solo americano, tinha um porte físico que atraiu os agentes do Governo Soviético, para participar do Programa do Super Soldado Soviético, lhe oferecendo uma grande soma de dinheiro em troca de participar dos testes. Este teste consistiu com um traje feito de tecido artificial semelhante à pele de um rinoceronte, com o diferencial de ser mais resistente, e que com o passar do tempo, esse material passou a ficar fixo em Aleksei, adotando então o codinome de Rino. Já o Camaleão, outro vilão do Aranha, que também simboliza a alegoria a Guerra Fria, faz parte da primeira leva de vilões que surgiu nas primeiras publicações, portanto é considerado como o seu inimigo mais antigo, pois sua primeira aparição nas páginas do Homem-Aranha aconteceu na edição The Amazing Spider Man, publicada em Março de 1963. Camaleão é o codinome de Dimitri Smerdyakov, que cedo saiu da União Soviética para imigrar nos Estados Unidos, sujeito careca, de rosto pálido e de feições carrancudas, com excelentes habilidades e genialidade para disfarces, ele usará disso como meio para prestar um serviço de mercenário para quem lhe pagar melhor como espião industrial, mestre em disfarces nas primeiras atuações nas paginas das HQs mostram ele participando das missões, ele utiliza os disfarces de maneira convencional, com máscaras, roupas e maquiagem, e usando de várias identidades falsas, para tentar roubar planos militares secretos norte-americanos, até o momento em que ficando mais sofisticado, passou a adquirir um equipamento com capacidade de criar disfarces instantâneos através de hologramas. Não é a toa que ele adotou que ele adotou o codinome de Camaleão, pois assim como o ser reptil, que na floresta para escarpar dos predadores, passa por uma metamorfose, mudando a cor da sua pele para se disfarçar o mesmo ele faz para cometer o crime. Esse Camaleão é um verdadeiro homem das mil faces. E por fim, Kraven, O Caçador, também é o outro exemplo de vilão do Homem-Aranha que faz uma alegoria referente ao período histórico da Guerra Fria, a trajetória de Kraven também é muito curiosa, porque ele parece ser descrito como meio-irmão do Camaleão, nascido numa família rica que vivia bem confortavelmente na antiga Rússia Czarista, que depois que em 1917, houve a Revolução Bolchevique, que criou uma mudança muito radical no país, e transformaria a antiga Rússia Czarista, em União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, ou simplesmente União Soviética, ou também conhecida pela sigla de URSS, Sergei Kravinoff e toda sua família precisou se refugiar para a América e ao refugiarem por aqui, Sergei decidiu utilizar da fortuna que sua família tinha levado para viverem na América, depois que fugiram da Rússia, para fazer fama como caçador, e foi dessa maneira que ele foi partir para a África, e foi durante uma expedição sua convivendo com uma tribo, que vivia doente, que ele passou a adquirir um comportamento e instinto animal, e veio a pedido de seu meio-irmão Camaleão para derrotar uma grande presa, o Homem-Aranha, uma presa que daria muito trabalho para ele caçar, ao contrário dos bichos das savanas africanas. O Caçador Kraven, teve sua aparição nas páginas das HQs em The Amazing Spider-Man # 15 publicado em Agosto de 1964.
LAGARTO O VILÃO DO NOVO FILME.
Como já havia descrito anteriormente, nesse mais novo filme do aracnídeo, depois do Duende Verde no primeiro filme, Dr. Octopus no segundo, Homem-Areia e Venom no terceiro, o vilão da vez nesse quarto filme da nova franquia, será o monstruoso reptil verde Lagarto, que é nada mais, nada menos do que o resultado de uma experiência mal sucedida, que o Dr. Curt Connors, um brilhante e respeitado cientista, que utilizou-se de cobaia num perigoso experimento para trazer seu direito de volta, que era o seu maior sonho e desejo, depois que teve este componente importante do seu corpo amputado depois de travar um combate pelo exercito americano durante a Guerra do Vietnã. Desde esse incidente Curt passou a ter como determinação o objetivo de ter o seu braço direito de volta, para isso resolveu largar o exercito, e se dedicar a carreira cientifica, e focado no estudo da capacidade de regeneração dos répteis, passou a se dedicar exaustivamente a criar uma formula química, que o fizesse recuperar o membro perdido de seu corpo. Tanta investigação, estudo, pesquisa e dedicação o fizeram chegar a criação de um soro de répteis, e depois de tanta dedicação, e testes com animais que geraram resultados positivos, chega o momento dele fazer experimento do soro nele mesmo, depois de injetado, a experiência no primeiro momento ocorre bem sucedida, logo o seu tão sonhado braço direito que ele perdeu depois de um combate aparece milagrosamente, mas não demoraria muito para apresentar com isso o efeito colateral dessa experiência, que o transformaria num ser humanoide com aparência asquerosa de reptil. Passando assim a ser denominado de Lagarto, de todos os vilões que o Aranha combate, ele é visto como o mais difícil do Aranha enfrentar, pelo fato de que Peter tem um forte sentimento de amizade pelo Dr. Curt Connors, de quem ele inclusive já foi aluno na faculdade. A todo o momento na hora em que trava um combate com o Lagarto ele fica com receio de fazer mal ao Doutor Connors, principalmente da esposa dele Marta, e do filho Billy. Para quem já assistiu Homem-Aranha 2(2004), e Homem-Aranha 3 (2007), as duas partes da trilogia cinematográfica de Raimi, deve saber bem do que estou me referindo, nesses dois filmes o Dr. Connors foi interpretado por Dylan Blake, e nesse mais novo filme do aracnídeo caberá ao galés Rhys Ifans fazer o Dr. Connors e desta vez completo, com o seu monstruoso alter ego reptil Lagarto, a sua primeira aparição nas HQs do Homem-Aranha foi The Amazing Spider-Man # 6.
FINALIZAÇÃO.
Pois é Homem-Aranha, que você tenha muitos anos de vida pela frente para continuar combatendo muitos criminosos que aparecerem. E se Deus quiser eu possa acompanhá-lo chegando aos 100 anos, mantendo a boa forma para continuar combatendo gente perigosa. Feliz 50 ANOS.
FONTE:
http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/02/19/homem-aranha-comemora-50-anos-da-primeira-publicacao.jhtm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Parker
http://omelete.uol.com.br/quadrinhos/os-viloes-do-homem-aranha-parte-i/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rino_%28Marvel_Comics%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Homem-Aranha:_a_s%C3%A9rie_animada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Camale%C3%A3o_(Marvel_Comics)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kraven
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lagarto_(Marvel_Comics)
http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Amazing_Spider-Man_(filme_de_2012)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dylan_Baker
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rhys_Ifans
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Dia_em_que_a_Terra_Parou_%281951%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Roswell
quinta-feira, 24 de maio de 2012
BARBARELLA: 50 ANOS DE PURA PROVOCAÇÃO SENSUAL
rong"/> Há cinquenta anos nascia uma sensual mulher que deixaria sua marca mostrando ao mundo a que veio, estou me referindo a Barbarella, a sensual heroína espacial, vivendo no distante mundo futurista do século 40, e seria marcada pela forma de derrotar os seus adversários através de todo o seu charme e sensualidade provocante. Assim é como posso definir a mais sensual heroína que as Histórias em Quadrinhos já conheceu. Publicada pela primeira vez na primavera europeia de 1962, pelo francês Jean-Claude Forest(1930-1998), cuja primeira aparição foi nas páginas da revista francesa V-Magazine, numa época marcada pelo momento turbulento em que o mundo vivia o auge da Guerra Fria, marcada pelas turbulentas brigas políticas, ideológicas, armamentistas e também pela corrida espacial entre duas grandes potências EUA(Capitalista) e URSS(Comunista), também marcado pelo surgimento da contracultura, tendo uma juventude se rebelando contra os costumes conservadores dentro de suas famílias, a brigas pelos direitos civis, entre eles os movimentos feministas e junto vinha também a Revolução Sexual, as músicas revolucionárias dos movimentos do Rock´n´Roll dos Beatles e Rolling Stones, a psicodelia, o surgimento de novos movimentos cinematográficos de Vanguarda na Europa, como a Nouvelle Vogue(Nova Onda) na França, entre tantos momentos marcantes que até hoje simbolizam essa época tão efervescente como foram os anos 1960, e pode se dizer que Barbarella simboliza bem esse período tão importante para arte sensual dos quadrinhos como nenhuma outra. Muitos chegam a comparar Barbarella a uma James Bond de saias do espaço, devido ao tamanho de apelo sensual que ela carrega para uma heroína salvadora da humanidade, o que já a não ser visto com bons olhos, e por causa disso Forrest acabou tendo de lidar com a censura feita a sua obra. O desenhista e escritor Forest idealizou sua sensual heroína na beleza da sensual musa francesa Brigitte Bardot, dando todo uma atmosfera de erotismo, com uma pitada de outros heróis de quadrinhos do espaço, como Flash Gordon, por exemplo.
A inovação do vanguardismo de Barbarella, fez com que seu criador Forest, pagasse muito caro, isso porque não demoraria muito para que grupos conservadores tentassem a impor uma censura as publicações dela na revista V-Magazine, o que não adiantou de nada, porque a sensual e provocante heroína espacial conquistou um número estrondoso no mercado de HQs, Barbarella gerou uma grande explosão, um grande “frenesi causado mundo afora pela aventureira espacial ninfomaníaca foi tamanha que na sua esteira apareceram Valentina, Jodelle, Expoxy, Scarlet Dream e outras mulheres fatais-um exercito de liberdade e libertinagem.” Ou seja, Barbarella foi responsável pelo de uma nova leva de quadrinhos eróticos femininos, produzido por desenhistas europeus, criando assim uma “Era de Ouro” dos quadrinhos eróticos europeus.
Essa sensual personagem serviria posteriormente de inspiração para uma adaptação cinematográfica lançada em 1968, dirigida pelo francês Roger Vadim(1928-2000), diretor do consagrado “E Deus Criou a Mulher”(1956), estrelada pela sensual Brigitte Bardot , então esposa do diretor, que ficou marcada pela celebre cena de nudez da BB, na primeira cena dela na varanda de sua casa, mostrando as costas, e o quadril tão bem delineado, que levou a plateia ao delírio, e a transformou numa sex symbol(Símbolo Sexual), e gerou uma grande repercussão mundial, chegando até a ser proibida sua exibição em países católicos mais conservadores. Com roteiro de Terry Southern(1924-1995), famoso na época pelo seu estilo de escrita satírico, acompanhou o surgimento dos escritores que faziam do movimento beat, formado pela geração jovem Pós-Segunda Guerra Mundial, autor de diferentes livros, seu currículo no cinema inclui além de Barbarella, Dr. Fantástico(1964), dirigida por Stanley Kubrick, Sem Destino(1969), dirigido por Denis Hopper, entre outros títulos, com a produção do italiano Dino de Laurentiis(1919-2010), responsável por ter comprado os direitos autorais, para adaptação ao cinema, que além de Barbarella, produziu também os filmes de Flash Gordon, Serpico, Os Três Dias do Condor, Duna, Hanniball, Dragão Vermelho e dois filmes de Conan, O Bárbaro, lançados na década de 1980, e por fim estrelada pela bela Jane Fonda, filha do ator Henry Fonda(1905-1982), e irmã do também ator Peter Fonda, que por causa da personagem viraria uma símbolo sexual, e então, esposa do diretor Roger Vadim. Antes de o papel ficar com Jane Fond, outras duas belas atrizes europeias, que eram também consideradas as símbolos sexuais, musas nos anos 1960, como a francesa Brigitte Bardot, ex de Vadim, e a italiana Sofia Loren tinham sido as escaladas para protagonizar Barbarella, mas ambas acabaram recusando. E foi ao saber disso, que Vadim entusiasmado, conseguiu convencê-la a aceitar o papel. Pode se dizer que a junção destes diferentes elementos, foram os responsáveis por terem transformado o filme numa obra-prima do Cult movie, apesar do fracasso nas bilheterias na época, mas serviu inclusive de referências para a cultura pop, como por exemplo, a banda inglesa Duran Duran, tirou o nome em referencia ao vilão do filme, vivido pelo Milo O´Shea, e conquistou a admiração de muitos fãs do gênero, que chegam a considerar esse filme, se me desculpem a polêmica que irei provocar nessa minha colocação, como pioneiro em adaptação de uma HQ. Bem, polêmicas a parte, o que eu posso descrever sobre o filme do qual eu tenho em DVD, do qual vez por outra assisto diversas vezes para apreciar um filme que foi bastante inovador para a época, conseguindo transpor a uma atmosfera única, mesclando pitadas de comédias, cenas de tiroteio espacial, e muita, mas muita imaginação, muita criatividade, para uma época de recursos tecnológicos tão escassos, eles souberam como brincar com a arte do surrealismo, e um pouco também de psicodelia nesse filme, com direito a algumas pitadas de erotismo, principalmente na clássica primeira cena da heroína vagando na sua espaçonave em grávida zero, fazendo um striptease tirando sua roupa de astronauta. Eu posso definir é de todas as heroínas das HQs, é a que tem mais apelo erótico, do qual ela consegue manter chegando aos cinquenta, em boa forma. Que você tenha longos anos de vida Barbarella, para continuar despertando os sonhos e desejos eróticos masculinos. Feliz Meio Século de Vida, Barbarella.
FONTE:
BARBARELLA 50 ANOS, MAS COM CORPINHO DE 25, Matéria da edição de Maio de 2012 da Revista Playboy.
sábado, 28 de abril de 2012
OS VINGADORES QUATRO ANOS DE ESPERA.
Ter assistido ontem a sessão de estréia do filme dos "Vingadores", foi para mim sensacional, ainda mais em 3D, apesar de ter pago um indigesto ingresso de 26,00 R$, em consequencia de pagar inteira, mas não faz mal, porque acompanhar a expectativa de ver a união dos mais diferentes herois do Universo Marvel, Hulk, Caapitão América, Homem de Ferro, o deus nórdico Thor, o Gavião Arqueiro e a sensual da Viúva Negra foi demais para os meus nervos. A platíea do cinema estava lotada, todas ansiovas pelo mais aguardado filme que há quatro anos falava-se, comentava-se, ou mesmo especulave-se muito quanto a ideía do projeto para esse mais novo filme inspirado nos herois dos quadrinhos da Marvel, que desde X-Men-O Filme(2000), são os que são tem ganhado adaptações cinematográficas sem parar, muito dos que os da sua concorrente DC, que tirando Batma e Superman, nenhum outro heroi solo da empresa, ganhou uma adaptação cinematográfica, fora o recente Lanterna Verde(2011).
Essa ansiedade era bastante aguardada, visto os filmes solos de cada um dos Vingadores, que gerava essa grande expectativa, desde o" Homem de Ferro"(2008), "O Incrivel Hulk"(2008), "Homem de Ferro 2"(2010), "Thor"(2011) e "Capitão América"(2011), gerando uma expectativa tamanha pe
lo tão aguardado filme, mas espera foi compensadora.
A trama está ótima, os personagens e todo o elenco conseguem um excelente empenho, brilho e carisma com os seus personagens, Robert Downey Jr, mais uma vez coloca em seu Tony Stark/Homem de Ferro, uma caracteristica bastante debochada, como ele tem feito no filme solo do heroi metálico lançado em 2008, Mark Ruffalo ficou ótimo no papel do Dr. Banner/Hulk, o seu desempenho conseguiu mostrar uma boa desenvoltura, e descobrir a essencia do pertubado cientista e o seu monstro verde dentro dele, que foi capaz até de superar o Eric Bana em "Hulk"(2003), e de Edward Norton em "0 Incrivel Hulk" (2008), Scarlett Johansson no papel da Viúva Negra, não fica atrás na maneira como ele desenvolve a bela ex-espiã russa da extinta União Soviética, com aquele cabelo ruivo com uma tonalidade de vermelho que atrai uma sensualidade, e aquele vestida apertado dela modelando todo o seu corpo, com os golpes de artes marciais, ela tá que tá nesse filme, deixando todo qualquer marmanjo babando. E nisso tudo sem tirar o brilho do seu charme, e de sua sensualidade, deixando um sujeito como eu com água na boca, uma gatona como aquela, no meio daqueles marmanjos que desperdiçam, eu pessoalmente se tivesse entre eles, bem que gostaria de dar uma cantada nela para sentir o gostinho daqueles golpes e ficar com muito tesão por ela. Ainda mais sendo vivida por Scarlett Joharsson que no ano passado sem querer deu privilégios para um monte de marmanjos se auto-fotogrando na intimidade mostrando suas costas atrás de um espelho o seu quaril descoberto. Pode-se dizer que com a Viúva Negra dá até para esquecer esse vexame do qual ela passou.
E Samuel L. Jackson, no papel do Nick Fury, chefe da S.H.I.L.D.E, também está brihante, provando de uma vez por todas que não é cor da pele que define se tal ator é bom para tal papel, mas sim que o importante é o talento e a desnvoltura de como ele constroi e desenvolvi o personegem, e o próprio consegue esse feito a cada momento do filme.
Os Vingadores carrega momentos de muita emoção, ação, muita pancadaria, muita tensão, pãnicos, e também momentos muito cômicos com um roteiro muito bem amarrado e muito bem construido, e com muitas licenças poéticas, principalmente nos momentos em Tony Stark faz alguns deboches com Steven Rogers/Capitão América, mostrando para nós felizmente ou infelizmente para alguns o lado humano de cada um deles, onde o mais dificil do que eles enfrentarem um sujeito imortal, inesxcrupuloso, e megalomaniaco como o Loki, o irmão de Thor, que trás do outro mundo seres aliengenas para trazer o caos apocaliticos na terra, ou como posso definir me referidno a mitologia dos escandinavos, já que o vilão é um deus nórdico, o Ragnarök, é eles sendo tão diferentes em habilidades quanto em suas essencia
s pessoais, com suas virtudes e seus defeitos, que inevitavelemte acabam entrando numa briga de egos. Bom, levando em consideração que na vida real cada um de nós em qualquer meio social, seja na familia, ou mesmo no traabalho a gente vive uma briga de egos oposotos aos nossos, que vendo uma equipe formada por super-humanos, posso que aquilo é a coisa mais normal do mundo. Todos esses momentos do filme, gerou muitas risadas e aplausos da platéia.
O que posso descrever nisso tudo, e que "Os Vingadores" foi o melhor filme inspirado em herois de quadrinhos que eu já vi desde Batman-O Retorno(1992) e consequentes sequencias, ou mesmo desde a primeira trilogia de X-Mem, ou mesmo do Homem -Aranha. Eu gostei tanto, que assistiria até mais vezes, e até compraria posteriormente em DVD, para ficar mais e mais vezes em casa. O filme vale um ingresso.
lo tão aguardado filme, mas espera foi compensadora.
A trama está ótima, os personagens e todo o elenco conseguem um excelente empenho, brilho e carisma com os seus personagens, Robert Downey Jr, mais uma vez coloca em seu Tony Stark/Homem de Ferro, uma caracteristica bastante debochada, como ele tem feito no filme solo do heroi metálico lançado em 2008, Mark Ruffalo ficou ótimo no papel do Dr. Banner/Hulk, o seu desempenho conseguiu mostrar uma boa desenvoltura, e descobrir a essencia do pertubado cientista e o seu monstro verde dentro dele, que foi capaz até de superar o Eric Bana em "Hulk"(2003), e de Edward Norton em "0 Incrivel Hulk" (2008), Scarlett Johansson no papel da Viúva Negra, não fica atrás na maneira como ele desenvolve a bela ex-espiã russa da extinta União Soviética, com aquele cabelo ruivo com uma tonalidade de vermelho que atrai uma sensualidade, e aquele vestida apertado dela modelando todo o seu corpo, com os golpes de artes marciais, ela tá que tá nesse filme, deixando todo qualquer marmanjo babando. E nisso tudo sem tirar o brilho do seu charme, e de sua sensualidade, deixando um sujeito como eu com água na boca, uma gatona como aquela, no meio daqueles marmanjos que desperdiçam, eu pessoalmente se tivesse entre eles, bem que gostaria de dar uma cantada nela para sentir o gostinho daqueles golpes e ficar com muito tesão por ela. Ainda mais sendo vivida por Scarlett Joharsson que no ano passado sem querer deu privilégios para um monte de marmanjos se auto-fotogrando na intimidade mostrando suas costas atrás de um espelho o seu quaril descoberto. Pode-se dizer que com a Viúva Negra dá até para esquecer esse vexame do qual ela passou.
E Samuel L. Jackson, no papel do Nick Fury, chefe da S.H.I.L.D.E, também está brihante, provando de uma vez por todas que não é cor da pele que define se tal ator é bom para tal papel, mas sim que o importante é o talento e a desnvoltura de como ele constroi e desenvolvi o personegem, e o próprio consegue esse feito a cada momento do filme.
Os Vingadores carrega momentos de muita emoção, ação, muita pancadaria, muita tensão, pãnicos, e também momentos muito cômicos com um roteiro muito bem amarrado e muito bem construido, e com muitas licenças poéticas, principalmente nos momentos em Tony Stark faz alguns deboches com Steven Rogers/Capitão América, mostrando para nós felizmente ou infelizmente para alguns o lado humano de cada um deles, onde o mais dificil do que eles enfrentarem um sujeito imortal, inesxcrupuloso, e megalomaniaco como o Loki, o irmão de Thor, que trás do outro mundo seres aliengenas para trazer o caos apocaliticos na terra, ou como posso definir me referidno a mitologia dos escandinavos, já que o vilão é um deus nórdico, o Ragnarök, é eles sendo tão diferentes em habilidades quanto em suas essencia
s pessoais, com suas virtudes e seus defeitos, que inevitavelemte acabam entrando numa briga de egos. Bom, levando em consideração que na vida real cada um de nós em qualquer meio social, seja na familia, ou mesmo no traabalho a gente vive uma briga de egos oposotos aos nossos, que vendo uma equipe formada por super-humanos, posso que aquilo é a coisa mais normal do mundo. Todos esses momentos do filme, gerou muitas risadas e aplausos da platéia.
O que posso descrever nisso tudo, e que "Os Vingadores" foi o melhor filme inspirado em herois de quadrinhos que eu já vi desde Batman-O Retorno(1992) e consequentes sequencias, ou mesmo desde a primeira trilogia de X-Mem, ou mesmo do Homem -Aranha. Eu gostei tanto, que assistiria até mais vezes, e até compraria posteriormente em DVD, para ficar mais e mais vezes em casa. O filme vale um ingresso.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
A VILA E V E V DE VINGANÇA: DOIS FILMES REFLEXIVOS PARTE 2
“V DE VINGANÇA” E A IDÉIA DA AUTOCRACIA.
Quanto à trama de V de Vingança, filme lançando em 2006, que assim como “A Vila”, eu também só havia assistido apenas uma vez, e essa única vez da qual assisti esse filme foi nos cinemas. Um filme também do gênero suspense, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e também pelos Andy e Larry Wachowski, também responsáveis por terem escrito o roteiro do filme, os mesmos que lançaram a trilogia cibernética de Matrix(a primeira lançada em 1999, e a segunda Matrix Reoleaded e a terceira Matrix Revolutions foram ambas lançadas em 2003.) Numa adaptação do herói de quadrinho homônimo lançado na Inglaterra na década de 1980, de autoria de David Lloyd e Alan Moore, cujo nome desse último não aparece creditado pelo fato da adaptação de sua obra ter sido feita sem sua autorização. O filme conta no elenco com Hugo Weaving, no papel de V, cujo rosto em nenhum momento aparece, pois está escondido através de uma máscara de Guy Fawkes, e que pela segunda vez trabalha num filme produzido pelos Irmãos Wachowski, o anterior onde Hugo Weaving havia trabalhado destes fora na trilogia de Matrix, onde fez o papel do vilão-mor da trama, o Agente Smith, perseguidor do Neo(papel de Keanu Reeves), e com Natalie Portman, que no ano passado ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme “Cisne Negro”, interpretando o papel da Evey Hammond, uma funcionária de um canal de televisão, que será uma coadjuvante que simbolizará uma espécie de paixão platônica do herói.
A história do filme gira torno de um aspecto politicamente critico, ao idealizar um mundo futurista, onde é regido por um regime autocrático totalitarista, onde inspirados nas ideias nazifascistas, o líder é o que tem o poder absoluto, com controle rígido a vida do cidadão, e com práticas violentas contra as camadas sociais das quais ele consideram como os subversivos. Uma interessante abordagem da qual eu já feito com os dois “A ONDA”.
Sobre a minha colocação de futurista, deixe primeiramente esclarecer que a visão de futuro que o filme mostra, não tem nada a ver com aquela ideia de carros voadores, ou mesmo mostrando robôs interagindo com humanos, e sendo tratados por eles como se fosse um bichinho de estimação, como muito filmes com temáticas assim já haviam como por exemplo: a clássica obra-prima do cinema alemão “Metropólis”(1927) de Fritz Lang, ou mesmo “A.I-Inteligencia Artificial”(2001) de Steven Spielberg, ou mesmo outra também de Spielberg “Minority Report-A Nova Lei”(2002), “O Vingador do Futuro”(1989), dirigido por Paul Verhoeven, inspirado num livro de Philip K. Dick, ou quem “Eu, Robô”(2004), dirigido por Alex Proyas, inspirado numa obra de Isaac Asimov, ou mesmo na clássica série animada da Hanna-Barbera dos Jetsons. A visão de futuro retratada em V de Vingança, nos mostra uma ideia um pouco mais próxima da nossa realidade, sem nada desses artifícios dos quais contei.
A história do filme começa com um prólogo narrando e reconstituindo sobre o importante evento histórico ocorrido na Inglaterra no dia 05 de Novembro de 1605, dia em que um soldado chamado Guy Fawkes tentou promover a Conspiração da Pólvora, uma tentativa de causar uma explosão no prédio do Parlamento. O curioso foi ter observado que nessa narrativa, havia momentos em que o narrador de uma maneira até parcial se pergunta, se questiona sobre quem seria realmente Guy Fawkes? Como era seu rosto? Como era sua voz? Em todo o momento onde ocorre a reconstituição sobre o acontecimento naquela importante data, a narradora chega a descrever que muitas vezes as pessoas só lembram das ideias sobre criadas por essa pessoa, mas nunca do homem por trás dela, em um momento da cena em que Guy Fawkes e condenado a forca, a narradora faz uma comparação entre as ideias, e os homens por trás delas, ela justifica que ao contrário de uma ideia, que ás vezes pode se tornar infalível, um homem que a cria pode até fracassar, ao ponto dele ser preso, morto e esquecido. No momento seguinte da narrativa, a narradora explica de forma até parcial sobre o conceito de uma ideia, que ela sempre, podem-se passar décadas, séculos, ou mesmo milênios de distancia, mas ela sempre vai sobreviver, ao contrário das pessoas que as criam, ou mesmo as defendem, e nesse momento a própria relata que chegou a ver pessoalmente muita gente morrendo, perdendo a vida defendo-as. No momento da cena do enforcamento de Guy Fawkes, a narradora termina o prólogo fazendo o seguinte questionamento a respeito do abstracionismo de uma ideia, como ela pode não ser concreta dependo da situação: “Mas você não pode beijar uma ideia. Você não pode toca-la ou abraça-la. Ideias não sangram não dor, não amam. Não é de uma ideia que eu sinto falta. É de um homem.”
A narradora termina o prólogo, explicando que foi através desse homem, que foi responsável por fazê-la lembrar do 5 de Novembro, a importante desse acontecimento na história política inglesa, será o elo para no momento da presente realidade inglesa, regida sob um regime totalitário, e completamente esquecida da data desse momento acabará se recordando através de um misterioso paladino mascarado. Depois desse prólogo, o filme vai sendo desenvolvido a partir do momento presente, mostrando uma Londres sendo regida pelo governo autocrático do Chanceler Adam Sutler( Adam Sutller), é durante uma noite em que toda a população inglesa assisti pela TV, o discurso de Lewis Prothero(Roger Allan), o homem mais importante do Governo, também definido como “ A Voz de Londres”, fazendo seu diário discurso de cunho autoritário, fundamentalista, e se referindo aos EUA como a colônia que foi arrasada, mostrando os seus ideais de intolerância social, no mesmo momento é nos apresentado um misterioso homem colocando a máscara de Guy Fawkes, enquanto isso Evey Hammond em sua casa se prepara para sair. Assim que Evey sai de casa depois de terminar de assistir ao discurso de Prothero, onde termina o seu discurso na TV falando o lema do partido: “Força através da união, união através da fé”. Preocupada quando olha o relógio, ela então sai para passear na noite deserta de Londres, ficando bastante temeroso, a razão da qual ela tinha para esse temor era porque depois de uma determinada hora da noite, o Governo mandava agentes que eles denominavam “Homens-Dedos” , ficarem vigiando as ruas, e assim que observarem o movimento de qualquer pessoa andando pelas ruas a noite depois da hora estipulada, eles abordavam a pessoa suspeita, e se preciso fosse mandavam além de revistar, violentavam fisicamente, psicologicamente e moralmente a pessoa para deixar a pessoa completamente submissa a eles, e isso inevitavelmente acaba acontecendo com Evey, no momento em que caminhava pelas ruas da cidade e foi abordada pelos “Homens-Dedos”, quase sendo ameaçada de ser violentada por eles, Evey acaba sendo salva pelo homem mascarado chamado apenas de V, que mostraria a que veio fazendo citações filosóficas, com golpes inacreditáveis, e habilidades com lanças, que o tornam um espadachim inabalável, depois de acabar com cada um dos “Homens-Dedos”, V ao apresentar a primeira vez para Evey, deixa o símbolo em frente ao cartaz com o lema do partido Fogo Nórdico. Responsável por levar Sutler ao poder, e ao salvá-la do perigo V, a convida para prestigiar ele orquestrando em cima de um prédio vizinho ao Old Bailey, uma das famosas obras-primas do maestro russo Pyotry Ilich Tchaikovsky, denominado de “Abertura 1812”, a música favorita do herói, que foi responsável por causar a explosão no prédio do Old Bailey, no dia seguinte, o episódio da explosão vira manchete nos noticiários televisivos, como a BTN,(British Television Network), por exemplo, emissora onde Evey é funcionária queridinha do seu patrão Gordon Deitrich(Stephen Fly), que apresenta um programa de humor nessa emissora. No mesmo momento onde ocorre os noticiários na emissora sobre a explosão do Old Bailey na noite passada. Aparece V, invadindo o prédio da emissora, rende todos os seguranças e todo corpo de funcionários, e será lá que ele vai tentar convencer para transmitir a toda a população londrina mostrando a que veio, ao mostrar suas ideias filosóficas de livre pensamento, e fazendo eles se recordarem da data do 5 de Novembro, data que lembra quando Guy Fawkes tentou explodir o Prédio do Parlamento Britânico, pensando nas suas filosofias de liberdade, depois de terminado o seu discurso, onde termina falando assim para o povo, “Se vocês pensam como eu penso, e sentem o que eu sinto, então vamos todos nos unir pela liberdade”. Nesse momento onde ele finaliza seu discurso na Tv, todos os guardas, a policia inteira tenta em vão fechar o cerco para tentar prendê-lo, mas ele habilidoso e esperto consegue se livrar deles com muita facilidade, em uma cena onde acontece de V ser rendido por um policial, mas acaba sendo salvo por Evey, que no entanto ela acaba levando uma pancada na cabeça, e V acaba dando um fim nele com um soco. O caso desse tal misterioso herói, faz com que os intrigados detetives Eric Finch(Stephen Rea) e Dominic Rupert Graves), quebrem a cabeça para decifrar todo o enigma dessas ações misteriosas ações praticadas por esse paladino mascarado que apareceu do nada, antes disso os dois haviam investigado misterioso passado de Evey, onde o que os chamaram a atenção deles além de terem descoberto que ela era filha de ativistas políticos, ela também teve passagem por um reformatório juvenil, depois da prisão dos seus pais, o que gera mais um quebra-cabeça de um segredo envolvendo um outro personagem importante no filme, que no caso é coadjuvante Evey Hammond.
Acordar na mansão de V, Evey fica impressionada com o lugar muito espaçoso, e ainda cheio de objetos de arte raríssimas, e observando o próprio V preparando o seu café da manhã, onde nesse momento ela fica observando ele sem as suas luvas, com as suas mãos avermelhadas, dando sinais de que ele teria sofrido alguma queimadura, e ao ouvir esse comentário de Evey, V explica para ela de forma enigmática que isso aconteceu com ele faz muitos anos atrás num incêndio, mas não esclarece para ela onde ocorreu, de que maneira aconteceu e como foi causado esse tal incêndio, criando mais um quebra cabeça sobre a provável origem de quem seria a pessoa por trás daquela máscara, qual seria a verdadeira identidade de V? No decorrer do filme vai se mostrando aos pedaços, quando ele vai atrás de cada uma das pessoas ligadas ao seu passado, e matando cada uma delas em série, deixando uma rosa vermelha batizada de Scarlet Carson, como algo personalizado. Ao mesmo tempo acontece de Evey contar para V sobre sua família, e um pouco sobre ela também, entre essas revelações está o fato dela quando criança já ter frequentado um curso de teatro, e que no dia que o irmão dela morreu, os seus pais resolveram virar ativistas políticos, e terminaram presos, quanto que ela terminou num centro de detenção juvenil. A primeira das pessoas que V resolve eliminar é Lewis Prothero, sujeito que discursa toda noite na TV de Londres, e que faz discursos de puro autoritarismo, fazendo duras criticas quanto a invasão de V na emissora, chega a denominá-lo de terrorista, no momento em que Prothero estava observando o seu discurso tomando um banho quente, V entra em sua casa utilizando a identidade de Evey da BTN, para poder ter livre acesso, no momento que terminou de ver seu discurso na TV, Prothero se assusta ao observar o próprio V, que se refere a ele como Comandante. E Prothero surpreso pergunta como ele sabia de sua antiga patente militar, explicando em enigmas V diz que era como ele se chamava quando num centro de detenção, num incêndio, e aparece então em cena de flashback a cena do então Comandante Lewis Prothero no Centro de Detenção de Larkhill, mandando maltratar de forma covarde, desumana e selvagem as pessoas consideradas subversivas do novo governo imposto na Inglaterra, e quando Prothero se dar conta logo lembra de quem era a pessoa por trás daquela máscaras, o único sobrevivente do antigo Centro de Detenção de Larkhill. V por ironia se autodenomina numa clara referencia a uma famosa obra literária de Charles Dickens, “Um Conto de Natal”, de que “Sou o Fantasma dos Natais Passados”. Depois de Lewis Prothero, foi a vez do Padre Lilyman( John Starding), uma importante autoridade clerical, que por trás da batina, não tinha nada de santo, e a prova disso, é quando V utiliza Evey como isca para seu plano, pedindo para quê ela se vestisse de menina, com jeito de boneca, para atraí-lo em sua armadilha, pelo fato de justamente saber que o Padre Lilyman era pedofilo. Então de repente aparece V para matá-lo, outra pessoa também ligada ao misterioso passado de V, também tinha participado do Centro de Detenção de Larkhill, e que agora estava promovido para Bispo. Enquanto que nesse mesmo momento Evey foge e vai para casa de seu patrão Gordon Deitrich para não ser perseguida e presa pelos Homens-Dedos.
Na casa de Deitrich, Evey descobre alguns segredos revelados pelo próprio Deitrich, como forma de acalmá-la, caso os Homens-Dedos, forem a casa dele a procura dela, ela seria a coisa menos importante para eles, isso porque na casa de Deitrich havia escondido uma versão do alcorão, livro sagrado islâmico do século 14, uma foto do Chanceler Sutler sendo ridicularizado com o lema “E Deus salve a Rainha” e umas fotos proibidas de erotismo. Enquanto que os agentes Finch e Dominic tentam decifrar mais um enigma relacionado ao paladino mascarado V, descobrem que Lewis Prothero, havia sido um importante empresário acionista de uma empresa farmacêutica chamada Viadox, e ficam surpreso ao vasculharem a ficha militar de Prothero e ao descobrirem que no currículo havia participações dele em combate no Iraque, Curdistão entre outros países, e mais surpresos ao descobrirem sua participação no comando no Centro de Detenção Larkhill, indo mais a fundo n a investigação, descobrem que o local tinha sido desativado há muitos anos depois de um incêndio, e com informações muito vagas, eles tentam decifrar que ligação tinha Prothero com V a Larkill, até finalmente acharem no arquivo público o dossiê sobre Larkhill, e lá descobrem mais duas pessoas, o Padre Lilyman, já morto por V e uma médica responsável pelas medicações dos detentos de Larkhill, essa tal era doutora Diana Staton, que eles nem imaginavam estarem o tempo todo perto delas, pois era a responsável pela autopsia do Padre Lilyman, usando uma nova identidade, a Doutora Della Suridge(Sinead Cursack), dos quais eles descobrem tarde demais, no momento que chegavam ela já estava morta no seu quarto pelo V, com a rosa vermelha Scarlett Carson, e ao vasculharem a casa dela, Finch e Dominic descobrem um diário contando os segredos e todo o relatório da rotina dela no Centro de Detenção Larkihill, contando como acontecia a vinda de cada novo individuo, como eram tratados de forma desumana, como recebiam as dosagens de vacinas aplicadas por eles, para eles servirem de cobaias para o desenvolvimento de arma biológica altamente poderosa, como todos morreram e foram enterrados, e chegava até a relatar o próprio desprezo que ela mesma sentia por aqueles indivíduos, vistos como os subversivos pelo então imposto novo governo do atual Chanceler, pessoas que representavam a camada dos negros, dos judeus e dos homossexuais, e o mais impressionante nisso tudo é eles descobrirem que a respeito de um paciente de Larkhill, que tinha adquirido uma força descomunal com a medicação injetada por ela, esse tal paciente do qual ela se refere apenas como Paciente do Quarto 5, cujo numeral da cela era identificado como V, numeral do algarismo romano, sendo daí a origem para seu nome, onde relata que foi esse paciente que num certo dia 5 de Novembro, com sua tremenda força descomunal que chegando ao ponto de fugir ao controle de todos de Larkhill, provocou a destruição total do local, causando o incêndio, onde chega até a descrever que chegou a observar os seus olhares cheios de amargor, e que naquele incêndio o deixou todo o seu corpo queimado. E nesse diário Stanton termina com um lamento descrevendo assim: “O que foi que eu fiz”. É nisso se descobre qual a misteriosa origem do mascarado V e de onde ele tirou esse codinome.
Enquanto que Evey, ainda vivendo abrigada na casa de seu patrão Deitrich, fica espantada ao ver junto com ele na televisão, o programa que ele havia produzido ridicularizando o Chanceler Adam Sutler sendo perseguido pelo mascarado V, em rede nacional, fazendo toda a população londrina pela primeira vez ter o direito de ter a liberdade de poder debochar do Chanceler, naquela mesma noite em que o programa foi ar, apareceram os Homens-Dedos, comandados por Perter Creedy( Tim Pigot-Smith), que o acabam rendendo e prendendo, e Creedy faz até o comentário irônico: “E teve graça agora?”.
Já Evey tenta fugir, escondida, mas acaba sendo pega, e mandada para a detenção, sendo torturada, fisicamente e psicologicamente para tentar dar informações para os agentes sobre o que ela sabia de V, teve até a cabeça raspada, e no meio de todo essa situação ela acaba achando na sua cela, dentro de um buraquinho onde entrava um ratinho, um pedacinho de papel higiênico onde estava escrito a mensagem de uma mulher de nome Valerie, uma prisioneira morta no Centro de Detenção de Larkhill, e que na mensagem ela contava todo o drama que passou antes de ser mandada para lá, na mensagem ela descreve onde nasceu, que foi em Nottigham no ano de 1985, que do pouco que lembrava de sua infância, lembrava da fazendo de sua avô e que quando chovia sua avô dizia que “Deus estava na chuva”, descreve de seu tempo de colégio, relata que quando foi aprovada para o curso secundário, lá havia conhecido Sarah, a sua primeira namoradinha, já apresentando sinais de interesse por meninas e não por meninos. Valerie também relata na mensagem que o namoro dela por Sarah no colégio, teve de ser interrompido porque o diretor havia dito que isso era só uma fase e que elas superariam. Foi o primeiro sinal de preconceito que ela teve de lidar quando descobriu sua opção sexual, mais para frente ela relata que na adolescência quando chegou para os pais e teve a coragem de apresentar sua então namorada Christina, a reação dos pais não podia esperar por outra coisa a não ser de repulsa, de nojo, com aquele tipo de situação vendo a queridinha deles que eles carregaram ainda bebê virar uma mulher amando outra mulher, e com isso os pais a mandaram para fora de casa. O mais curioso disso tudo foi quando ela relatou que já adulta, ao virar atriz durante as filmagens de “Sal de Prata”, foi lá que ela conheceu sua última parceira Ruth. Na mensagem Valerie descreve que Ruth, foi sua grande parceira que passou a dividir o apartamento e junto com ela colheram flores Scarlett Carson e toda uma rotina da qual elas passaram a adquirem juntas e felizes, até chegar o momento em que quando elas acompanharam pela TV, a subida ao poder de Adam Sutler, as ideias de intolerâncias sociais, propagadas pelo Fogo Nórdico, passaram a viverem assustadas, e relatou que no dia em que a Ruth estava na rua, fazendo a feira, e de repente foi pega pelos Homens-Dedos, ela chorou muito, e pouco tempo depois foi a vez dela dentro de sua casa, e a mensagem de Valerie termina com relato de sua sofrida rotina no Centro de Detenção de Larkhill, de onde ela passaria seus últimos momentos de vida, sendo torturada, violentada, espancada, recebendo altas dosagens de substancias e de quando achou dentro de uma privada um papel de higiênico de onde decidiu relatar a sua única autobiografia. E então dias depois Evey já exausta de tanto ser torturada acaba se surpreendendo ao se liberada, e então a medida que caminha livremente pelos corredores sem ser abordada pelo Guarda, e quando se aproxima e vê que ela era apenas de borracha, e ao passar na porta e de repente se deparar na mansão de V, ela então fica bastante indignada e horrorizada, ao notar que tudo aquilo do qual ela havia passado era tudo uma farsa, plantada por ele, mas depois se sentindo grata resolve entregar a tal mensagem de Valerie que ela teria imaginado que fosse uma coisa inventada por ele, então V decide mostrar uma coisa para provar que tudo aquilo era verdade, e ela fica convencida no momento em que observa pendurada na parede da sala, o cartaz do filme “Sal de Prata”. V justifica que fez isso fazendo com que ela sentisse um pouco na pele, o que ele passou em Larkhill, e do que resultou para que ele se transformasse daquele jeito, citando o principio básico de que toda ação gera uma reação. Então V mostra para Evey a chuva no telhado de sua mansão, e ela então lembra do que Valerie escreveu: “Deus estava na chuva”. Então aos poucos os quebra-cabeças vão desenvolvendo todo o desenrolar do filme, principalmente no momento em que Finch e Dominic vão atrás de um tal de Roockwood, último sobrevivente do Vírus da Escola de St. Marys, o mesmo onde o irmão de Evey havia morrido em consequência desse vírus, eles encontram esse tal sujeito no memorial dedicado às vitimas do incidente, onde de uma forma enigmática da ligação daquele incidente, com a contaminação da água em Three Waters, uma bomba na estação de trem de Londres, rebelião no King´s Hospital, e juntando a cura financiada por Lewis Prothero, que ajudou a levar Adam Sutler a comandar o país, eles nem imaginam que esse tal de Roocwood era na verdade V, e quando descobrem já era tarde, muito depois de constatar que o verdadeiro estava morto. E nisso Finch acaba chegando a conclusão que tudo isso que ele estava planejando fazer é com o intuito de gerar o caos. E é justamente isso o que acontece no momento em que todos recebem em suas casas, a encomenda das máscaras de Guy Fawkes, usadas pelo V, há até um momento em que um assaltante numa conveniência chega a falar: “Anarquia no Reino Unido”.
E vai ser nessa situação caótica que V botará em prática o seu plano de dar fim ao regime totalitarista do Chanceler Adam Sutler, pedindo para que Creedy, mandasse os seus Homens-Dedos, levar até ele o próprio Chanceler para matá-lo no esgoto, enquanto o Chanceler discursa na TV em rede nacional, e ninguém, praticamente ninguém assiste, e nesse momento era levado acabado e ensanguentado, V então dá os seus últimos golpes, e é próprio quem dá um fim no Chanceler, depois disso Creedy manda os seus Homens-Dedos atirarem sem parar em V, ele em nenhum momento em que recebe os tiros reage, então acontece o inesperado, depois de ter sido atingido pelos tiros, V ainda utiliza forças para praticar os seus últimos golpes de artes marciais e enfiando suas facas em cada um dos Homens-Dedos, até que no final quando só restou Creedy, que tentando desesperadamente eliminá-lo dando muitos tiros, e chega ao cúmulo de gritar falando: “Porque você não morre?” Então V se aproxima dele e o enfia sua faca em Creedy dando fim então a ele e ao sistema totalitarista que há anos vinha governando a Inglaterra, e ao mesmo tempo acabado, ainda utiliza as últimas forças para chegar até o trem cheio de explosivos de nitrogênio, que seguirá em direção para o Big Ben, ele então pede para que Evey se incumbisse dessa missão final sua, ao mesmo tempo a população inteira de Londres, utilizando da fantasia de V, anda em plena noite em direção ao Big Ben, o exercito chega a ficar de guarda para ficarem atentos a qualquer sinal de proximidades, mas eles acabam sem terem como agirem pois não conseguiam terem contato nem com o Chanceler, e muito menos com Creedy. E dessa forma sem ter como reagirem, eles acabam deixando todas as pessoas passarem tranquilamente sem receberem sequer um tiro, e dessa forma que o general, responsável pelo comando das tropas, completamente sem acreditar no que estava vendo fala assim: “Pelo sangue de Jesus Cristo”.
Enquanto isso, Evey se prepara para ligar o motor do trem, com V deitado sem vida, acompanhado de muita dinamite, no momento em que pega na alavanca, ela chega a ser interrompida por Finch, aparece tentando rende-la impedido que ela prosseguisse com o plano de V, mas determinada a cumprir ela então desobedece às ordens de Finch, e liga a alavanca do trem.
O trem parte em direção ao Big Ben, tocando a “Abertura 1812”, famosa obra-prima de Tchaikovsky, que era sua música preferida chegando até o Prédio gerando com todos ali em frente naquela marcante noite de 5 de Novembro, onde para todos ali será para sempre lembrada como o dia em que eles se libertaram de uma tirania, foi nessa cena final que Finch pergunta então para Evey sobre quem era ele, e Evey responde a pergunta de Finch o definindo em diferentes aspectos: “Ele era Edmound Dantes(personagem principal de “O Conde de Monte Cristo” seu filme favorito), Era meu pai, minha mãe, minha irmão, era eu, era você(Evey se referindo a Finch), ele era todos nós”.
E nesse mesmo momento o filme com Evey fazendo a seguinte narrativa: “Ninguém jamais esquecerá aquela noite e o seu significado para o pais. Mas eu nunca me esquecerei do homem e do que ele significou para mim”. E pronto acabou o filme.
V de Vingança que faz uma interessante abordagem a respeito do que uma pessoa é capaz de fazer quando sofre uma injustiça, ao ser levado pelo sentimento do ódio, até que ponto podemos justiça com as nossas próprias mãos. Como é o caso do próprio herói mascarado, se for fazer uma comparação dele com outros heróis dos quadrinhos, como as editoras americanas de Marvel e DC, ele tem como diferencial o fato de ser um sujeito muito cheio de mistérios, ele se encaixa como um exemplo de ser social, que pela circunstancia em que passou esqueceu-se de suas próprias origens, o mistério sobre suas origens ocultas, o fato de não saber qual sua verdadeira identidade, de onde nasceu, que idade aproximada ele teria, quem seriam os seus pais, ou que levou ele para ser preso no Centro de Detenção de Larkhill, para ser cobaia de um experimento cientifico, que o fez adquirir uma força e habilidade descomunal, a ponto de se tornar um importante um paladino mascarado com o objetivo de acabar com o sistema político autocrático imposto numa Inglaterra do futuro. A ideia como eles colocaram essa Inglaterra futurista, como o enredo do filme satiriza a ideia de regime autocrático tem uma livre inspiração no romance “1984” de George Orwell. A ideia dos segredos é o que torna “V de Vingança” até certo ponto semelhante com “A Vila”, onde o principal segredo desse consistia no mistério da figura demoníaca que amedrontava o povo daquele vilarejo que aparentemente vivia um modo de vida do século 19, mas na verdade eles viviam na contemporaneidade, e os únicos que sabiam desse segredo eram os próprios anciões fundadores do lugar, onde pela única foto que eles carregaram num baú, mostrando uma foto deles trajando roupas contemporâneas, em frente a um centro de ajuda,e lá encontraram uma maneira de viverem sob um modo de vida mais sossegado e procurando a inocência junto com a ignorância, até o momento em que ocorre o incidente de Lucius Hunt ser atingido por uma faca pelo Noah Percy, ficando entre a vida e a morte.
V de Vingança em carrega muitas referencias a muitas obras literárias famosas, como por exemplo cita “Machbeth”, importante obra teatral de William Shakespeare ao falar assim: “Faço tudo que faz um homem. Quem faz mais deixa de sê-lo”. Ou mesmo se referindo a” Um conto de Natal “de Charles Dickens, o seu herói preferido Edmond Dantes de “O Conde de Monte Cristo”, livro do francês Alexandre Dumas, também há uma citação de “Fausto” de Goethe com sua frase em latim com iniciais que estavam escritas assim: “Viveris Veniversum Vicius Vici”, frase que estava escrita em seu espelho, que Evey lê no momento em que estava fazendo uma limpeza e o próprio V traduz assim: “Através da verdade, enquanto vivi, eu conquistei o universo”. Isso é um dos fatores que torna o filme bom para se assistir de diferentes maneiras, sobre diferentes aspectos, sobre diferentes óticas, para assim se poder analisar e refletir sobre diferentes questões abordadas no filme, e o foco está na questão política autocrática botada em prática, se como abordei anteriormente em “A Onda”, mostrava como ela poderia surgir, V mostrou como ela pode acontecer de uma maneira muito pior como já aconteceu na História, como o fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, do qual esse faz uma clara alusão, o Chanceler Sutler é praticamente uma sátira a Hilter, assim como o seu partido Fogo Nórdico ser uma sátira ao nazismo, implantado na Alemanha a partir do começo da década 1930, perdurando até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, com a morte de Hitler. Em resumo, pode-se dizer que a ideia transposta pelo filme, utilizando até de muitas licenças poéticas, é justamente de como é possível acontecer ainda em uma época futura como bem idealiza o filme, a imposição de um sistema político de autocracia, de que maneira pode surgir, e quais argumentos e quais situações podem levá-lo a ser colocado na prática. E sendo num mundo futurista que remete muito a obra de Orwell, 1984, onde o Chanceler Sutler, mas parece fazer uma referencia ao Grande Irmão, e a forma como eles controlam os passos dos cidadãos. E ainda por cima o filme também traz a reflexão de como e até onde uma pessoa seria capaz de chegar ao seu objetivo de querer fazer justiça com as próprias mãos? Até onde você chegaria? O próprio personagem no filme tem interessantes frases reflexivas como, por exemplo:
“Você tanto uma mascara que acaba esquecendo de quem você é.”
“A Anarquia ostenta duas faces. A de destruidores e a de Criadores. Os Destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os Criadores erguem mundos melhores.”
“Não existe coincidência, apenas a ilusão da coincidência.”
“O povo não deve temer seu Estado. O Estado deve temer seu povo.”
“Por baixo dessa carne existe um ideal, e as ideias nunca morrem.”
"Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua idéia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos."
"Ainda que nossa integridade valesse pouco, era tudo o que tínhamos"
"Suas bombas não matam nossa fome, mas alimentam nossa desgraça."
“Igualdade, justiça e liberdade são mais que palavras; são perspectivas!"
“Os artistas usam a mentira para revelar a verdade, enquanto os políticos usam a mentira para esconde-la.”
FONTE: http://pensador.uol.com.br/v_de_vinganca_frases/
Bom com isso que encerro a minha descrição sobre esses dois importantes filmes, recomendando para quem nunca assistiu, e para quem já tinha assistido ambos, que assistem porque as tramas deles valem a gente poder olhar diversos olhares reflexivos. E ainda mais carregando belíssimas trilhas instrumentais que dão a emoção em cada um dos filmes. “A Vila”, carrega uma bela trilha composta por James Newton Howard que tem toda uma atmosfera e suspense que dão o tom do filme, e em “V de Vingança” o destaque é a bela ópera de Tchaikovsky, que se encaixa bem ao perfil, a essência e aos ideais que o herói mascarado carrega, e não é só ele, como também cada um de nós.
Quanto à trama de V de Vingança, filme lançando em 2006, que assim como “A Vila”, eu também só havia assistido apenas uma vez, e essa única vez da qual assisti esse filme foi nos cinemas. Um filme também do gênero suspense, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e também pelos Andy e Larry Wachowski, também responsáveis por terem escrito o roteiro do filme, os mesmos que lançaram a trilogia cibernética de Matrix(a primeira lançada em 1999, e a segunda Matrix Reoleaded e a terceira Matrix Revolutions foram ambas lançadas em 2003.) Numa adaptação do herói de quadrinho homônimo lançado na Inglaterra na década de 1980, de autoria de David Lloyd e Alan Moore, cujo nome desse último não aparece creditado pelo fato da adaptação de sua obra ter sido feita sem sua autorização. O filme conta no elenco com Hugo Weaving, no papel de V, cujo rosto em nenhum momento aparece, pois está escondido através de uma máscara de Guy Fawkes, e que pela segunda vez trabalha num filme produzido pelos Irmãos Wachowski, o anterior onde Hugo Weaving havia trabalhado destes fora na trilogia de Matrix, onde fez o papel do vilão-mor da trama, o Agente Smith, perseguidor do Neo(papel de Keanu Reeves), e com Natalie Portman, que no ano passado ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme “Cisne Negro”, interpretando o papel da Evey Hammond, uma funcionária de um canal de televisão, que será uma coadjuvante que simbolizará uma espécie de paixão platônica do herói.
A história do filme gira torno de um aspecto politicamente critico, ao idealizar um mundo futurista, onde é regido por um regime autocrático totalitarista, onde inspirados nas ideias nazifascistas, o líder é o que tem o poder absoluto, com controle rígido a vida do cidadão, e com práticas violentas contra as camadas sociais das quais ele consideram como os subversivos. Uma interessante abordagem da qual eu já feito com os dois “A ONDA”.
Sobre a minha colocação de futurista, deixe primeiramente esclarecer que a visão de futuro que o filme mostra, não tem nada a ver com aquela ideia de carros voadores, ou mesmo mostrando robôs interagindo com humanos, e sendo tratados por eles como se fosse um bichinho de estimação, como muito filmes com temáticas assim já haviam como por exemplo: a clássica obra-prima do cinema alemão “Metropólis”(1927) de Fritz Lang, ou mesmo “A.I-Inteligencia Artificial”(2001) de Steven Spielberg, ou mesmo outra também de Spielberg “Minority Report-A Nova Lei”(2002), “O Vingador do Futuro”(1989), dirigido por Paul Verhoeven, inspirado num livro de Philip K. Dick, ou quem “Eu, Robô”(2004), dirigido por Alex Proyas, inspirado numa obra de Isaac Asimov, ou mesmo na clássica série animada da Hanna-Barbera dos Jetsons. A visão de futuro retratada em V de Vingança, nos mostra uma ideia um pouco mais próxima da nossa realidade, sem nada desses artifícios dos quais contei.
A história do filme começa com um prólogo narrando e reconstituindo sobre o importante evento histórico ocorrido na Inglaterra no dia 05 de Novembro de 1605, dia em que um soldado chamado Guy Fawkes tentou promover a Conspiração da Pólvora, uma tentativa de causar uma explosão no prédio do Parlamento. O curioso foi ter observado que nessa narrativa, havia momentos em que o narrador de uma maneira até parcial se pergunta, se questiona sobre quem seria realmente Guy Fawkes? Como era seu rosto? Como era sua voz? Em todo o momento onde ocorre a reconstituição sobre o acontecimento naquela importante data, a narradora chega a descrever que muitas vezes as pessoas só lembram das ideias sobre criadas por essa pessoa, mas nunca do homem por trás dela, em um momento da cena em que Guy Fawkes e condenado a forca, a narradora faz uma comparação entre as ideias, e os homens por trás delas, ela justifica que ao contrário de uma ideia, que ás vezes pode se tornar infalível, um homem que a cria pode até fracassar, ao ponto dele ser preso, morto e esquecido. No momento seguinte da narrativa, a narradora explica de forma até parcial sobre o conceito de uma ideia, que ela sempre, podem-se passar décadas, séculos, ou mesmo milênios de distancia, mas ela sempre vai sobreviver, ao contrário das pessoas que as criam, ou mesmo as defendem, e nesse momento a própria relata que chegou a ver pessoalmente muita gente morrendo, perdendo a vida defendo-as. No momento da cena do enforcamento de Guy Fawkes, a narradora termina o prólogo fazendo o seguinte questionamento a respeito do abstracionismo de uma ideia, como ela pode não ser concreta dependo da situação: “Mas você não pode beijar uma ideia. Você não pode toca-la ou abraça-la. Ideias não sangram não dor, não amam. Não é de uma ideia que eu sinto falta. É de um homem.”
A narradora termina o prólogo, explicando que foi através desse homem, que foi responsável por fazê-la lembrar do 5 de Novembro, a importante desse acontecimento na história política inglesa, será o elo para no momento da presente realidade inglesa, regida sob um regime totalitário, e completamente esquecida da data desse momento acabará se recordando através de um misterioso paladino mascarado. Depois desse prólogo, o filme vai sendo desenvolvido a partir do momento presente, mostrando uma Londres sendo regida pelo governo autocrático do Chanceler Adam Sutler( Adam Sutller), é durante uma noite em que toda a população inglesa assisti pela TV, o discurso de Lewis Prothero(Roger Allan), o homem mais importante do Governo, também definido como “ A Voz de Londres”, fazendo seu diário discurso de cunho autoritário, fundamentalista, e se referindo aos EUA como a colônia que foi arrasada, mostrando os seus ideais de intolerância social, no mesmo momento é nos apresentado um misterioso homem colocando a máscara de Guy Fawkes, enquanto isso Evey Hammond em sua casa se prepara para sair. Assim que Evey sai de casa depois de terminar de assistir ao discurso de Prothero, onde termina o seu discurso na TV falando o lema do partido: “Força através da união, união através da fé”. Preocupada quando olha o relógio, ela então sai para passear na noite deserta de Londres, ficando bastante temeroso, a razão da qual ela tinha para esse temor era porque depois de uma determinada hora da noite, o Governo mandava agentes que eles denominavam “Homens-Dedos” , ficarem vigiando as ruas, e assim que observarem o movimento de qualquer pessoa andando pelas ruas a noite depois da hora estipulada, eles abordavam a pessoa suspeita, e se preciso fosse mandavam além de revistar, violentavam fisicamente, psicologicamente e moralmente a pessoa para deixar a pessoa completamente submissa a eles, e isso inevitavelmente acaba acontecendo com Evey, no momento em que caminhava pelas ruas da cidade e foi abordada pelos “Homens-Dedos”, quase sendo ameaçada de ser violentada por eles, Evey acaba sendo salva pelo homem mascarado chamado apenas de V, que mostraria a que veio fazendo citações filosóficas, com golpes inacreditáveis, e habilidades com lanças, que o tornam um espadachim inabalável, depois de acabar com cada um dos “Homens-Dedos”, V ao apresentar a primeira vez para Evey, deixa o símbolo em frente ao cartaz com o lema do partido Fogo Nórdico. Responsável por levar Sutler ao poder, e ao salvá-la do perigo V, a convida para prestigiar ele orquestrando em cima de um prédio vizinho ao Old Bailey, uma das famosas obras-primas do maestro russo Pyotry Ilich Tchaikovsky, denominado de “Abertura 1812”, a música favorita do herói, que foi responsável por causar a explosão no prédio do Old Bailey, no dia seguinte, o episódio da explosão vira manchete nos noticiários televisivos, como a BTN,(British Television Network), por exemplo, emissora onde Evey é funcionária queridinha do seu patrão Gordon Deitrich(Stephen Fly), que apresenta um programa de humor nessa emissora. No mesmo momento onde ocorre os noticiários na emissora sobre a explosão do Old Bailey na noite passada. Aparece V, invadindo o prédio da emissora, rende todos os seguranças e todo corpo de funcionários, e será lá que ele vai tentar convencer para transmitir a toda a população londrina mostrando a que veio, ao mostrar suas ideias filosóficas de livre pensamento, e fazendo eles se recordarem da data do 5 de Novembro, data que lembra quando Guy Fawkes tentou explodir o Prédio do Parlamento Britânico, pensando nas suas filosofias de liberdade, depois de terminado o seu discurso, onde termina falando assim para o povo, “Se vocês pensam como eu penso, e sentem o que eu sinto, então vamos todos nos unir pela liberdade”. Nesse momento onde ele finaliza seu discurso na Tv, todos os guardas, a policia inteira tenta em vão fechar o cerco para tentar prendê-lo, mas ele habilidoso e esperto consegue se livrar deles com muita facilidade, em uma cena onde acontece de V ser rendido por um policial, mas acaba sendo salvo por Evey, que no entanto ela acaba levando uma pancada na cabeça, e V acaba dando um fim nele com um soco. O caso desse tal misterioso herói, faz com que os intrigados detetives Eric Finch(Stephen Rea) e Dominic Rupert Graves), quebrem a cabeça para decifrar todo o enigma dessas ações misteriosas ações praticadas por esse paladino mascarado que apareceu do nada, antes disso os dois haviam investigado misterioso passado de Evey, onde o que os chamaram a atenção deles além de terem descoberto que ela era filha de ativistas políticos, ela também teve passagem por um reformatório juvenil, depois da prisão dos seus pais, o que gera mais um quebra-cabeça de um segredo envolvendo um outro personagem importante no filme, que no caso é coadjuvante Evey Hammond.
Acordar na mansão de V, Evey fica impressionada com o lugar muito espaçoso, e ainda cheio de objetos de arte raríssimas, e observando o próprio V preparando o seu café da manhã, onde nesse momento ela fica observando ele sem as suas luvas, com as suas mãos avermelhadas, dando sinais de que ele teria sofrido alguma queimadura, e ao ouvir esse comentário de Evey, V explica para ela de forma enigmática que isso aconteceu com ele faz muitos anos atrás num incêndio, mas não esclarece para ela onde ocorreu, de que maneira aconteceu e como foi causado esse tal incêndio, criando mais um quebra cabeça sobre a provável origem de quem seria a pessoa por trás daquela máscara, qual seria a verdadeira identidade de V? No decorrer do filme vai se mostrando aos pedaços, quando ele vai atrás de cada uma das pessoas ligadas ao seu passado, e matando cada uma delas em série, deixando uma rosa vermelha batizada de Scarlet Carson, como algo personalizado. Ao mesmo tempo acontece de Evey contar para V sobre sua família, e um pouco sobre ela também, entre essas revelações está o fato dela quando criança já ter frequentado um curso de teatro, e que no dia que o irmão dela morreu, os seus pais resolveram virar ativistas políticos, e terminaram presos, quanto que ela terminou num centro de detenção juvenil. A primeira das pessoas que V resolve eliminar é Lewis Prothero, sujeito que discursa toda noite na TV de Londres, e que faz discursos de puro autoritarismo, fazendo duras criticas quanto a invasão de V na emissora, chega a denominá-lo de terrorista, no momento em que Prothero estava observando o seu discurso tomando um banho quente, V entra em sua casa utilizando a identidade de Evey da BTN, para poder ter livre acesso, no momento que terminou de ver seu discurso na TV, Prothero se assusta ao observar o próprio V, que se refere a ele como Comandante. E Prothero surpreso pergunta como ele sabia de sua antiga patente militar, explicando em enigmas V diz que era como ele se chamava quando num centro de detenção, num incêndio, e aparece então em cena de flashback a cena do então Comandante Lewis Prothero no Centro de Detenção de Larkhill, mandando maltratar de forma covarde, desumana e selvagem as pessoas consideradas subversivas do novo governo imposto na Inglaterra, e quando Prothero se dar conta logo lembra de quem era a pessoa por trás daquela máscaras, o único sobrevivente do antigo Centro de Detenção de Larkhill. V por ironia se autodenomina numa clara referencia a uma famosa obra literária de Charles Dickens, “Um Conto de Natal”, de que “Sou o Fantasma dos Natais Passados”. Depois de Lewis Prothero, foi a vez do Padre Lilyman( John Starding), uma importante autoridade clerical, que por trás da batina, não tinha nada de santo, e a prova disso, é quando V utiliza Evey como isca para seu plano, pedindo para quê ela se vestisse de menina, com jeito de boneca, para atraí-lo em sua armadilha, pelo fato de justamente saber que o Padre Lilyman era pedofilo. Então de repente aparece V para matá-lo, outra pessoa também ligada ao misterioso passado de V, também tinha participado do Centro de Detenção de Larkhill, e que agora estava promovido para Bispo. Enquanto que nesse mesmo momento Evey foge e vai para casa de seu patrão Gordon Deitrich para não ser perseguida e presa pelos Homens-Dedos.
Na casa de Deitrich, Evey descobre alguns segredos revelados pelo próprio Deitrich, como forma de acalmá-la, caso os Homens-Dedos, forem a casa dele a procura dela, ela seria a coisa menos importante para eles, isso porque na casa de Deitrich havia escondido uma versão do alcorão, livro sagrado islâmico do século 14, uma foto do Chanceler Sutler sendo ridicularizado com o lema “E Deus salve a Rainha” e umas fotos proibidas de erotismo. Enquanto que os agentes Finch e Dominic tentam decifrar mais um enigma relacionado ao paladino mascarado V, descobrem que Lewis Prothero, havia sido um importante empresário acionista de uma empresa farmacêutica chamada Viadox, e ficam surpreso ao vasculharem a ficha militar de Prothero e ao descobrirem que no currículo havia participações dele em combate no Iraque, Curdistão entre outros países, e mais surpresos ao descobrirem sua participação no comando no Centro de Detenção Larkhill, indo mais a fundo n a investigação, descobrem que o local tinha sido desativado há muitos anos depois de um incêndio, e com informações muito vagas, eles tentam decifrar que ligação tinha Prothero com V a Larkill, até finalmente acharem no arquivo público o dossiê sobre Larkhill, e lá descobrem mais duas pessoas, o Padre Lilyman, já morto por V e uma médica responsável pelas medicações dos detentos de Larkhill, essa tal era doutora Diana Staton, que eles nem imaginavam estarem o tempo todo perto delas, pois era a responsável pela autopsia do Padre Lilyman, usando uma nova identidade, a Doutora Della Suridge(Sinead Cursack), dos quais eles descobrem tarde demais, no momento que chegavam ela já estava morta no seu quarto pelo V, com a rosa vermelha Scarlett Carson, e ao vasculharem a casa dela, Finch e Dominic descobrem um diário contando os segredos e todo o relatório da rotina dela no Centro de Detenção Larkihill, contando como acontecia a vinda de cada novo individuo, como eram tratados de forma desumana, como recebiam as dosagens de vacinas aplicadas por eles, para eles servirem de cobaias para o desenvolvimento de arma biológica altamente poderosa, como todos morreram e foram enterrados, e chegava até a relatar o próprio desprezo que ela mesma sentia por aqueles indivíduos, vistos como os subversivos pelo então imposto novo governo do atual Chanceler, pessoas que representavam a camada dos negros, dos judeus e dos homossexuais, e o mais impressionante nisso tudo é eles descobrirem que a respeito de um paciente de Larkhill, que tinha adquirido uma força descomunal com a medicação injetada por ela, esse tal paciente do qual ela se refere apenas como Paciente do Quarto 5, cujo numeral da cela era identificado como V, numeral do algarismo romano, sendo daí a origem para seu nome, onde relata que foi esse paciente que num certo dia 5 de Novembro, com sua tremenda força descomunal que chegando ao ponto de fugir ao controle de todos de Larkhill, provocou a destruição total do local, causando o incêndio, onde chega até a descrever que chegou a observar os seus olhares cheios de amargor, e que naquele incêndio o deixou todo o seu corpo queimado. E nesse diário Stanton termina com um lamento descrevendo assim: “O que foi que eu fiz”. É nisso se descobre qual a misteriosa origem do mascarado V e de onde ele tirou esse codinome.
Enquanto que Evey, ainda vivendo abrigada na casa de seu patrão Deitrich, fica espantada ao ver junto com ele na televisão, o programa que ele havia produzido ridicularizando o Chanceler Adam Sutler sendo perseguido pelo mascarado V, em rede nacional, fazendo toda a população londrina pela primeira vez ter o direito de ter a liberdade de poder debochar do Chanceler, naquela mesma noite em que o programa foi ar, apareceram os Homens-Dedos, comandados por Perter Creedy( Tim Pigot-Smith), que o acabam rendendo e prendendo, e Creedy faz até o comentário irônico: “E teve graça agora?”.
Já Evey tenta fugir, escondida, mas acaba sendo pega, e mandada para a detenção, sendo torturada, fisicamente e psicologicamente para tentar dar informações para os agentes sobre o que ela sabia de V, teve até a cabeça raspada, e no meio de todo essa situação ela acaba achando na sua cela, dentro de um buraquinho onde entrava um ratinho, um pedacinho de papel higiênico onde estava escrito a mensagem de uma mulher de nome Valerie, uma prisioneira morta no Centro de Detenção de Larkhill, e que na mensagem ela contava todo o drama que passou antes de ser mandada para lá, na mensagem ela descreve onde nasceu, que foi em Nottigham no ano de 1985, que do pouco que lembrava de sua infância, lembrava da fazendo de sua avô e que quando chovia sua avô dizia que “Deus estava na chuva”, descreve de seu tempo de colégio, relata que quando foi aprovada para o curso secundário, lá havia conhecido Sarah, a sua primeira namoradinha, já apresentando sinais de interesse por meninas e não por meninos. Valerie também relata na mensagem que o namoro dela por Sarah no colégio, teve de ser interrompido porque o diretor havia dito que isso era só uma fase e que elas superariam. Foi o primeiro sinal de preconceito que ela teve de lidar quando descobriu sua opção sexual, mais para frente ela relata que na adolescência quando chegou para os pais e teve a coragem de apresentar sua então namorada Christina, a reação dos pais não podia esperar por outra coisa a não ser de repulsa, de nojo, com aquele tipo de situação vendo a queridinha deles que eles carregaram ainda bebê virar uma mulher amando outra mulher, e com isso os pais a mandaram para fora de casa. O mais curioso disso tudo foi quando ela relatou que já adulta, ao virar atriz durante as filmagens de “Sal de Prata”, foi lá que ela conheceu sua última parceira Ruth. Na mensagem Valerie descreve que Ruth, foi sua grande parceira que passou a dividir o apartamento e junto com ela colheram flores Scarlett Carson e toda uma rotina da qual elas passaram a adquirem juntas e felizes, até chegar o momento em que quando elas acompanharam pela TV, a subida ao poder de Adam Sutler, as ideias de intolerâncias sociais, propagadas pelo Fogo Nórdico, passaram a viverem assustadas, e relatou que no dia em que a Ruth estava na rua, fazendo a feira, e de repente foi pega pelos Homens-Dedos, ela chorou muito, e pouco tempo depois foi a vez dela dentro de sua casa, e a mensagem de Valerie termina com relato de sua sofrida rotina no Centro de Detenção de Larkhill, de onde ela passaria seus últimos momentos de vida, sendo torturada, violentada, espancada, recebendo altas dosagens de substancias e de quando achou dentro de uma privada um papel de higiênico de onde decidiu relatar a sua única autobiografia. E então dias depois Evey já exausta de tanto ser torturada acaba se surpreendendo ao se liberada, e então a medida que caminha livremente pelos corredores sem ser abordada pelo Guarda, e quando se aproxima e vê que ela era apenas de borracha, e ao passar na porta e de repente se deparar na mansão de V, ela então fica bastante indignada e horrorizada, ao notar que tudo aquilo do qual ela havia passado era tudo uma farsa, plantada por ele, mas depois se sentindo grata resolve entregar a tal mensagem de Valerie que ela teria imaginado que fosse uma coisa inventada por ele, então V decide mostrar uma coisa para provar que tudo aquilo era verdade, e ela fica convencida no momento em que observa pendurada na parede da sala, o cartaz do filme “Sal de Prata”. V justifica que fez isso fazendo com que ela sentisse um pouco na pele, o que ele passou em Larkhill, e do que resultou para que ele se transformasse daquele jeito, citando o principio básico de que toda ação gera uma reação. Então V mostra para Evey a chuva no telhado de sua mansão, e ela então lembra do que Valerie escreveu: “Deus estava na chuva”. Então aos poucos os quebra-cabeças vão desenvolvendo todo o desenrolar do filme, principalmente no momento em que Finch e Dominic vão atrás de um tal de Roockwood, último sobrevivente do Vírus da Escola de St. Marys, o mesmo onde o irmão de Evey havia morrido em consequência desse vírus, eles encontram esse tal sujeito no memorial dedicado às vitimas do incidente, onde de uma forma enigmática da ligação daquele incidente, com a contaminação da água em Three Waters, uma bomba na estação de trem de Londres, rebelião no King´s Hospital, e juntando a cura financiada por Lewis Prothero, que ajudou a levar Adam Sutler a comandar o país, eles nem imaginam que esse tal de Roocwood era na verdade V, e quando descobrem já era tarde, muito depois de constatar que o verdadeiro estava morto. E nisso Finch acaba chegando a conclusão que tudo isso que ele estava planejando fazer é com o intuito de gerar o caos. E é justamente isso o que acontece no momento em que todos recebem em suas casas, a encomenda das máscaras de Guy Fawkes, usadas pelo V, há até um momento em que um assaltante numa conveniência chega a falar: “Anarquia no Reino Unido”.
E vai ser nessa situação caótica que V botará em prática o seu plano de dar fim ao regime totalitarista do Chanceler Adam Sutler, pedindo para que Creedy, mandasse os seus Homens-Dedos, levar até ele o próprio Chanceler para matá-lo no esgoto, enquanto o Chanceler discursa na TV em rede nacional, e ninguém, praticamente ninguém assiste, e nesse momento era levado acabado e ensanguentado, V então dá os seus últimos golpes, e é próprio quem dá um fim no Chanceler, depois disso Creedy manda os seus Homens-Dedos atirarem sem parar em V, ele em nenhum momento em que recebe os tiros reage, então acontece o inesperado, depois de ter sido atingido pelos tiros, V ainda utiliza forças para praticar os seus últimos golpes de artes marciais e enfiando suas facas em cada um dos Homens-Dedos, até que no final quando só restou Creedy, que tentando desesperadamente eliminá-lo dando muitos tiros, e chega ao cúmulo de gritar falando: “Porque você não morre?” Então V se aproxima dele e o enfia sua faca em Creedy dando fim então a ele e ao sistema totalitarista que há anos vinha governando a Inglaterra, e ao mesmo tempo acabado, ainda utiliza as últimas forças para chegar até o trem cheio de explosivos de nitrogênio, que seguirá em direção para o Big Ben, ele então pede para que Evey se incumbisse dessa missão final sua, ao mesmo tempo a população inteira de Londres, utilizando da fantasia de V, anda em plena noite em direção ao Big Ben, o exercito chega a ficar de guarda para ficarem atentos a qualquer sinal de proximidades, mas eles acabam sem terem como agirem pois não conseguiam terem contato nem com o Chanceler, e muito menos com Creedy. E dessa forma sem ter como reagirem, eles acabam deixando todas as pessoas passarem tranquilamente sem receberem sequer um tiro, e dessa forma que o general, responsável pelo comando das tropas, completamente sem acreditar no que estava vendo fala assim: “Pelo sangue de Jesus Cristo”.
Enquanto isso, Evey se prepara para ligar o motor do trem, com V deitado sem vida, acompanhado de muita dinamite, no momento em que pega na alavanca, ela chega a ser interrompida por Finch, aparece tentando rende-la impedido que ela prosseguisse com o plano de V, mas determinada a cumprir ela então desobedece às ordens de Finch, e liga a alavanca do trem.
O trem parte em direção ao Big Ben, tocando a “Abertura 1812”, famosa obra-prima de Tchaikovsky, que era sua música preferida chegando até o Prédio gerando com todos ali em frente naquela marcante noite de 5 de Novembro, onde para todos ali será para sempre lembrada como o dia em que eles se libertaram de uma tirania, foi nessa cena final que Finch pergunta então para Evey sobre quem era ele, e Evey responde a pergunta de Finch o definindo em diferentes aspectos: “Ele era Edmound Dantes(personagem principal de “O Conde de Monte Cristo” seu filme favorito), Era meu pai, minha mãe, minha irmão, era eu, era você(Evey se referindo a Finch), ele era todos nós”.
E nesse mesmo momento o filme com Evey fazendo a seguinte narrativa: “Ninguém jamais esquecerá aquela noite e o seu significado para o pais. Mas eu nunca me esquecerei do homem e do que ele significou para mim”. E pronto acabou o filme.
V de Vingança que faz uma interessante abordagem a respeito do que uma pessoa é capaz de fazer quando sofre uma injustiça, ao ser levado pelo sentimento do ódio, até que ponto podemos justiça com as nossas próprias mãos. Como é o caso do próprio herói mascarado, se for fazer uma comparação dele com outros heróis dos quadrinhos, como as editoras americanas de Marvel e DC, ele tem como diferencial o fato de ser um sujeito muito cheio de mistérios, ele se encaixa como um exemplo de ser social, que pela circunstancia em que passou esqueceu-se de suas próprias origens, o mistério sobre suas origens ocultas, o fato de não saber qual sua verdadeira identidade, de onde nasceu, que idade aproximada ele teria, quem seriam os seus pais, ou que levou ele para ser preso no Centro de Detenção de Larkhill, para ser cobaia de um experimento cientifico, que o fez adquirir uma força e habilidade descomunal, a ponto de se tornar um importante um paladino mascarado com o objetivo de acabar com o sistema político autocrático imposto numa Inglaterra do futuro. A ideia como eles colocaram essa Inglaterra futurista, como o enredo do filme satiriza a ideia de regime autocrático tem uma livre inspiração no romance “1984” de George Orwell. A ideia dos segredos é o que torna “V de Vingança” até certo ponto semelhante com “A Vila”, onde o principal segredo desse consistia no mistério da figura demoníaca que amedrontava o povo daquele vilarejo que aparentemente vivia um modo de vida do século 19, mas na verdade eles viviam na contemporaneidade, e os únicos que sabiam desse segredo eram os próprios anciões fundadores do lugar, onde pela única foto que eles carregaram num baú, mostrando uma foto deles trajando roupas contemporâneas, em frente a um centro de ajuda,e lá encontraram uma maneira de viverem sob um modo de vida mais sossegado e procurando a inocência junto com a ignorância, até o momento em que ocorre o incidente de Lucius Hunt ser atingido por uma faca pelo Noah Percy, ficando entre a vida e a morte.
V de Vingança em carrega muitas referencias a muitas obras literárias famosas, como por exemplo cita “Machbeth”, importante obra teatral de William Shakespeare ao falar assim: “Faço tudo que faz um homem. Quem faz mais deixa de sê-lo”. Ou mesmo se referindo a” Um conto de Natal “de Charles Dickens, o seu herói preferido Edmond Dantes de “O Conde de Monte Cristo”, livro do francês Alexandre Dumas, também há uma citação de “Fausto” de Goethe com sua frase em latim com iniciais que estavam escritas assim: “Viveris Veniversum Vicius Vici”, frase que estava escrita em seu espelho, que Evey lê no momento em que estava fazendo uma limpeza e o próprio V traduz assim: “Através da verdade, enquanto vivi, eu conquistei o universo”. Isso é um dos fatores que torna o filme bom para se assistir de diferentes maneiras, sobre diferentes aspectos, sobre diferentes óticas, para assim se poder analisar e refletir sobre diferentes questões abordadas no filme, e o foco está na questão política autocrática botada em prática, se como abordei anteriormente em “A Onda”, mostrava como ela poderia surgir, V mostrou como ela pode acontecer de uma maneira muito pior como já aconteceu na História, como o fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, do qual esse faz uma clara alusão, o Chanceler Sutler é praticamente uma sátira a Hilter, assim como o seu partido Fogo Nórdico ser uma sátira ao nazismo, implantado na Alemanha a partir do começo da década 1930, perdurando até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, com a morte de Hitler. Em resumo, pode-se dizer que a ideia transposta pelo filme, utilizando até de muitas licenças poéticas, é justamente de como é possível acontecer ainda em uma época futura como bem idealiza o filme, a imposição de um sistema político de autocracia, de que maneira pode surgir, e quais argumentos e quais situações podem levá-lo a ser colocado na prática. E sendo num mundo futurista que remete muito a obra de Orwell, 1984, onde o Chanceler Sutler, mas parece fazer uma referencia ao Grande Irmão, e a forma como eles controlam os passos dos cidadãos. E ainda por cima o filme também traz a reflexão de como e até onde uma pessoa seria capaz de chegar ao seu objetivo de querer fazer justiça com as próprias mãos? Até onde você chegaria? O próprio personagem no filme tem interessantes frases reflexivas como, por exemplo:
“Você tanto uma mascara que acaba esquecendo de quem você é.”
“A Anarquia ostenta duas faces. A de destruidores e a de Criadores. Os Destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os Criadores erguem mundos melhores.”
“Não existe coincidência, apenas a ilusão da coincidência.”
“O povo não deve temer seu Estado. O Estado deve temer seu povo.”
“Por baixo dessa carne existe um ideal, e as ideias nunca morrem.”
"Um homem pode morrer, lutar, falhar, até mesmo ser esquecido, mas sua idéia pode modificar o mundo mesmo tendo passado 400 anos."
"Ainda que nossa integridade valesse pouco, era tudo o que tínhamos"
"Suas bombas não matam nossa fome, mas alimentam nossa desgraça."
“Igualdade, justiça e liberdade são mais que palavras; são perspectivas!"
“Os artistas usam a mentira para revelar a verdade, enquanto os políticos usam a mentira para esconde-la.”
FONTE: http://pensador.uol.com.br/v_de_vinganca_frases/
Bom com isso que encerro a minha descrição sobre esses dois importantes filmes, recomendando para quem nunca assistiu, e para quem já tinha assistido ambos, que assistem porque as tramas deles valem a gente poder olhar diversos olhares reflexivos. E ainda mais carregando belíssimas trilhas instrumentais que dão a emoção em cada um dos filmes. “A Vila”, carrega uma bela trilha composta por James Newton Howard que tem toda uma atmosfera e suspense que dão o tom do filme, e em “V de Vingança” o destaque é a bela ópera de Tchaikovsky, que se encaixa bem ao perfil, a essência e aos ideais que o herói mascarado carrega, e não é só ele, como também cada um de nós.
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